Caiado tem perfil autoritário e machista
Redação DM
Publicado em 8 de agosto de 2018 às 23:18 | Atualizado há 8 anos
A onda de extremismos ideológicos e de opinião que inundou o debate político-eleitoral, especialmente nas redes sociais, não pode turvar nossa visão: na hora de escolher o candidato de sua preferência, a maioria dos eleitores recolocará seu eixo de avaliação na rota original e optará por aquele com mais equilíbrio e ponderação.
Nesse sentido, o senador Ronaldo Caiado (DEM) está para Goiás assim como Jair Bolsonaro (PSL) está para o Brasil. Perfil autoritário, retrógrado, machista e preconceituoso: as qualidades que preponderam nos momentos de acirramento se transformam em defeitos incontornáveis, indestrutíveis na hora da definição do voto.
No caso do senador Ronaldo Caiado, um dado das pesquisas eleitorais chama a atenção: a diferença abissal no número de eleitores do gênero masculino e do gênero feminino. O total de homens que afirmam que votarão no demista supera as mulheres quase sempre em torno de 50%. Uma discrepância que vai, necessariamente, se desfazer, movimentando as intenções de voto no senador.
A definição do voto é algo muito particular. É um processo coletivo, mas ao final e ao cabo um ato solitário. Machismo, autoritarismo, verborragia, arrogância, homofobia, racismo, etnocentrismo acabam sendo vencidos pelo bom senso, porque todas as famílias têm suas particularidades e pluralidades: integrantes de diversas religiões, de diferentes orientações sexuais, posições diversas sobre aborto, de etnias e origens regionais diferentes.
Todos sabemos, Caiado não circula bem no campo das ideias diversas às dele. O senador nasceu e cresceu como político se colocando acima do mundo. Antes de tudo, sua superioridade se define pelo fato de ser homem e a isso se acoplam suas origens aristocráticas, o fato de pertencer a uma família abastada, considerar ser mais inteligente por ter se formado em Medicina. Posturas que se constituem verdadeira aberração ideológica e profunda abominação política.
O autoritarismo de Caiado transborda em seus simples ato de falar. Seu tom é arrogante, sua postura denota superioridade e ele sempre parte do pressuposto de que, simplesmente por ser Caiado, ele está sempre correto. O machismo se manifesta nesse mesmo viés e caminho. Nesse contexto, a mulher está sempre em desvantagem e ser homem é uma superioridade natural, e, portanto, imutável.
Imutável também são as posições de Caiado, incapaz de admitir que está errado. Como no humorístico Chaves – uma das mais incríveis abordagens das diferentes personalidades humanas – Caiado é uma espécie de professor Girafales, que certa feita, em um excesso de humildade, disse: “Eu errei apenas uma vez em toda a minha vida. Quando acreditei estar errado”.
(João Aquino, jornalista)