Esportes

Surpresa sofrida

Redação DM

Publicado em 13 de julho de 2018 às 00:03 | Atualizado há 8 anos

A Croácia fez história e ga­rantiu uma vaga na final de uma Copa do Mun­do pela primeira vez. A vitória na semifinal, porém, mais uma vez se deu de forma sofrida. Contra a Inglaterra, a equipe comandada por Zlatko Dalic precisou nova­mente da prorrogação para avan­çar no Mundial da Rússia, assim como aconteceu nas oitavas de final, contra a Dinamarca, e nas quartas, contra a seleção anfitriã. Felicidade à parte, o técnico reco­nheceu o grande desgaste físico de seus jogadores e admitiu que pre­cisará recuperar as energias de seu plantel para a decisão de domingo, contra a França, em Moscou.

“Isso é muito difícil (desgaste). Mas me parece que quanto mais di­fícil as circunstâncias, melhor nós jo­gamos futebol. Claro que a França tem um dia a mais, mas nós vamos descansar e nos recuperar a tempo. Não há desculpas, isso é uma final de Copa do Mundo. Temos que dar tudo, estar prontos, estar preparados. É a chance de uma vida. Tem sido di­fícil para nós, mas vamos achar a for­ça e a motivação”, afirmou.

Dalic, inclusive, deu folga aos atle­tas nesta quinta. Como o próprio co­mandanteaponta, secontadososmi­nutos jogados nas três prorrogações que a seleção croata jogou neste ma­ta-mata, será a única a jogar oito jogos nesta Copa do Mundo. Diante disso, o treinador faz questão de elogiar o comprometimento e a entrega dos jogadores, que não desistiram da par­tida em nenhum momento e, mes­mo desgastados, não queriam sair de campo diante da Inglaterra. Para ele, a experiência também foi um fa­tor essencial para que a virada acon­tecesse na prorrogação.

“Ontem encontramos um time inglês muito rápido e jovem, mas nossos jogadores usaram a experiên­cia. Temos jogadores que jogaram muitas finais de Liga dos Campeões, de campeonatos em seus países. Tal­vez jogadores jovens tenham mais ambição e sejam mais rápidos. Mas acho que essas coisas não fazem dife­rença neste final. Eu espero que eles reajam bem a certos momentos do jogo, mas não estou certo de que isso vai ser decisivo”, apontou.

Dalic também destacou um de seus atletas em específico: o cra­que do time, camisa 10 e capitão Luka Modric, cujas atuações em território russo vem atendendo às expectativas e tem comandado a Croácia nesta campanha históri­ca. Para o técnico, o meio-campis­ta é “o cara” da competição.

“Cristiano Ronaldo, Neymar, Messi, era normal falar deles an­tes da Copa. Eles foram para casa, estão na praia. E outros ficaram no campeonato, especialmente Luka Modric. Ele dá piques no minuto 115, ele volta para a defesa, ele li­dera a defesa. Ele é o homem do torneio, não importa quem fique com o troféu”, certificou. “É um dos melhores meias do mundo, cobre muito espaço do campo, passa se­gurança a quem joga com ele. É o mesmo com Kanté e a França. Se ele joga bem, a França joga bem. Eu ficaria feliz ele fosse o melhor joga­dor do torneio, a Bola de Ouro. Ele já ganhou tudo com seu clube, mas há um armário para troféus com a seleção e seria bom para ele e para nós se ele ganhasse a Bola de Ouro. Ele merece”, completou.


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