Reflexões sobre o Natal de Jesus
Redação DM
Publicado em 28 de outubro de 2016 às 00:58 | Atualizado há 10 anosO Natal de Jesus avizinha-se e é importante refletir sobre este notável acontecimento. O Natal é a mais antiga, a maior e a mais legítima festa da Cristandade.
O Natal é a Boa Nova que chegou ao mundo anunciando a alvorada de um novo amanhecer para a história da humanidade. O Natal é a boa notícia alentando os corações desejosos de encontrar a luz do saber e do esclarecimento.
O Natal é esta doce e suave energia de paz e amor invadindo a sensibilidade dos corações proporcionando-lhes harmonia íntima e indizível alegria interior. O Natal é Jesus renascendo a cada instante na manjedoura dos nossos corações.
Quando Evangelho de Jesus floresce iluminando o coração, uma onda de pensamentos positivos ultrapassa os horizontes da mente e os estreitos limites do nosso minguado olhar existencial. Envoltos nesta energia vibracional de amor, alegria e luz somos imediatamente arremetidos às comemorações das primeiras edições natalinas.
Em nossa tela mental reflete a lembrança indelével do menino envolto em pano e deitado em uma tosca, rústica e singela manjedoura. O seu seria o compromisso irrevogável de em cumprindo as profecias anunciadas pelas tradições do mundo espiritual, “crescer em estatura, sabedoria e em graça diante de Deus e dos homens”.
Por amor à humanidade, o Cristo Planetário se fizera homem, revestindo-se na indumentária física de Jesus de Nazaré e veio ao mundo para inaugurar aqui a presença do amor incondicional. Jornadeando pela via única da amorosidade o Embaixador do Céu enquanto modelo e paradigma da humanidade passou pela vida física deixando pegadas de amor e um rastro de luz pelos caminhos por Ele percorridos com passos estugados e firmes.
“Eu não vim destruir a lei mais dar-lhe cumprimento. Eu vim para que tenham vida e vida em abundância. Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao Pai, senão por mim.” Ao anunciar estas regras norteadoras da conduta humana, informando-nos que seu jugo e suave e seu fardo é leve, o modelo e guia perfeito da humanidade, não nos exigiu maiores sacrifícios. Pediu apenas que amássemos uns aos outros, como ele nos amou.
Inobstante isto, o egoísmo, esta lepra humana que um dia haverá de ser banida definitivamente do coração da humanidade, decidiu inaugurar na terra uma nova modalidade de se comemorar a festa natalina. Lá das alturas e com gestos de branduras, o Mestre abismado contempla hoje a euforia de muitos festejando com vinhos, foguetes, canhões, cerveja e à custa de pesados sacrifícios dos animais, a data magna da cristandade.
Aqui, é o incêndio do ódio, esparzindo a maledicência, o orgulho, a vaidade, o egoísmo, a mentira, a desesperação e a cegueira moral da humanidade. Ali, é o domínio avassalador da ambição, provocando lágrimas e sonegando ao maltrapilho o teto, o leito e o pão. Acolá, almas boas e iluminadas existem desejosas de ajudar a mudar a paisagem dantesca deste cenário tenebroso de dor e desesperação. Venerandas, estão absolutamente convencidas de que a sua é a sublime missão de ajudar construir um clima de paz e harmonia no verdadeiro Natal de Jesus.
Além dos estreitos horizontes das agruras humanas ainda é possível contemplar o desabrochar de uma flor, o verde das matas, o perfume das campinas. A brisa suave que sopra generosamente e afaga acariciando o nosso rosto, minimiza o calor do sol que continua brilhando para justos e dos injustos.
O sorriso tímido de uma criança maltrapilha renova a esperança e traz Jesus de volta à manjedoura dos nossos corações. Nem tudo está perdido. O Natal do Cristo surge como bênçãos do alto renovando as nossas esperanças nos destinos da humanidade e no futuro promissor da civilização da nova era.
O Natal surge compelindo-nos à reflexão. É hora de refletir e fazer uma análise retrospectiva e introspectiva de todas as nossas ações. O Natal de Jesus traz-nos a oportunidade de sublimar as emoções e renovar os pensamentos. De falar e vivenciar a Verdade, de agir corretamente para juntos edificarmos a paz no coração da humanidade.
O Natal de Jesus ensinando-nos a conviver com as diferenças induz-nos a aceitar a mensagem consoladora do Mestre materializada na figura de uma mãe que amamenta o filho, aconchegando-o de encontro ao peito. O Natal de Jesus traz-nos a certeza inabalável de que enquanto houver na terra uma mãe e uma criança, apesar de tudo e de todos, haverá também esperança. O amor que cobre multidões de pecados selará definitivamente a vitória do bem sobre o mal, justificando o esplendor do Natal de Jesus.
(Irani Inácio de Lima, presidente da Associação Jurídico Espírita de Goiás)