Esportes

Assistente técnico da Bélgica, Henry enfrenta compatriotas

Redação DM

Publicado em 10 de julho de 2018 às 01:28 | Atualizado há 8 anos

Thierry Henry irá se depa­rar com uma situação inusitada em São Petersburgo. Atualmente ocupando o cargo de auxiliar na Bélgica, o ex-atacante da França terá de deixar a emoção de lado durante o confronto entre as duas seleções, válido pela semifinal da Copa do Mundo da Rússia.

Aos 40 anos, Henry compõe a co­missão técnica liderada pelo espa­nhol Roberto Martínez desde agos­to de 2016, em substituição a Marc Wilmots. Campeão do mundo em 1998 e da Europa em 2000, ele foi in­corporado aos Diabos Vermelhos para estimular a “mentalidade ven­cedora” no grupo liderado por Eden Hazard e Kevin De Bruyne.

Até o momento, a estratégia tem funcionado na Bélgica. Na Rússia, o país alcançou as semi­finais da Copa pela primeira vez em 32 anos, igualando a campa­nha de 1986, quando parou na Ar­gentina de Maradona.

Das quatro semifinalistas, é a única com 100% de aproveitamen­to. São cinco vitórias em cinco jo­gos, superando seleções como a inglesa e a brasileira. Aconselhada por Henry, detém ainda o melhor ataque do torneio, com 14 gols.

“Eu admito, como um francês, que é estranho ter Henry contra nós”, reconheceu Olivier Giroud, que tem a dura missão de suce­der a Henry no papel de centroa­vante da seleção francesa, pela qual o campeão do mundo mar­cou 51 gols em 123 jogos.

“Ele tem a sorte de fazer parte de uma equipe que tem uma ge­ração muito boa. Ele está lá para aprender, com o desejo de se tornar um treinador. É uma len­da do futebol francês, ele trou­xe muito para a equipe france­sa. Devemos ter respeito pelo o que ele fez”, ressaltou o centroa­vante, que conquistou a titulari­dade no decorrer da Copa.

Giroud, contudo, lembra que já foi questionado por Henry em 2015, quando defendia o Arse­nal, clube que tem o ex-joga­dor como um de seus maiores ídolos. “Olivier Giroud está indo muito bem, mas o Arsenal pode ganhar o título com ele? Eu não penso assim”, duvidou Henry.

Hoje no Chelsea, Giroud nega sentir rancor do compatriota, no entanto. “Não há espírito de vin­gança ou qualquer outra coisa. Já faz vários anos desde que ele disse na imprensa algumas coi­sas. Há muito respeito entre nós. Eu não tenho ressentimento so­bre isso’, reiterou.

Apesar do discurso diplomá­tico, Giroud anseia em dar uma resposta sob os olhares do pró­prio Thierry Henry. E, embora ainda não tenha feito gols na edi­ção russa do Mundial, o jogador é o ponto de referência do bada­lado ataque francês, composto também por Antoine Griezmann e Kylian Mbappé “Claro que terei orgulho de mostrar que ele esco­lheu o lado errado. Será uma par­tida especial”, projetou.


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