Brasil

O Sudoeste nas sucessões estaduais

Redação DM

Publicado em 8 de agosto de 2018 às 23:09 | Atualizado há 8 anos

Fin­da a di­ta­du­ra do Es­ta­do No­vo (10.11.1937 – 29.10.1945), hou­ve elei­ções pa­ra go­ver­na­dor e vi­ce-go­ver­na­dor de Go­i­ás em 1947, 1950,1954, 1958,1960, 1965, 1982, 1986, 1990, 1994, 1998, 2002, 2006, 2010, 2014. Em 1970, 1974 e 1978 as su­ces­sões se fi­ze­ram sem vo­to po­pu­lar. O su­do­es­te go­i­a­no se fez re­pre­sen­tar, em 1947, por Je­rônymo Coim­bra Bu­e­no, na­tu­ral de Rio Ver­de, se bem que se mu­da­ra, acom­pa­nhan­do os pa­is, há dé­ca­das, pa­ra  Rio de Ja­nei­ro. Do su­do­es­te era tam­bém sua es­po­sa. Ele der­ro­tou Jo­sé Lu­do­vi­co, pa­ren­te e cor­re­li­gi­o­ná­rio de Pe­dro Lu­do­vi­co. Re­si­di­ra es­te em Ver­de, on­de con­tra­í­ra núp­cias com Ger­ci­na, fi­lha de Mar­tins Bor­ges e Ma­ria da Con­cei­ção. Fi­el ali­a­do de Ge­tú­lio, man­dou no Es­ta­do, a par­tir de 1930, por qua­se  qua­tro dé­ca­das. A ges­tão Coim­bra mui­to se des­gas­tou em ra­zão, se­gun­do al­guns, da es­tru­tu­ra de po­der (má­qui­na pes­se­dis­ta) dei­xa­da pe­lo Dr. Pe­dro, que re­tor­nou ao go­ver­no do Es­ta­do em 1950.

Os dois pos­tu­lan­tes ao Exe­cu­ti­vo es­ta­du­al, em 1958, fo­ram Jo­sé Fe­li­ci­a­no (Ja­taí) e Cé­sar Bas­tos (Rio Ver­de). Ga­nhou Fe­li­ci­a­no. Em 1960 a co­li­ga­ção PSD-PTB saiu-se tri­un­fan­te com Mau­ro Bor­ges (na­tu­ral de Rio Ver­de e fi­lho de Pe­dro Lu­do­vi­co) e Re­zen­de Mon­tei­ro (Cai­a­pô­nia). De­pos­to em no­vem­bro de 64 pe­la di­ta­du­ra far­da­da (ho­je te­mos a di­ta­du­ra to­ga­da), Mau­ro vol­tou a dis­pu­tar o go­ver­no em 1986, pe­lo PDC e viu-se der­ro­ta­do por Hen­ri­que San­tilllo, do PMDB.

Ano de 1990. Iris Re­zen­de não te­ve di­fi­cul­da­de pa­ra ven­cer, pe­la se­gun­da vez, plei­to pa­ra go­ver­na­dor (a pri­mei­ra foi em 1982). Seu com­pa­nhei­ro de cha­pa(con­cor­ren­te a vi­ce-go­ver­na­dor) foi Ma­gui­to Vi­le­la. Pau­lo Ro­ber­to sal­ta­ra no es­cu­ro ao re­nun­ci­ar ao man­da­to de pre­fei­to de Rio Ver­de, seu ber­ço, pen­san­do que des­ce­ria na Ca­sa Ver­de da Pra­ça Ci­vi­ca (ho­di­er­na­men­te,Pra­ça Pe­dro Lu­do­vi­co), mas er­rou o al­vo. Em 1994. Ma­gui­to su­biu de vi­ce-go­ver­na­dor a go­ver­na­dor e pa­ra o Se­na­do em 1998. Nes­te ano, Iris per­deu sua pri­mei­ra elei­ção. Tri­un­fan­te foi Mar­co­ni em “do­bra­di­nha” com Al­ci­des Ro­dri­gues, o Ci­di­nho (San­ta He­le­na de Go­i­ás). Pa­ra vi­ce-go­ver­na­dor na com­pa­nhia do Iris, Ro­mil­ton Mo­ra­es (Ja­taí). Ma­gui­to ten­ta, em 2002, re­gres­sar ao Exe­cu­ti­vo es­ta­du­al, mas per­de pa­ram Mar­co­ni. Em 2006, no­va­men­te Ma­gui­to Vi­le­la pos­tu­lou o Exe­cu­ti­vo do Es­ta­do de Go­i­ás e no­vo re­vés, des­sa fei­ta pa­ra o Ci­di­nho.  Em 2010, Mar­co­ni se ele­geu go­ver­na­dor e com ele, pa­ra vi­ce-go­ver­na­dor, Jo­sé Eli­ton, na­tu­ral de Rio Ver­de, tor­rão na­tal da se­nho­ra sua mãe. Eles se re­e­le­gem-se em 2014. Ago­ra, no se­gun­do se­mes­tre de 2018, Mar­co­ni pre­ten­de ca­dei­ra de se­na­dor, por is­so Jo­sé Éli­ton lhe su­ce­deu  e es­tá na lu­ta pa­ra per­ma­ne­cer no pos­to. O ja­tai­en­se e de­pu­ta­do fe­de­ral Da­ni­el Vi­le­la, fi­lho do Ma­gui­to (pa­ren­te do Jo­sé Éli­ton) é um dos seus ad­ver­sá­rios nes­sa cor­ri­da.  O pre­ten­den­te a vi­ce-go­ver­na­dor na cha­pa li­de­ra­da por Da­ni­el é  o tam­bém de­pu­ta­do fe­de­ral Heu­ler Cru­vi­nel, de Rio Ver­de.

 

(Fi­la­del­fo Bor­ges de Li­ma – fi­la­del­fo­bor­ges­de­li­[email protected])

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