Esportes

De olho no futuro

Redação DM

Publicado em 12 de julho de 2018 às 00:53 | Atualizado há 8 anos

Quase uma semana após a seleção brasileira ser eli­minada da Copa do Mun­do da Rússia, já é hora de come­çar a projetar o próximo Mundial, em 2022, no Catar. Entre as jovens promessas do futebol nacional, há uma profusão de opções para o ataque, mas escassas alternati­vas de renovação para a defesa.

Alguns desses nomes garim­pados já chegaram a ser obser­vados pelo técnico Tite antes da sua convocação final para a Copa da Rússia. Havia quem quisesse que o atacante Vinícius Júnior, por exemplo, fosse chamado para ga­nhar experiência, tal qual ocorreu com Ronaldo no título de 1994 e Kaká na conquista de 2002.

Ficou para a próxima. Após se despedir do Flamengo, Vinícius Júnior chega hoje à maioridade já como atleta do Real Madrid. No clube espanhol, ele terá a mis­são de fazer jus à badalação que o cerca desde as categorias de base para se confirmar como um dos principais nomes da seleção bra­sileira em 2022.

Já sem o astro português Cris­tiano Ronaldo, vendido à italiana Juventus, o Real Madrid aposta em mais um brasileiro para re­novar o seu plantel no futuro. Trata-se do também do atacante Rodrygo, que surgiu como mais nova joia do Santos e irá se jun­tar a Vinícius Júnior no clube me­rengue em julho de 2019.

Uma revelação que permane­ce no futebol brasileiro é um anti­go companheiro de Vinícius Júnior. Versátil, o meio-campista Lucas Paquetá dificilmente não ganhará uma oportunidade durante a pre­paração da seleção brasileira para o Mundial do Catar. Cabe a ele conti­nuar em alta no Flamengo.

Outro atacante oriundo do fu­tebol carioca, por outro lado, já seguiu o exemplo de Vinícius Jú­nior e rumou à Europa. Paulinho completará 18 anos no domingo, dia da final da Copa do Mundo da Rússia, e passará a ser jogador do Bayer Leverkusen, clube alemão que o tirou do Vasco.

Há mais peças ofensivas en­tre aqueles que ainda resistem ao assédio europeu. Pedrinho, por exemplo, busca aprimorar o seu condicionamento físico para corresponder com as expecta­tivas criadas por torcedores do Corinthians. Cedido ao Atlético­-MG pelo Palmeiras, Roger Gue­des é outro que apresenta idade (21 anos) e potencial para vingar. Luan é mais velho, com 25 anos, mas acumula elogios desde que conduziu o Grêmio à conquista da Copa Libertadores da América.

Alguns novos atacantes bra­sileiros já têm experiência euro­peia. São os casos de Malcom, do francês Bordeaux, Richarlison, do inglês Watford, e David Neres, do holandês Ajax, todos com possi­bilidades de transferência para clubes mais expressivos. O meia Anderson Talisca, por sua vez, es­teve no radar de Tite para 2018, porém deixou o Besiktas, da Tur­quia, para lucrar no Guangzhou Evergrande, da China.

Já Gabriel, campeão olímpico em 2016, saiu da Europa por ou­tro motivo. Após fracassar no Cam­peonato Italiano pela Internazio­nale, o jogador tenta resgatar o seu melhor futebol no Santos para vol­tar a ser visto como alguém com chances de defender o Brasil em uma Copa do Mundo.

O comando do ataque canari­nho, setor que poderia ser ocupado por Gabigol, é uma posição crítica no mundo. E é por isso que Felipe Vizeu, vendido pelo Flamengo à ita­liana Udinese, alimenta esperanças de ser lembrado em futuras convo­cações. O posto na Copa do Mundo da Rússia pertenceu a outro nova­to, Gabriel Jesus, contestado por ter passado em branco e com esperan­ças de vingar daqui a quatro anos.


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