Esportes

Posse de bola maior dos belgas não se traduz em domínio

Redação DM

Publicado em 11 de julho de 2018 às 02:55 | Atualizado há 8 anos

“Controlar a bola não signi­fica controlar a partida”. A frase, cada vez mais ouvida dentre os fãs de futebol, provou-se verda­deira nesta tarde de terça-feira, com a vitória da França para cima da Bélgica por 1 a 0, que classifi­cou os franceses a final da Copa do Mundo, após 12 anos.

Isso porque a excelente geração belga, que tirou o Brasil de Tite do Mundial da Rússia, teve o contro­le da posse de bola durante toda a duração do confronto. Ao final do embate, a estatística via uma supe­rioridade (60%/40%) em favor dos comandados de Roberto Martínez.

O domínio belga também se es­tendeu aos passes durante o jogo. A Bélgica deu praticamente o do­bro de passes (630 a 342), foi melhor em sua completitude (595 a 294) – simbolizando uma porcentagem de 90% a 86% em relação aos franceses.

Entretanto, o que importa em uma partida de futebol é a bola na rede, ou ao menos as tentativas de completar o feito. Nisso, vanta­gem para a França: foram 19 fina­lizações ao longo do jogo, contra nove dos rivais. Destas, cinco fo­ram ao gol, oito passaram longe das metas de Courtois e as outras seis foram bloqueadas.

Além disso, os comandados de Deschamps também foram superiores nos aspectos defen­sivos, importante para assegu­rar que a Bélgica não marcasse gols no duelo. Pelo lado da Fran­ça, foram 44 bolas recuperadas, 16 desarmes e 30 cortes de bola. Os belgas só foram melhores no número de bloqueios: seis a um.

 


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