Esportes

Duelo de elite para esquentar

Redação DM

Publicado em 30 de junho de 2018 às 02:07 | Atualizado há 8 anos

As oitavas de final da Copa do Mundo serão abertas hoje e já com um clássico entre campeãs. A Argentina, vito­riosa em 1978 e em 1986, desafia a França, campeã em 1998, na Are­na Kazán, na Rússia, em choque programado para as 11h (horário de Brasília). As duas equipes, po­rém, chegam vivendo momentos distintos. Os franceses se classifi­caram em primeiro lugar no Gru­po C, por antecipação, e são apon­tados por muitos como o melhor futebol do torneio até aqui. Já os sul-americanos sofreram até os últimos minutos, batendo a Nigé­ria por 2 a 1 e ficando na segunda posição do Grupo D.

Jorge Sampaoli, comandante da Argentina, sabe que sua equi­pe é inferior aos franceses do as­pecto tático e também no conjun­to. Por isso, mais uma vez apela para a tradicional garra platina na luta pela vitória. “Vamos pre­cisanos jogar com garra e rebel­dia, como fizemos contra a Ni­géria. Isso porque teremos pela frente um time que joga junto há muito mais tempo que o nosso e que chegou pronto para a Copa do Mundo no quesito entrosa­mento. Vai ser um duelo muito complicado. Temos mais quatro finais, a próxima contra um gran­de candidato. Teremos que ser muito regulares para superarmos a França, num jogo muito difícil”, analisou Sampaoli.

Para avançar a Argentina conta principalmente com o craque Lio­nel Messi, que melhorou conside­ravelmente seu desempenho dian­te da Nigéria, inclusive marcando um gol. Ele é motivo de preocupa­ção entre os franceses, porém, o téc­nico Didier Deschamps alerta que o astro do Barcelona não é o úni­co perigo no time argentino. Ele to­mou muito cuidado ao comentar sobre este tema na entrevista cole­tiva concedida na véspera do duelo.

“O Messi é um jogador único, in­comparável, com grande capacida­de de decidir a partida em frações de segundos. A minha expectativa é que a França tenha encontrado a melhor maneira de neutralizá-lo. Mas é importante, para termos su­cesso, lembrarmos que a Argentina não gira apenas em torno de Messi. Nós estamos preparados para uma grande partida, para uma grande decisão”, disse Deschamps.

A França conta neste jogo com todos os seus titulares, uma vez que o lateral-esquerdo Lucas Hernán­dez, que chegou a ser dúvida por apresentar um quadro de fortes do­res musculares na coxa direita, foi li­berado e estará em ação.

Pelo lado da Argentina, Sam­paoli tentou confundir os france­ses no último treino antes do jogo, quando simulou a entrada de Cris­tian Pavón no ataque, no posto do artilheiro Gonzalo Higuaín. Porém, a medida é apenas um teste para o segundo tempo, caso a Argen­tina precise impor velocidade em campo. A formação que começa­rá a partida será a mesma utilizada desde o início contra os nigerianos.

 


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