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Voto Vanderlan

Redação DM

Publicado em 7 de outubro de 2016 às 02:19 | Atualizado há 10 anos

Cuidado, este artigo contém spoiler. Se você não quiser saber em quem vai votar seu autor, tarde demais, já está no título.

Pessoas como eu não precisam, em tese, declinar em quem vai votar. Todos aqueles que nos conhecem de perto ou de longe sabem que nos batemos por um mundo melhor. E este mundo, é claro, só virá com uma Goiânia melhor. Aliás, bem melhor que esta que aqui está.

Não é totalmente ingênuo a gente pensar a toda manhã que, para mudar o mundo, basta cada um mudar a rua que tem. É uma necessidade. Por isso precisamos vir a público e declinar nosso voto. Claro que, com isso, esperando poder sugestionar outras pessoas. Toda mudança é uma corrente. E se uma longa caminhada começa com o primeiro passo, qualquer mudança, por maior que ela seja, começa com o primeiro voto.

Se ainda não podemos prever o resultado desta eleição de 2º turno que vai mudar os rumos de Goiânia, com toda certeza podemos, de antemão, dizer que a mudança mais acelerada virá com um perfil de gestor menos político e mais administrativo. Menos estrategista de carreira e com mais planejamento a favor da população.

Assim como parece não ter fim a politicagem em torno das necessidades diuturnas da cidade e seus habitantes, assim também parece não ter fim a ambição de uns que, mesmo depois de exercer suas máximas funções, não se cansam de se debater e querer reocupar o mesmo lugar sem deixar que novas opções possam vir a se instalar. Esta insistência da mesmice tem nome, é Iris. E a opção da vez também tem, é Vanderlan.

Nada contra a pessoa, mas tudo contra o eterno candidato que não mede estratégias e nem ações para, uma vez mais e outra mais, subjugar seus concorrentes de partido e, caso possa vencer seus adversários, sentar-se na cadeira de comando mais próxima que estiver disponivel. Agora é a de prefeito. Amanhã, ninguém duvida, será novamente a de governador. Afinal, se tem em Goiás alguém que encarna a uma só vez o que a política tem de bom (muito menos) e de ruim (muito mais), este é o Iris Rezende Machado.

Mesmo com o spoiler de que vou votar em Vanderlan, gostaria de cadenciar meus passos para chegar junto com o leitor (e eleitor) a esta conclusão. Permita-me o passeio.

Vindo de sua eterna Cristianópolis, como jamais deixa de afirmar em seus discursos, Iris se fez político ao lidar com as demandas do bairro de Campinas, onde veio morar. Isso foi em fins da década de 1950, quando o mundo inteiro cabia numa conversa de mesa de bar, o cidadão pegava na enxada e ainda sobrava tempo para se falar do vizinho.

Hoje, mais de 50 anos depois, o homem que se sobressaiu nacionalmente na campanha das “Diretas Já” passou a ser o político das indiretas. Dissimulado e sempre buscando ser o esperto da vez, o que vemos agora é um Iris clone daquele que primeiro se elegeu para contribuir e realizar mudanças em prol do cidadão seu semelhante. Tornado cópia da cópia de si mesmo, suas aposentadorias fictícias (principalmente esta última, anunciada com uma mui comovente missiva dirigida aos goianos e, em especial, aos goianienses) deixa-nos ver flagrantemente como age um homem público que se viciou no poder.

Como todo vício traz suas consequências, o de Iris começou por despertar cansaço em seus primeiros eleitores e, logo em seguida, por apagar o lustro de seu partido, enxotando os novos nomes que se firmavam e, assim, implodindo-o em sucessivas derrotas (lembre-se de que o PMDB, outrora respeitado em todos os quadrantes goianos, mudou a ponto de seus encontros terminarem em debandadas após tiros disparados na sede do seu diretório estadual).

Os estampidos, as decepções e as vaias que se sucedem, atravessam a massa de seus eleitores para atingir o próprio candidato, sempre ele mesmo, desnudando-o de forma a não mais podermos negar que o importante não é aquela realização a favor do cidadão, pois ela poderia ser feita com outros do mesmo partido ou não, mas tão somente a obtenção do poder, que este não se divide com ninguém, muito menos com as novas gerações e com as novas formas de pensamento.

Meu voto é Vanderlan não apenas pelos desvios e obsolência de seu antagonista. Embora não tenha tido chance de demonstrar uma única vez, vemos que na pessoa do Vanderlan, em sua busca pelo diálogo, há muito de positivo que se divide igualmente entre o empresário e o homem público, ambos de sucesso, o que supera de largo o voto de desagravo de quem em nele votando estará, também, votando contra o Iris e sua mesmisse que já atingiu o teto.

Meu voto é Vanderlan porque felizmente podemos apostar em um candidato que se apresenta de forma convincente e cuja vitória nos trará um outro amanhã, além daquele que já conhecemos e viria uma vez mais nos assombrar ao anoitecer.

Tudo isso sem falar do que está em volta. Iris, que nos trouxe das sombras o Paulo Garcia, considerado pelo Ibope o pior prefeito do Brasil, é o mesmo Iris que, agora, traz nas costas um major pura e simplesmente a favor do armamento do cidadão para, acredite, combater a violência. E ainda pior, sem qualquer experiência de gestão.

E dá-lhe Iris e seus relacionamentos nada republicanos, tanto menos quanto mais por debaixo do pano. Iris e suas promessas na saúde, na educação e no trânsito, que ficaram sem solução após sua permanência na Prefeitura. Iris dos mandatos interrompidos qual frango que perde a chance de estar no alto da árvore querendo sempre estar no último poleiro.

Ora, por que meu voto é Vanderlan? Porque sobretudo me agrada ver um sujeito enfrentar este poderio todo de um xerife de partido, de um repetidor de fórmulas, de um coronel que resiste contra o novo e de um exterminador de lideranças populares.

Com o meu e com o seu voto, Goiânia haverá de ter uma vitória que lhe valha. Será uma cidade do amanhã, solta ao seu destino, e não mais travada ao passado. Sem o Iris e sua tralha de vices, vamos receber o futuro de cabeça erguida e mente aberta. É preciso fazer diferente. Só votando é que se merece.

 

Px Silveira,Presidente do Instituto ArteCidadania

 

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