Política

Caiado e Daniel apostam na mudança, Eliton na continuidade e Kátia em Lula

Redação DM

Publicado em 1 de setembro de 2018 às 01:02 | Atualizado há 1 ano

Os candidatos ao governo, Senado e deputados es­trearam ontem as primei­ras pílulas da propaganda eleitoral. Como é de praxe, o primeiro pro­grama foi de apresentação, mas cada candidato deu uma pitada de como pretende tocar a campanha.

Líder nas pesquisas, Ronaldo Caiado (DEM) convidou o elei­tor a acompanhar suas propostas nas redes sociais e enfatizou o slo­gan de sua campanha: mudança. “Vamos fazer uma campanha pro­postivia, limpa e confiante. Nos­so Estado tem muitos problemas, mas Goiás é muito mais forte do que todos eles. Vamos juntos fa­zer a mudança que todos quere­mos para o nosso Estado”, frisa.

O governador José Eliton (PSDB) fez questão de se apresentar como administrador que conhece os pro­blemas do Estado, após sua passa­gem por várias secretarias do go­verno. Destacou a necessidade de continuidade dos programas que o governo do Tempo Novo fez nos úl­timos 20 anos. José Eliton, que es­colheu na campanha o nome po­lítco Zé, declara que pretende fazer um governo com transparência e participação da população. “Que­ro apoiar ainda mais os municípios, para que cada município defina as obras que quer receber, com a popu­lação decidindo o que quer receber. Comigo no governo vai ser assim”, re­sume. Outro destaque da estratégia tucana foi revelada na participação da candidata a vice-governadora, Raquel Teixeira (PSDB). A ex-se­cretária da Educação fez sua par­ticipação enfatizando que o futuro governo vai valorizar a participa­ção da mulher. Todas as pesquisas publicadas pelo Diário da Manhã (Grupom, Diagnóstico) mostram que o eleitor feminino é o mais re­sistente a votar nestas eleições.

O deputado federal Daniel Vi­lela (MDB) lembrou de suas ori­gens, destacou a tradição de famí­lia em cuidar do social e falou que quer ser o candidato da renova­ção. “Nasci em Jataí, sou filho do Maguito e de Sandra, minha famí­lia sempre teve preocupação so­cial, meu avô cuida de uma obra social há vários anos”, frisa. Com o desemprego galopante, na faixa dos 16% no Estado, o discurso do emedebista deve encontrar eco.

A professora Kátia Maria (PT) apresentou sua história de luta como militante nos movimentos social e comunitário e enfatizou a experiência positiva dos gover­nos do ex-presidente Lula (PT), onde os trabalhadores tiveram acesso à moradia, emprego, edu­cação para os filhos e avanços so­ciais. Única mulher candidata ao governo do Estado, Kátia sinalizou atenção especial às mulheres, que em Goiás são a maioria do eleitora­do: 52,50%. Sua maior aposta está no slogan de sua campanha “Kátia Maria aqui e Lula presidente lá” e pontuou: “Outros governos enxer­gam as pessoas como número, nós enxergamos como gente”, numa fala que faz reminiscência à mar­ca do governo Lula: “O melhor do Brasil são os brasileiros”.

O candidato do PSol, professor Weslei Garcia, fez sua apresentação e pediu que os eleitores acompa­nhem suas propostas nas redes so­ciais e apresentou seis propostas, com destaque para uma política de segurança e direitos humanos, edu­cação, combate às privatizações e à corrupção. O professor Márcio Lira, candidato do PCB, fez críticas aos políticos que participaram nos últi­mos 20 anos do governo do Estado, denominando tanto o ex-governa­dor Marconi Perillo quanto o sena­dor Ronaldo Caiado de coronéis.

 

Marconi e Lúcia Vânia falam em experiência, Vanderlan na Lava Jato e Kajuru na comparação

 

Os candidatos ao Senado de­marcaram o seu terreno nesta pri­meira aparição na progranda elei­toral. A senadora Lucia Vânia (PSB), que lidera a mais disputada corrida por duas vagas ao Senado, lembrou os projetos que relatou na Câmara Alta, sua passagem como ministra da Ação Social no governo de Fer­nando Henrique Cardoso (PSDB). “Temos experiência para lidar com as questões de Goiás e o importan­te é um senador que tenha boa re­lação com o presidente”, sintetizou.

O ex-governador Marconi Pe­rillo (PSDB) postou na sua pílula a votação do projeto da ficha limpa que ele presidiu no Senado e disse que “é para aprovar projetos dessa natureza que quero voltar a ser se­nador por Goiás”. Ele também fez alusão ao Tempo Novo, coligação de partidos liderada pelo PSDB que desde 1998 governa Goiás, numa demonstração de que sua campanha está alinhada com a do governador José Eliton.

O ex-prefeito de Senador Cane­do Vanderlan Cardoso (PP) desta­cou suas origens humildes, salien­tando que já foi engraxate, feirante, garçom e que muitos dos políticos atuais nunca tiveram dificuldades na vida e por isto não conseguem representar o sentimento popu­lar quando estão no Senado. Van­derlan disse que a operação Lava Jato veio para ficar, e tem corrigido malfeitos na política, e sendo elei­to pretende apoiar a continuidade deste trabalho de faxina política.

O vereador Jorge Kajuru (PRP) foi mais carbonário, indo para o embate com os principais rivais na disputa pelas cadeiras do Se­nado. “Sou o único que desafiou Marconi, Lúcia e Vanderlan”, con­cluindo que pretende fazer uma campanha limpa e de baixo cus­to, sem depender de investimentos de grandes grupos econômicos.

Dupla de candidatos ao Senado pelo PT, o deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) e a vereadora Geli Lopes apoiaram suas candidaturas na necessidade de formar uma ban­cada de apoio ao ex-presidente Lula. Bueno ressalta que o eleitor terá que escolher entre dois projetos, um que defende reformas que tiram direitos dos trabalhadores, como a reforma trabalhista, e da Previdência. “Apo­sente eles, antes que eles acabem com a sua aposentadoria”, alfineta. Geli Sanches diz que pretende ser a senadora da Educação.

A professora Magda Borges (PCB) fez a defesa da ampliação dos espaços da mulher na política, e que quer ser a senadora para re­presentar os interesses do eleitora­do feminino. Policial rodoviário fe­deral, Fabrício Rosa defende que a segurança tenha preocupação com os direitos humanos e se apresentou como policial, professor, ativista so­cial e pelos direitos humanos. “Va­mos mudar o que está aí. Agora são outros 500”, numa referência ao seu número como candidato.

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