Política

Weslei Garcia critica as alianças formadas pelos adversários

Redação DM

Publicado em 9 de agosto de 2018 às 02:13 | Atualizado há 8 anos

Candidato do PSol ao governo do Estado, Weslei Garcia afirmou ao DM que a base governista, popular­mente conhecida como ‘base alia­da’, foi destruída em Goiás, haja vista que o atual governador, José Eliton, não conseguiu mantê-la nos mol­des anteriores, e assegurou menos partidos coligados do que o candi­dato Ronaldo Caiado, que aglutinou 13 partidos em sua coligação. José Eliton, com toda estrutura da admi­nistração pública, conseguiu fechar 11 partidos em sua base.

Weslei explica que isso é um re­flexo do que foi o governo Marco­ni Perillo, quando José Eliton terá que gastar tempo de sua campa­nha tentando explicar o que de fato aconteceu no governo do seu aliado nos últimos 16 anos.

“Para o PSol ficou muito claro com a divulgação das alianças nes­te domingo que elas são feitas como um balcão de negociatas. A discus­são gira em torno de quem ficará com a melhor parte da fatia do bolo. Acabou o princípio ideológico nas alianças, pois não existe coerência nos programas apresentados.

E destaca: o PDT, por exemplo, em Goiás, vai ter que dar palanque a Ciro Gomes, sendo que o candi­dato do DEM à presidência da Re­pública é o Geraldo Alckmin.

DISCUSSÃO

Weslei afirma que a discussão em Goiás é muito promíscua e lem­bra que Lincoln Tejota era até mui­to pouco tempo marconista de pri­meira, e agora será vice do Ronaldo Caiado. Também pondera que Adib Elias, que deveria fazer a campanha para Daniel Vilela, pois pertencem ao mesmo partido, o MDB, vai es­tar de outro lado. A discussão entre eles não é a discussão de um projeto novo para o Estado de Goiás.

“Ademais, Daniel Vilela, José Eli­ton e Ronaldo Caiado vão ter que se explicar à população por que vota­ram a favor da reforma trabalhista, já que fazem parte da base do go­verno Michel Temer, que é o mes­mo governo que autorizou a inter­venção militar no Rio de Janeiro, fato este que suspeita-se estar liga­do à morte de Marielle Franco”, asse­vera. E complementa: “para nós do PSol fica muito claro que os partidos que de fato se preocuparam na con­cepção da aliança como um progra­ma foram o PSol, o PCB, para além disso não houve. Mesmo o PT co­mete um erro ao fazer uma aliança com o PC do B de Isaura Lemos, que pertencia à base de Marconi Perillo, ou seja, não há ideologia alguma.”

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