Política

“Estamos diante de um governo ineficiente”

Redação DM

Publicado em 31 de agosto de 2018 às 02:20 | Atualizado há 8 anos

O terceiro debate entre os cin­co principais candidatos ao governo do Estado, realiza­do ontem, permitiu ao deputado fe­deral Daniel Vilela (MDB) apresentar propostas e, ao mesmo tempo, apon­tar contradições entre os discursos e a prática dos adversários Ronaldo Caiado (DEM) e José Eliton (PSDB). “Estamos diante de um governo ine­ficiente, com uma máquina pública inchada. Nós vamos implantar uma gestão eficiente, sem aumento de im­postos para cobrir o rombo no caixa e sem transferir a culpa deste caos fi­nanceiro para o cidadão, como eles fazem”, disse Daniel logo na abertura.

O emedebista explicou ao pú­blico que estava no auditório da Fe­deração do Comércio do Estado de Goiás (Fecomércio) e aos internau­tas que acompanharam o debate pelos portais Diário de Goiás, Mais Goiás e A Redação – organizadores do evento – que o atual grupo polí­tico que está há 20 anos à frente do Estado já não tem mais credibilida­de junto aos eleitores para fazer as mesmas promessas de sempre. E que Caiado, por sua vez, por ter es­tado ao lado deste grupo em qua­tro das últimas cinco eleições (ele quem indicou José Eliton para a vice de Marconi, seu antigo aliado), tam­bém não tem legitimidade para im­plantar a verdadeira mudança de que Goiás precisa, pois tem em seu DNA as mesmas práticas políticas.

“O setor produtivo reclama de muita burocracia, de dificuldades que o governo impõe aos empresá­rios e comerciantes e que impedem o crescimento e a geração de em­prego e renda”, disse Daniel ao go­vernador José Eliton na abertura do bloco em que um candidato pode­ria perguntar diretamente ao outro. O governadoriável do MDB foi além e ressaltou que o tucano “esconde” o ex-governador neste período de campanha por temer arcar com des­gastes das quatro gestões dele.

“É possível mudar isso e nós va­mos mudar. Vamos conectar Goiás de fato ao Século 21, com novas tec­nologias para desburocratizar o Es­tado. Vamos implantar a cultura da auto-declaração, investir de verdade em inovação, apoiando novas em­presas e startups”, disse Daniel dian­te de uma plateia formada em gran­de parte por representantes do setor produtivo. “Vamos gerar emprego de qualidade para o jovem e para o tra­balhador que precisa se recolocar no mercado de trabalho”, completou.

PROGRAMAS SOCIAIS

Ronaldo Caiado também foi questionado por Daniel a respei­to dos projetos dele, caso fosse eleito governador, para a área so­cial. Para o emedebista, a pergun­ta era relevante e apropriada para o momento porque o candidato do DEM “era visto como defensor dos ricos, dos latifundiários e dos grandes hospitais particulares”.

Como Caiado não respondeu à pergunta porque no momento pre­feriu trazer para a discussão temas nacionais e ataques pessoais, Da­niel não perdeu a oportunidade de elencar suas propostas para o setor: “Nós vamos fazer diferente. Gover­no só tem sentido se for para aten­der a quem mais precisa. É preciso recuperar o alcance dos programas sociais, ampliando o Renda Cidadã, que foi destruído nesse mandato. E vamos criar o Programa Alimentar, do pão e do leite, que o atual gover­no praticamente acabou”.

O candidato do MDB, contudo, não deixou de observar que as crí­ticas de Caiado mostravam incoe­rência, pois o candidato do DEM até poucos dias atrás elogiava Da­niel e buscava incessantemen­te una aliança eleitoral. “O senhor aprendeu muito com o Marconi mesmo. O senhor falta com a ver­dade, pois até outro dia me elogia­va e me queria como seu vice. O senhor é um homem que faz um discurso mas adota uma prática política muito diferente. Toda sua história é assim”, concluiu Daniel.

MORADIAS POPULARES

Ainda durante o bloco em que candidato poderia perguntar a candidato e o que tema era li­vre, Daniel respondeu à pergun­ta do governador José Eliton, que quis saber dele como o emede­bista “representa a mudança” e quais as propostas para o setor habitacional. “Em primeiro lu­gar, vou mudar a prática política. Agir com responsabilidade e com transparência. Nosso governo não vai mentir para a população como o governo de vocês, junto com o Caiado e o Marconi, mente há 20 anos. Não vamos dizer que não vai faltar água e, na calada da noi­te, cortar a água dia sim, dia não, como vocês fizeram ano passado”.

Sobre o tópico específico, Da­niel lembrou que as moradias po­pulares entregues em Goiás são fruto de parcerias com o governo federal através do programa “Mi­nha Casa, Minha Vida”, e que o go­verno do Estado lança mão des­te projeto como se fosse iniciativa dele, além de fazer uso eleitoreiro dos benefícios, dando direciona­mento político para a definição dos beneficiários. “Nós vamos intensi­ficar esta parceria com a União e, de forma técnica e isenta, benefi­ciar muito mais goianos”, enfatizou.

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