Esportes

Tite justifica retorno de Marcelo e permanência de Jesus

Redação DM

Publicado em 6 de julho de 2018 às 00:46 | Atualizado há 8 anos

O técnico Tite novamente não escondeu a escalação da sele­ção brasileira na véspera de mais um confronto decisivo da equi­pe, desta vez pelas quartas de final da Copa do Mundo, contra a Bél­gica. Fora dos dois últimos jogos, Marcelo volta à lateral esquerda na vaga de Filipe Luís. Fernandinho substituirá o suspenso Casemiro, enquanto Gabriel Jesus, apesar da seca de gols, segue como o “cami­sa 9” do time canarinho.

“Conversei com o Marcelo e o Fi­lipe Luís. Vou reproduzir minha con­versa com eles. Marcelo saiu por um problema clínico, não voltou no últi­mo jogo por um problema físico. Fi­lipe Luís jogou muito nos dois jogos, os dois competem pela posição. Por critério da comissão técnica, volta o Marcelo”, afirmou Tite.

Já em relação a Gabriel Jesus, o treinador segue apostando todas as suas fichas no potencial do atacan­te. Embora não tenha marcado um gol sequer nesta Copa do Mundo, o jogador do Manchester City tem se destacado pela sua entrega na fase defensiva da equipe, atrapalhando a saída de bola dos adversários e aju­dando bastante na marcação.

“Todos os atletas que estão en­trando têm sido decisivos. Depois dos jogos, tenho o hábito de dar um abraço em cada um. Após o jogo contra a Sérvia, dei um abraço no Firmino e falei: ‘Cara, tu merecia ter entrado pelos dois jogos que tu fez’. Mas o técnico tem que fazer as mu­danças de acordo com a necessi­dade do jogo. Ele olhou para mim e disse: ‘Estou feliz para caramba’. Existem atletas diferentes, com im­portâncias iguais”, prosseguiu o trei­nador ao comentar sobre a disputa pela titularidade entre os dois atletas.

Tite, no entanto, não se limitou a analisar apenas Gabriel Jesus e Roberto Firmino. O comandante do time canarinho também justifi­cou o grande repertório de gols da sua equipe nesta Copa do Mundo com a qualidade técnica não só da dupla, mas também de outros jo­gadores do setor ofensivo.

“A equipe tem uma caracterís­tica marcante: no último terço do campo há muito drible, um contra um. Douglas [Costa], Neymar, Ga­briel Jesus, Firmino menos, mas tem a qualidade técnica da assistência, do passe, o Taison, Coutinho, Wil­lian… todos eles têm uma caracte­rística marcante no um contra um. O técnico trabalha para organizar sem bola, a construção, a parte mé­dia, para chegar no último terço do campo e ter essas diversas maneiras de fazer o gol. O repertório é dos atle­tas, não do técnico”, concluiu.

 


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