Política

Como em 1980, Lula é preso político em 2018

Redação DM

Publicado em 1 de setembro de 2018 às 01:26 | Atualizado há 1 ano

  •  Golpe de 2016 fracassou, Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU, com 14,5 mi em situação de pobreza extrema, consumo de menos de um dólar por dia, diz
  • Jair Bolsonaro é sexista, misógino, racista, homofóbico, neoliberal, traz inclinações fascistas. Picolé de chuchu, Geraldo Alckmin irá derreter, provoca
  • Resoluções da ONU, da qual o Brasil é integrante, devem ser executadas, como explica o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, afirma Luis Cesar Bueno

 

Luiz Inácio Lula da Silva é, hoje, como em 1980, um preso político. É o que afir­ma o deputado estadual e candi­dato ao Senado da República, Luis Cesar Bueno e Freitas, pela Frente de Esquerda PT & PC do B. Reso­luções da ONU, da qual o Brasil é integrante, devem ser executadas, como explica o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro. É o que determina o contemporâneo Direito Interna­cional dos Direitos Humanos, ob­serva o parlamentar petista. Não há o que questionar, diz o histo­riador. O ex-operário metalúrgi­co lidera as pesquisas de opinião pública em 2018.

– O Plano A é Lula.

O golpe de 2016 fracassou, dis­para. O Brasil voltou ao Mapa da Fome da ONU, com 14,5 milhões de pessoas em situação de pobre­za extrema, com consumo de me­nos de um dólar por dia, pontua ele. O dirigente aponta a existên­cia de 27,7 milhões de desempre­gados e desalentados. Mais: com 36 milhões de brasileiros entre­gues ao mercado de trabalho in­formal, ou invisível, como anota o economista da Unicamp, Márcio Pocchman, frisa. Sem renda fixa, direitos trabalhistas muito me­nos previdenciários, em absolu­ta situação de precarização, atira.

– A inflação voltou.

O dólar, com o nervosismo do mercado de capitais, ultrapassou a barreira dos R$ 4,00. O euro ex­plode e chega a valores estratosfé­ricos, sublinha. O Brasil mantém uma das mais altas taxas de juros da economia globalizada, reclama. O que inibe investimentos do ca­pital nacional, para reindustriali­zar o País, como analisa o doutor em Ciências Polícia André Singer, dispara. O estabelecimento do congelamento dos gastos públi­cos, por vinte anos,retira o papel do Estado no fomento e de indu­tor da economia, o que contribui para a manutenção da crise, fuzila.

– O governo federal excluiu mi­lhares do Bolsa Família.

Luis Cesar Bueno denuncia o que classifica a criminalização da práxis política. A Polícia Federal realiza ações pirotécnicas, midiá­ticas, sem provas, para condenar, antes do julgamento, uma pessoa a quem atribui suposta suspei­ção, desabafa. O Ministério Pú­blico quer fazer o papel do Poder Judiciário, fundado em convic­ções, chuta de primeira. O Judi­ciário exige um protagonismo que não é o que a Constituição Fede­ral promulgada em 5 de outubro de 1988, a Carta Magna Cidadã, lhe conferiu, vocifera. Julga pela pressão da opinião pública e pi­soteia o direito.

– O Brasil é, hoje, uma tragédia social, uma comédia jurídica e o caos político.

JAIR BOLSONARO

Cáustico, o deputado estadual afirma que o deputado federal Jair Bolsonaro é sexista, misógino, ra­cista, homofóbico, neoliberal, traz inclinações fascistas e constitui uma verdadeira ameaça para a frágil democracia brasileira. Pi­colé de chuchu, o tucano Geraldo Alckmin, envolvido no Escânda­lo das Merendas e do metrô, em São Paulo, irá derreter antes de 7 de outubro, analisa, com ironia mordaz. Marina Silva aparece apenas de quatro em quatro anos, não tem um progra­ma para o Brasil nem estru­tura partidária para admi­nistrar o País, metralha ele.

– Progressista, Ciro Gomes é um aliado estratégico para o se­gundo turno.

O programa da aliança PT, PC doB [Partido Comunista do Bra­sil], PCO [Partido da Causa Ope­rária], Pros, com setores progres­sistas do PSB [Partido Socialista Brasileiro] e do MDB [Movimen­to Democrático Brasileiro] reco­menda a revogação da Reforma Trabalhista, com as terceirizações, a destruição da CLT e dos direi­tos históricos dos trabalhadores, de Getúlio Vargas, a JK, João Bel­chior Marques Goulart a Luiz Iná­cio Lula da Silva, a retomada pela Petrobras do controle do Pré-Sal e o impedimento da realização da Reforma da Previdência.

– Para anular os efeitos do golpe frio, líquido, pós-moderno de 2016. Contra Dilma Rousseff.

PLANO B

O impeach­ment, sem crime de responsabilidade, foi baseado em convicções, arquitetado pelo Palá­cio do Jaburu, com protagonismo de Michel Temer, PSDB e DEM, baseado no Programa Uma Pon­te Para o Futuro, subordinado aos interesses dos Estados Unidos, em sua geopolítica, frisa. Assim como com os suportes da PF, do MP, do Judiciário, aval do Congresso Na­cional financiado com recursos ilegais, em 2014, além do ostensivo apoio dos grandes conglomerados de comunicação no Brasil, con­trolado por apenas sete famílias, monopólios de mídia, denuncia

– O Plano B é Fernando Had­dad e Manuela D´Ávila.

O candidato ao Senado da Frente de Esquerda PT & PC do B ana­lisa que o cenário para as eleições de 7 de outubro de 2018, ao Palácio das Esmeral­das, está indefinido, conta que o PT, em Goiás, elegerá o seu pri­meiro senador da História de seus 38 anos, aposta que crescerá nas próximas rodadas das pesquisas de opinião pública, com o início da propaganda em rádio e TV, de­fende a aprovação de uma Refor­ma Tributária, para simplificar im­posto, redistribuir o bolo, elevar as receitas do Estado e dos municí­pios, desonerar a produção e aca­bar com sonegação

– Para que os recursos públi­cos sejam aplicados em áreas es­tratégicas.

REGULAÇÃO DA MÍDIA

Luis Cesar Bueno propõe uma Reforma Política. Para acabar com a farra das legendas de aluguel. O ‘band leader’ do PT insiste na pro­posta de Revisão Constitucional. A Carta Magna de 1988 virou uma colcha de retalhos, dispara. Sem censura, com a distribuição de­mocrática dos recursos públicos, para quebrar oligopólios, dinami­tar o pensamento único, garantir a livre concorrência, pedra angu­lar do liberalismo econômico, per­mitir o estabelecimento das mí­dias regionais, é estratégico para o Brasil a regulação social da co­municação, como nos EUA, atira.

– Um novo Brasil .Goiás diferen­te. É o que proponho.

Renato Dias, 50 anos de idade, é graduado em Ciências Sociais, pela Universidade Federal de Goiás. Mais: pós-graduado em Políticas Públicas, pela mesma instituição de ensino superior, a UFG. Em tempo: com curso de Gestão da Qualidade, pela Fieg, Sebrae-GO e CNI. Além de jornalista pela Faculdade Alves de Faria, a Alfa. O repórter especial do jornal Diário da Manhã e colaborador do www.brasil247.com é também mestre em Direito, Relações Internacionais e Desenvolvimento pela Pontifícia Universidade Católica, a PUC de Goiás. É autor de 13 livros-reportagem, premiado por obras investigativas e reportagens de direitos humanos.


Resoluções da ONU, da qual o Brasil é integrante, devem ser executadas”

Luis Cesar Bueno

 

O Plano A é Lula. Plano B é Fernando Haddad e Manuela D´Ávila”

 

‘PT irá anular os efeitos do golpe frio, líquido, pós-moderno de 2016”

 

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