Política

Vanderlan: “Goiânia precisa de um gestor de fato. E eu sei fazer”

Redação DM

Publicado em 29 de outubro de 2016 às 01:29 | Atualizado há 2 anos

  • Empresário ressalta que, tanto no primeiro quanto no segundo turno, priorizou a apresentação de propostas, mas que não deixou sem respostas as críticas e ataques do adversário

Vanderlan Cardoso, 53 anos, veio de Iporá para Goiânia e depois Senador Canedo, onde construiu a sua trajetória profissional e empresarial. Logo migrou também para a política e conquistou, por duas vezes, o mandato de prefeito de Senador Canedo. Antes de concluir o segundo mandato, desincompatibilizou-se para disputar o governo de Goiás, em 2010. Não deu certo. Concorreu novamente ao Palácio das Esmeraldas, em 2014. Também não deu certo. Nas duas oportunidades, enfrentou Marconi Perillo (PSDB), atual governador, e Iris Rezende (PMDB), seu adversário agora na disputa à Prefeitura de Goiânia. Filiado ao PSB, já pertenceu ao PR e ao PMDB.

Em entrevista exclusiva ao Diário da Manhã, Vanderlan Cardoso diz que o eleitor não gosta de ataques e que prefere propostas. “O cidadão não gosta de ataques, quer proposta. Mas também não gosta de prefeito frouxo. Em nenhum momento fizemos baixarias contra o adversário, mas respondemos à altura as mentiras que ele espalhou”.

O prefeitável do PSB promete, se eleito, trazer de volta para Goiânia as indústrias e empresas que foram embora. “É bom para todos. Para o cidadão que tem oportunidade de ocupação e para o município, que arrecada mais, dinheiro que vai para a saúde, a educação, o asfalto, a segurança. Criar polos de desenvolvimento espalhados pelas regiões de Goiânia. Confecção, marcenaria, móveis, serralheria e muitos outros dando incentivos, facilitando a aquisição de terrenos, reduzindo alíquotas de impostos, firmando parcerias com o Estado para trazer incentivos fiscais por meio de outorga de créditos e redução de alíquotas de ICMS”.

Vanderlan Cardoso não concorda que teve prejuízos na campanha eleitoral por ter recebido o apoio do governador Marconi Perillo. “O governador veio a somar no meu projeto. Trouxe aliados de valor e uma aliança que me proporcionou uma força eleitoral que antes não tinha. Tivermos o maior tempo de propaganda na TV por conta disso, e fez diferença. Mas entenda bem. O projeto é meu. Eu vou ser o prefeito”.

PRODUZIR MAIS

Vanderlan Cardoso enfatiza que Goiânia precisa de um gestor de fato. “Isso é comigo, eu sei fazer”. Sobre enxugar a máquina administrativa, o pessebista entende que 13 secretarias são suficientes na Capital. “Em nenhuma hipótese haverá demissão de servidores. Os serviços públicos em Goiânia e no Brasil são ineficientes, em muito porque não há servidores suficientes. Agora, o servidor pode e deve, com o devido incentivo, produzir mais e melhor”.

 

Quais os pontos que o senhor considera diferente e inovador, em termos de propostas, em relação aos do seu adversário, Iris Rezende?

 – Temos uma premissa fundamental. Vamos gerar emprego e renda. É inacreditável como nosso adversário sequer cogita falar desse tema. Não sei em que realidade ele vive. O desemprego em Goiânia atinge hoje a quase 100 mil famílias e está crescendo. É um fantasma que voltou a assombrar o goianiense e o brasileiro. A prefeitura pode fazer muito nessa área, com os polos de desenvolvimento. Vamos trazer de volta para Goiânia as indústrias e empresas que foram embora. É bom para todos. Para o cidadão que tem oportunidade de ocupação e para o município, que arrecada mais, dinheiro que vai para a saúde, a educação, o asfalto, a segurança. Não é difícil de entender. Como fazer? Criar polos de desenvolvimento espalhados pelas regiões de Goiânia. Confecção, marcenaria, móveis, serralheria e muitos outros dando incentivos, facilitando a aquisição de terrenos, reduzindo alíquotas de impostos, firmando parcerias com o Estado para trazer incentivos fiscais por meio de outorga de créditos e redução de alíquotas de ICMS. Absolutamente viável e extremamente necessário! Isso vai ajudar a desenvolver a cidade, criando bolsões de adensamento como se a cidade tivesse vários centros. É um projeto integrado de desenvolvimento da cidade. Quando o cidadão mora perto do trabalho, ele gastar menos tempo e dinheiro com transporte. Desafoga o trânsito. Fica mais fácil e perto para a prefeitura levar os serviços. São muitas as vantagens. Ali também vamos fazer as regionais, uma proposta nossa que o adversário copiou sem dar o crédito.

“Eleito prefeito, vamos trazer de volta para Goiânia as indústrias e empresas que foram embora. É bom  pra todos”

A campanha esquentou no segundo turno, com o senhor e o candidato do PMDB disparando farpas, críticas e ataques agressivos. O eleitor gosta disso?

Não gosta. Quer proposta. Mas também não gosta de prefeito frouxo. Em nenhum momento fizemos baixarias contra o adversário, mas respondemos à altura as mentiras que ele espalhou. Nós, ao contrário dele, fizemos uma campanha propositiva, alegre, com projetos inovadores e tão bons que ele copiou descaradamente. Copiou as regionais, a escola noturna, os Cais 24 horas, a regularização de escrituras. Tudo copiado. Mas, fundamentalmente, ele fez a campanha mais baixa da história de Goiânia. Pagou gente de péssima fama para inventar críticas contra minha gestão em Senador Canedo. Ora. Saí de lá com aprovação recorde, ganhei prêmios na saúde e na habitação.

O senhor está propondo devolver o IPTU. Como é isso?

 – Outra proposta que meu adversário está copiando, veja você. Mas é preciso deixar uma coisa clara. Eu vou devolver o IPTU do puxadinho, o IPTU adicional que a prefeitura cobrou do cidadão. Foi ilegal, à revelia do Código Tributário Municipal. Porque foi ilegal? Eu explico. A prefeitura concluiu por meio de fotos áreas que 130 mil imóveis tiveram ampliações na área construída. E despachou os boletos adicionais de IPTU. Não pode. A cobrança deve se dar de acordo com o valor do imóvel, e o tipo do material utilizado interfere fortemente no valor do imóvel. Só poderia ter feito se um fiscal fosse lá avaliar a construção ou se o próprio contribuinte informasse o acréscimo. Não fizeram assim. Teve cidadão que foi cobrado por uma tenda provisória, outros que pagaram pela obra do vizinho. Ou seja, foram cometidas muitas injustiças. Vamos anular, devolver de quem pagou e fazer uma recadastramento imobiliário, com critérios, justo e dentro da lei.

O PMDB explorou negativamente o apoio que o senhor recebe do governador Marconi Perillo. Houve prejuízos à sua campanha?

 – Não entendo dessa maneira. O governador veio a somar no meu projeto. Trouxe aliados de valor e uma aliança que me proporcionou uma força eleitoral que antes não tinha. Tivermos o maior tempo de propaganda na TV por conta disso, e fez diferença. Mas entenda bem. O projeto é meu. Eu vou ser o prefeito. A campanha sórdida do meu adversário foi de tentar vender ao eleitor mentirosamente que eu seria manipulado pelo governador, que eu negociei com ele mil cargos comissionados, que ele estava disputando a eleição. Milhões de panfletos apócrifos foram distribuídos na cidade inventando uma chapa mentirosa entre eu e Marconi. Baixaria! E infelizmente muitos goianienses se deixaram iludir. Mas o eleitor entendeu que o apoio do governador ao prefeito é positivo para a cidade. A soma desses esforços pode trazer mais investimentos. O governo do Estado fez cinco viadutos em Goiânia. Meu adversário fez só dois, porque adotou uma política rancorosa, ficou brigando com o governador. Com as parcerias, vamos fazer muitos mais. Olha em Aparecida. O Maguito fez parceria com o Marconi. Foi bom pra cidade e pra ele, que elegeu o sucessor no primeiro turno.

Depois de adversário, agora é aliado do governador. Algum compromisso para 2018?

 – Eu estou recebendo apoio do governador. O governador em nenhum momento chegou impondo suas ideias ou os projetos que ele defende ou que ele tem para Goiânia. O que nós disputamos foi eleição estadual, eleições estaduais são em 2018. Eu não vou em hipótese alguma antecipar estas eleições. Você vê que o PSDB tinha pré-candidato, que trabalhou até pouco tempo atrás, do qual ele desistiu e veio nos apoiar, como vieram vários partidos da base do governo. Eu nunca entrei nas questões pessoais. Eu sempre defendi meu posicionamento administrativo. Agora, como eu disputei duas vezes com ele para o governo do Estado, eu defendia meus posicionamentos. Em alguns pontos que eu não defendo na administração pública do qual ele defende. Cada um tem sua visão administrativa. Eu tenho a minha, ele tem a dele.

Qual a garantia que o goianiense vai ter que o senhor vai cumprir todas as promessas de campanha? Haverá recursos para todos os projetos e programas?

 – Porque nós estamos apresentando com números, com dados, é o que nós estamos apresentando. Eu fiz um ano de pré-campanha aqui em Goiânia, ouvindo a população de Goiânia, dialogando, conversando. E o que nós estamos apresentando não tem nada de extraordinário não, é o básico que o povo está pedindo. Mais médicos nos hospitais, nas UPAs [Unidades de Pronto-Atendimento], no pronto-socorro. É o investimento no esporte, investimento na geração de emprego e renda, nós estamos aí, uma das nossas propostas principais é de polos de desenvolvimento e distritos em algumas regiões. Isso nós fizemos lá. Senador Canedo era apelidado de “Senador faz medo”, era uma das cidades mais violentas do Brasil, cidade dormitório. Hoje, pelo segundo ano consecutivo, pela Revista Exame, é o quarto município melhor para se investir no Brasil. Então alguma coisa mudou e mudou para melhor naquele município.

“Em nenhum momento fizemos baixarias nesta campanha contra o adversário, mas respondemos à altura as mentiras que ele espalhou”

O senhor promete repensar o modelo de tarifa única. Qual a intenção do senhor? Qual seria este modelo de tarifas diferenciadas aqui em Goiânia?

 – Olha, é porque a maneira como foi feito hoje o bolo do transporte coletivo, a maneira que faz a tarifa, ela não é bem clara. Algumas coisas são jogadas no custo da tarifa, das planilhas, que não é bem dialogado, não é bem conversado. O prefeito ele não pode deixar a responsabilidade jogar para cima das empresas. Ele tem que liderar, porque até mesmo quem nomeia o presidente da CMTC é o prefeito. O estudante ele tem que pagar bem menos, ou ser uma tarifa, ou não pagar nada. Agora, isto também tem que ver quanto está sendo usado e tem que ter fiscalização melhor. Quando eu falo de repensar a tarifa, é porque hoje é jogado um número de bilhetes, aliás, um número de usuários como o estudante na composição da tarifa que não está sendo usado. Então nós temos que repensar, temos que fazer uma fiscalização melhor para a composição destes preços.

Os governadores, entre eles Iris Rezende, Maguito Vilela e Marconi Perillo, não conseguiram eleger os seus candidatos a prefeito de Goiânia. A Capital é uma cidade efetivamente oposicionista ao governo do Estado?

 – Tem um provérbio chinês que é interessante e curioso, até porque lá é ditadura comunista com economia de mercado. Diz o seguinte: “não importa a cor do gato, o importante é que pegue o rato” O eleitor se sente assim. Se é oposição ou situação é irrelevante, tem de se mostrar capaz de realizar. Agora, ser estilingue é mais fácil que ser vidraça. Isso é fato.

Qual é o choque de gestão que precisa ser adotado em Goiânia? Enxugamento da máquina administrativa, redução de secretarias, demissão de servidores?

 – Goiânia precisa de um gestor de fato. Isso é comigo, eu sei fazer. Sobre enxugar a máquina, acho que 13 secretarias são suficientes na Capital. Em nenhuma hipótese haverá demissão de servidores. Os serviços públicos em Goiânia e no Brasil são ineficientes, em muito porque não há servidores suficientes. Agora, o servidor pode e deve, com o devido incentivo, produzir mais e melhor. Precisamos incentivas as carreiras, garantir as promoções e progressões; implantar planos de cargos e salários; honrar as datas-bases. É o mínimo que devemos fazer. E realizar concursos para as áreas de atuação da prefeitura: na Saúde, na Educação, na fiscalização, na Guarda Municipal. Priorizar o que a população mais deseja e exige do município.

“Nós fizemos uma campanha propositiva, alegre, com projetos inovadores e tão bons que o adversário copiou descaradamente. Copiou as regionais, a escola noturna, os Cais 24 horas, a regularização de escrituras. Tudo copiado”

A que o senhor atribui a baixa popularidade da administração Paulo Garcia?

 – Entupiu a prefeitura de peemedebistas sem nenhum compromisso com a gestão. Exemplo: honrou um acordo com um ex-presidente da Comurg aí que levou a empresa à maior crise de coleta de lixo da história de Goiânia. Depois, a Justiça mandou demitir esse ex-presidente e o Paulo pagou o salário dele por um ano e meio mesmo afastado em prejuízo do contribuinte. Era do PMDB. Enfrentou a sabotagem do vice-prefeito, que é do PMDB, quando precisou arrumar a casa e cortar gastos. Botou parente de vereador do PMDB na Amma que andou fazendo um monte de rolo por lá, denunciado pelo Ministério Público. Mas a responsabilidade é dele. Tem o poder na caneta. Tinha que ter desinfetado a gestão.

“Precisa o prefeito ser austero, definir as prioridades, descentralizar a administração, combater o desperdício e desburocratizar a máquina”

O senhor tem dito, na campanha, que o PMDB de Iris Rezende é corresponsável pelo insucesso da gestão Paulo Garcia. Pode explicar melhor?

 – Te dou um exemplo simples e cristalino. A principal queixa da população de Goiânia é saúde. Todas as pesquisas dizem isso. Nos últimos 12 anos, o secretário da Saúde foi do PMDB do senhor Iris Rezende. O atual secretário de Saúde é do PMDB, em plena gestão do PT que ele agora exorciza. Vai dizer que não tem responsabilidade? É pra enganar o eleitor. Mas es estou aqui para combater esse discurso demagógico e desrespeitoso com o povo. Tem mais: o procurador do município é do PMDB. Na SMT, no Turismo e na Comurg estavam lá peemedebistas que só saíram para disputar eleição agora em março. E não podemos nos esquecer da célebre propaganda onde meu adversário diz que “pode ter político igual o Paulo Garcia, mas é difícil ter um melhor”. Vai negar? E o pior é que nega com a cara mais lavada.

Qual é, efetivamente, o maior gargalo da administração de Goiânia?

 – Definitivamente é gestão. Precisa o prefeito ser austero, definir as prioridades, descentralizar a administração, combater o desperdício e desburocratizar a máquina. Precisa comprar bem e pagar em dia para exigir preço menor. E não deixar roubar, o que reduz o preço das aquisições e licitações absurdamente. Para isso basta ser enérgico e rigoroso. Depois, utilizar os recursos que vão começar a surgir em projetos que vão fazer esse dinheiro se multiplicar. Fazer as administrações regionais para gerar mais economia e estimular o desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda. Deixa dar um exemplo de Senador Canedo que pode muito bem ser aplicado em Goiânia. Uma empresa de cosméticos se transferiu para lá. Gera 5 mil empregos. Todos os empregados tem plano de saúde. São 5 mil famílias a menos a utilizar o sistema de saúde pública. Deu para entender a importância da geração de emprego e renda? Não vale a pena investir nessa área. Ainda mais com as vocações que Goiânia possui. Na área da confecção são 100 mil empregos. Goiânia já foi a terceira maior praça de confecções do Brasil e hoje e a 12ª. Todo o Centro-Norte vem comprar roupas aqui. Com algum esforço da prefeitura, podemos dar condições de crescimento, dobrar esse número de vagas. Incentivar a produção de moda, para agregar valor ao vestuário. Isso é um tesouro que estamos perdendo! Como podem os meus antecessores não terem visto isso? Não entendo!

O PMDB diz que o senhor apequena o debate quando compara Goiânia com Senador Canedo, uma cidade com população e demandas menores. O que o senhor diz?

 – Olha. Antes de mais nada, esse discurso é de uma falta de respeito gigantesca com a população de Senador Canedo. Uma lástima que venha de um ex-governador que, sabemos bem, nutre um desejo explícito de voltar ao Palácio das Esmeraldas. Maior ou menor, toda cidade tem seus desafios. E lá em Senador Canedo foi enorme. Ainda assim fizemos muito. Vamos comparar? Eu fui prefeito lá e meu adversário aqui rigorosamente no mesmo período, de 2005 a 2010. Lá eu fiz três administrações regionais. Ele não fez nenhuma aqui. Agora vem me copiar. Construí três milhões de quilômetros quadrados de asfalto em Senador Canedo. Meu adversário se gaba de ter asfaltado Goiânia inteira e fez quatro milhões. Canedo é dez vezes menor que Goiânia, pequenininha como ele diz. Eu regularizei cinco mil imóveis. Ele não regularizou nenhum. Agora de novo vem copiar minha proposta. Eu entendo, pelo que consegui fazer lá, que administrar Goiânia pode até ser mais fácil. Proporcionalmente ao seu tamanho e população, Goiânia tem uma arrecadação 20% maior que o Canedo. Portanto, tem mais dinheiro. É mais fácil gerar empregos aqui na do que lá. Todos querem ficar na Capital, que é o centro político e econômico do Estado.

A população prega a renovação na política. Um exemplo disso foi o resultado para a Câmara de Goiânia, onde 66% dos vereadores eleitos são novatos. O povo está cansado da velha política, onde predominam a corrupção, o nepotismo, os conchavos e o tráfico de influência?

– Essa velha política já deu, né? O povo está farto de demagogia e do discurso das soluções mágicas, da roubalheira, do clientelismo e do patrimonialismo. É um sinal de evolução da sociedade, importante, necessário e absolutamente louvável. Mas este é um fenômeno que desemboca nestas eleições, não surgiu agora. É importante notar que a cada ano na última década os protestos nas ruas vêm se avolumando em frequência e participação. E eu acredito que não chegamos ao ápice com as manifestações que pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff. A população está muito cansada de toda essa bandalheira e vai exigir dos seus dirigentes decência e retidão. Cada vez com mais vigor. Graças a Deus!

Caso não se eleja prefeito de Goiânia, o senhor vai permanecer na política? Vai concorrer a cargo eletivo em 2018?

 – Não trabalho com essa hipótese. Não serei candidato em 2018 porque estarei muito ocupado administrando Goiânia.

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