A era dos celulares explosivos
Redação DM
Publicado em 13 de outubro de 2016 às 01:44 | Atualizado há 10 anosQuando o número de pré-vendas do novo Samsung Galaxy Note 7 ultrapassou o número de aparelhos disponíveis em loja, a maior fabricante de celulares do mundo estava longe de imaginar que esse seria o menor dos seus problemas e um novo capítulo da tecnologia: a era dos celulares definitivamente explosivos.
Depois de ter pedido aos clientes que desligassem os aparelhos com o modelo Galaxy Note 7, a Samsung confirmou o fim da produção deste modelo devido aos problemas que têm levado os equipamentos a desligarem-se sozinhos e algumas baterias a incendiarem-se durante o carregamento.
O jornal norte-americano The New York Times escreve que a produção vai mesmo parar definitivamente. “Reajustamos recentemente o volume de produção para reforçar a investigação e o controle de qualidade, mas colocamos a segurança dos consumidores como prioridade máxima e tomamos a decisão final de parar a produção do Galaxy Note 7”, anuncia a empresa em comunicado citado pela AFP.
A Reuters também adianta, citando uma fonte próxima não oficial, que a marca sul-coreana poderá mesmo retirar este produto definitivamente do mercado, algo que ainda não está confirmado.
De acordo com alguns analistas e segundo as primeiras estimativas, esta decisão poderá causar à Samsung prejuízos na ordem dos 17 milhões de dólares, cerca de 15,3 milhões de euros.
Samsung pede ainda a todos os vendedores e transportadores dos seus produtos eletrônicos para deixarem de vender ou trocar o modelo de smartphone.
A informação de que a produção do modelo seria interrompida já tinha sido avançada na segunda-feira pela agência de notícias sul-coreana e é agora confirmada pela fabricante.
Até dia 2 de setembro, os casos detectados limitavam-se a 35 aparelhos, mas o número continuou a aumentar e a empresa anunciou a retirada de 2,5 milhões de unidades. À data, a Samsung suspendeu as vendas e adiou o lançamento em Portugal, estipulando um prazo de duas semanas para a resolução do problema.
vOOS
No entanto, poucos dias depois, um novo comunicado reforçava o pedido aos clientes para que substituíssem urgentemente os modelos.
Ao mesmo tempo, várias companhias aéreas proibiram a utilização do Samsung Note 7 durante os voos, por questões de segurança. Em 5 de outubro, chegou o relato de que os passageiros de um voo norte-americano tinham sido evacuados depois de um Galaxy Note 7 ter começado a soltar fumaça dentro do avião.
Em 2015, a Samsung era classificada pela Forbes como a 15ª empresa mais confiável do mundo, uma posição que deverá ser afetada pelos problemas com Galaxy Note 7, um modelo que se tornou um sinônimo de “perigo” e insegurança para os consumidores.
Para encontrar uma referência ao Galaxy Note 7 na página da Samsung Mobile no Twitter é preciso recuar até o dia 30 de agosto. Depois disso, as publicações da página tornam-se menos frequentes.