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Funcionários revoltados! Você (gerente) precisa saber como torná-los bons aliados

Redação DM

Publicado em 28 de outubro de 2016 às 00:56 | Atualizado há 10 anos

“As pessoas frustradas são as que mais exercitam o hábito da crítica. Essas são as pessoas revoltadas consigo mesmas; pelo seu fracasso e insucesso próprio: buscam na Crítica uma arma contra os outros.”

Henrique de Shivas

 

Ultimamente, tenho recebido e-mail’s de leitores relatando-me de situações dentro de sua empresa, de pessoas revoltadas com tudo e com todos. Criando situações até constrangedoras.

Normalmente, os gerentes não sabem lidar com esses subordinados que questionam sua autoridade, criam suas panelinhas, tornando o clima da empresa, “insuportável”.

A experiência nos ensina que, basta termos um “jogo de cintura”, para que esta situação seja revertida a seu favor. Mas, depende de como você administra esta situação, e, qual o limite de sua paciência. Caro leitor: a bola está em suas mãos! Entretanto, para cada situação, você precisa ser um bom juiz.

Vamos imaginar hipoteticamente uma situação em quatro cenas (seja teatral):

Cena 1 – Você (gerente) pede uma ajuda a esta pessoa “revoltado(a)” – na preparação de um relatório – ele(a)a é da sua equipe. Em vez de apresentar os dados solicitados na data certa, o dito(a) posterga, posterga e posterga. Paciência.

Cena 2 – Esse mesmo funcionário(a) contesta constantemente suas ideias em reunião de equipe. Paciência.

Cena 3 – Nunca ele chega na hora combinada com você (gerente) nas reuniões ou visitas com os clientes. Paciência.

Cena 4 – Você agora está percebendo que o “tal” ou “talzinho” o apoia pessoalmente na frente de todos, mas, o apunhala pelas costas diante dos colegas (fecham-se as cortinas – ato final). Paciência.

Como bom diretor desta peça burlesca, ainda não se tornando dantesca, você precisa ter um diagnóstico preciso do que se passa ao seu redor e do que fazer. Então, vamos a ele:

Diagnóstico da Situação (burlesca) – Você (gerente) chega a conclusão – óbvia é claro – que está sendo “Boicotado”. O que fazer? Colega: ele(a) está mesmo medindo forças com você! E o que é pior neste caso, é você ter que usar de sua autoridade (que o próprio cargo lhe confere – nestas circunstâncias), para resolver esta situação.

Ciente da situação, eu disse em parágrafos anteriores, que é uma questão de “Jogo de Cintura”, e muita, muita, muita paciência. Vamos agora conhecer como esse jogo de cintura, pode fazer para colocar o “revoltado(a)” na linha:

  1. Descubra se essa insubordinação é intencional ou não – Bingo! essa é primeira providência a ser tomada. O “revoltado” pode ser apenas o mais insubordinado de um bando de insubordinados dentro da sua empresa, que até agora você não tinha percebido. Ou seja, esta insubordinação faz parte, hoje, da própria cultura local. Se este for o caso, lamento em dizer: Não Adianta Brigar, ou Você e Adapta ou Vai Embora.
  2. Você é inteligente – Se o “revoltado”, estiver realmente pisando na bola e atrapalhando o grupo, o “script” é outro. De vez em quando, dê uma de Freud – “use de sua ciência”, pode ajudar. Demonstre, por meio de exemplos, qual é o comportamento ideal que você espera dele.

III. Ninguém muda por mudar –  Não se comporte igual um namorado(a) traída, achando que vai muda-lo depois do casamento. O dito cujo, precisa saber que se não mudar, quem vai ficar em apuros é ele.

  1. Saiba estabelecer metas”objetivas” e saiba cobrar os resultados – Se o “revoltado(a)” vier com desculpas mais de três vezes seguidas, você deve chama-lo(a) para um cara-a-cara – falo sério, e mostrar-lhe que você sabe do que está acontecendo, e o que é pior, do que está sendo feito. Neste caso, ofereça somente mais uma chance de redenção. Mais Nada!
  2. Ele(revoltado), só quer se afirmar no grupo – Muito das vezes, eles usam de insubordinação para mostrar para o grupo que tem poder. Para sairmos dessa situação numa boa, procure arrumar outra maneira dele se afirmar. Como boa tática, que aprendi, é valorizar as características positivas que ele(a) tem. Elogie seus trabalhos, relatórios – se ele merecer é claro.
  3. Agora, cuidado: na maioria das vezes, o problema é o Chefe – o sujeito pode não ser o culpado. Portanto, antes de partir para o ataque, analise direitinho se você tem desempenhado o papel de líder da sua equipe.

VII. Gran finale, prestem atenção: Não confundam “desafios”, ou “objeção” com insubordinação – Fique feliz quando seus subordinados o questiona. Saiba valorizar as abordagens individuais. Não tenham isso como provocação ou desrespeito. Se você é daqueles que não encoraja seus subordinados a discordarem de suas ideias, digo-lhe com franqueza: Há algo extremamente errado com seu estilo de liderança.

E vamos á luta !

 

(Cezar Tadeu S. Veiga , administrador de empresas, especialista em Docência Universitária, especialista andragógico em Gestão de Pessoas. Site: www.formador.com.br – 999063173 e 999080218)

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