Arte goiana na Coreia do Sul
Redação DM
Publicado em 14 de outubro de 2016 às 02:33 | Atualizado há 2 anosNeste momento, a artista goiana Graça Estrela (e, claro, suas araras vibrantes) está em Seul, capital da Coreia do Sul. Ela viajou tão longe, a convite da Associação Brasil-Coreia, para participar do Itaewon Global Village Festival, que acontece amanhã e domingo (15) na cidade asiática. A goiana será a única representante da arte brasileira em tal evento.
Esta é a segunda vez que Graça participa do Itaewon Global Village Festival. A primeira foi em maio de 2008, na primeira edição do festival. Organizado pela parceria entre a Associação de Turismo do Bairro de Itaewong e a prefeitura de Seul, o evento visa combinar a cultura tradicional coreana com a estrangeira. E este intercâmbio poderá ser contemplatado em stands, nos quais diversos países levaram uma mostra de sua arte, gastronomia, música, etc.
Graça e suas araras estarão na chamada Zona Word Culture, onde foi montado o stand brasileiro. “Temos certeza de que a artista trará sua arte de Goiânia abrilhantando o evento e mostrando aos coreanos o que temos de melhor na artesania brasileira”, ressaltou o presidente da Associação Brasil-Coreia, Soleiman Dias.
Para chegar até Seul, a artista viajou com o apoio do evento, que lhe custeou passagem e alimentação. Mas, “voou” para Coreia com as passagens compradas por ela mesma, “em suaves prestações”, segundo contou a artista. “Vou representar o Estado de Goiás e o Brasil, mas sem ajuda da classe política”, lamenta.
Bem, mas o importante agora é que ela chegou lá e, na praça do bairro Itaewon, além de telas, irá mostrar ainda seus postais, catálogos, camisetas, camisas de seda, cangas e sacolas, e tudo isso adornados com seus famosos desenhos. “Também vou pintar o rosto das crianças (com tinta própria) e dar oficina de artes sobre como pintar arara”, acrescenta.
Voos internacionais
Pintar araras é a grande inspiração da vida de Graça. E esta fixação pictórica pelos bichinhos alados começou em uma viagem à Chapada dos Guimarães e, desde então, já se passaram mais de 30 anos. Durante todas estas décadas, ela tratou de se especializar em não só retratar as aves, como seus movimentos, cores e formas.
A técnica para reproduzir o voo destes pássaros aliada à própria beleza destas aves tropicais sempre levam a artista longe. Além da Ásia, também participou de diversas exposições na Europa e América do Norte.
“Acho que os convites internacionais chegam devido à beleza de nossas aves. Elas têm a nossa cor exuberante, elas têm o nosso colorido que encanta a todos os povos. Por outro lado tem o meu trabalho, feito com muita garra e dedicação. As minhas araras chamam a atenção pelo movimento, dou vida a elas. A arte é minha vida. Tenho prazer em pintar e estudar as araras”, diz contente.


