Maguito: “O esforço é para Gustavo vencer no 1º turno”
Redação DM
Publicado em 1 de outubro de 2016 às 02:37 | Atualizado há 10 anosMesmo em um cenário de crise política, moral e econômica pela qual atravessa o País e no final de um segundo mandato, quando os desgastes são maiores, o prefeito Maguito Vilela (PMDB) chega na reta final da sua administração com 70% de aprovação, conforme os institutos de pesquisas Paraná, Fortiori, Serpes e Grupom. Esta avaliação permite que o atual prefeito possa andar com a cabeça erguida ao lado do candidato da coligação Para Aparecida seguir avançando, Gustavo Mendanha (PMDB). Com esta conjuntura, Maguito avalia a sucessão em Aparecida, sua própria gestão e o início do governo do presidente Michel Temer (PMDB).
Em relação às eleições municipais, o atual prefeito explica que o presidente da Câmara Municipal não é candidato de “bolso de colete”. “Gustavo Mendanha foi escolhido candidato do PMDB e mais 13 partidos porque ele tem luz própria. Ele foi escolhido pela maioria dos presidentes de bairros, secretários municipais, vereadores, lideranças religiosas e empresariais. A escolha foi feita assim, pelas lideranças da cidade; não foi escolhido por mim. Ele mostrou que é articulador, conciliador, carismático e habilidoso, pois dirigir uma Câmara com 25 vereadores requer habilidade. E ele presidiu com maestria e foi secretário do meu governo”.
Na avaliação de Maguito, Gustavo é o líder que Aparecida precisa. “Acho que a cidade precisa de eleger essas pessoas, que têm liderança. Toda cidade precisa ter líderes”, destaca o atual prefeito de Aparecida. O prefeito acredita ser possível Gustavo Mendanha vencer as eleições já no primeiro turno, de acordo com os números divulgados esta semana pelo Serpes e Fortiori.
Oposição
Em raro momento de críticas aos adversários do PMDB em Aparecida, o peemedebista define o principal concorrente de Gustavo Mendanha, o deputado estadual Marlúcio Pereira (PSB), como um político que “não é arrojado”. “Agora, os outros candidatos já foram candidatos várias vezes, a prefeito e a deputado estadual e federal. Marlúcio sempre se elegeu deputado estadual, mas não fez aquilo que a cidade esperava. Ele tinha que ter articulado muito em favor da cidade e não fez isso. A maior humilhação do povo de Aparecida é quando morre alguém assassinado ou de acidente, pois o corpo vem para o Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia e passa 24 horas, às vezes 48 horas, lá. Tem 12 anos que Marlúcio tenta fazer o IML em Aparecida e não consegue. Um IML”, critica o peemedebista.
O prefeito peemedebista lembra de outro compromisso assumido pelo deputado do PSB, que disputa pela segunda vez a eleição para prefeito. A primeira, em 2008, Marlúcio perdeu exatamente para Maguito, que teve 81% dos votos válidos. “Temos a Alameda da Paz, em que nós fizemos uma parceria, cumprimos a nossa parte e o Marlúcio não conseguiu completar até hoje. Isso mostra que ele não é um político arrojado, que realmente briga pela cidade”, sustenta Maguito.
O peemedebista acredita que o deputado estadual Marlúcio Pereira não estaria dando conta de defender os interesses de Aparecida na Assembleia e perante o governo estadual. “Aparecida tem 130 mil pessoas a mais que Anápolis. Isso é uma cidade do tamanho de Itumbiara, de Jataí, de Rio Verde. Mais pessoas, mas menos policiais militares, civis e delegacias que Anápolis. Um deputado estadual pode aceitar isso? Eu lutei e já me reuni muitas vezes, mas sou de oposição e não posso exigir. Agora, se eu fosse deputado do governo, isso não aconteceria. Agora promete que vai resolver os problemas da segurança pública. Vai como? Se tivesse a metade dos policiais que tem Goiânia, Aparecida seria uma das cidades mais tranquilas do País”, arremata.
Gestão
Maguito Vilela enfatiza que o presidente da Câmara Municipal e candidato do PMDB à Prefeitura de Aparecida, Gustavo Mendanha, é o mais preparado para dar prosseguimento à atual gestão. “Gustavo participou da nossa gestão desde o início. Ele é filho de Aparecida, conhece a cidade e todos os projetos como ninguém. Aparecida precisa continuar neste ritmo”, destaca o peemedebista.
Na avaliação do prefeito, o maior acerto da sua administração foi criar uma secretaria pequena chamada Secretaria de Elaboração de Projetos e Captação de Recursos. “Ela só tem os engenheiros, arquitetos, contadores e advogados que precisa. É uma secretaria enxuta, mas que faz todos os projetos que Brasília precisa para liberar recursos. São projetos bons, bem feitos, consistentes e convincentes. Todos os ministérios têm projetos de Aparecida; e todo dia tem um sendo liberado. Gustavo sabe que esse é o caminho”, pondera Maguito.
O desempenho da secretaria enxuta e a desenvoltura política de Maguito na Esplanada dos Ministérios fizeram com que o governo federal liberasse recursos financeiros para construção de 43 Centros Municipais de Educação Infantil (Cmeis); três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas; 30 Unidades Básicas de Saúde (UBSs); um Hospital Municipal com 220 leitos, sendo 30 UTIs; e pavimentação asfáltica de 115 bairros, entre outras obras e programas.
Além de aprimorar a busca de recursos federais, a gestão do prefeito Maguito Vilela fez o dever de casa. Atualmente, a Prefeitura de Aparecida ocupa a 20ª posição em gestão fiscal, em estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Apenas 0,5% das prefeituras receberam nota máxima da Firjan em relação à saúde financeira. Este mesmo estudo da Firjan constatou que a maioria das prefeituras (87%) está em situação fiscal ruim ou crítica.
A qualidade da gestão fiscal da Prefeitura de Aparecida refletiu na ampliação dos investimentos em obras. Em 2012, Aparecida superou a Capital em investimentos em obras e, em 2014, a cidade da região metropolitana investiu sozinha a soma de Goiânia e Anápolis juntas – R$ 154 milhões. De acordo com a Secretaria da Fazenda de Aparecida, em sete anos de governo Maguito, foi aplicado R$ 717 milhões em obras, sendo que 61% destes recursos são do próprio município.
“Em Aparecida de Goiânia foi feito o máximo que poderíamos fazer. Asfaltamos 115 bairros, mais de 6 milhões de metros quadrados. O que foi realizado em praticamente toda a história da cidade, nós fizemos na nossa gestão. Além desse novo asfalto, recapeamos o asfalto velho em mais de 300 km. Construímos 29 unidades básicas de saúde, três UPAs, que era o possível, pois o projeto é para que, a cada 200 mil habitantes, seja construída uma UPA; nós temos três e 550 mil habitantes, logo o Ministério da Saúde não permite mais construir UPAs em Aparecida”, destaca Maguito.
Lula e Dilma
Grato ao presidente Lula e à presidente Dilma Rousseff, que apoiaram o seu governo em Aparecida, Maguito Vilela (PMDB) revela que se fosse senador da República certamente não teria votado a favor do afastamento da presidente. “Acho que não votaria pelo impeachment, justamente porque não ficou nada provado contra a presidenta Dilma, de que ela tenha participado de corrupção; nem ela, nem a mãe dela, nem o marido ou o filho. Nada. Pedaladas fiscais, todos os governadores do Brasil já fizeram e todos os ex-presidentes também. Então, acho que dificilmente eu votaria pelo impeachment. O que tira político ruim das administrações é o voto. A Justiça tem que tirar os políticos corruptos e desonestos. Não é o caso de Dilma”.
Entretanto, o prefeito, que também é vice-presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), acredita que o afastamento era inevitável. “Agora, digo isso analisando o momento atual. Mas tenho consciência de que ela perdeu o comando político do País e a confiança da população. Assim, é difícil conduzir o País com o descrédito que ela tinha, com 80% da população não acreditando no governo dela. Então, se ela continuasse, não sabemos em que abismo o País se meteria”.
Otimista diante de um cenário de crise política, institucional e econômica, Maguito defende a realização das reformas política, previdenciária e tributária e defende a governabilidade do presidente Michel Temer para que o País retome o crescimento experimentado de 2003 a 2012. “A reforma política é a mãe de todas as reformas. Quando fizermos a reforma política, as outras vêm por gravidade. O principal gancho é o financiamento de campanha, definindo se ele será público ou privado. Se for público, tem de ter os mesmos recursos para todos os partidos e todos os candidatos. Aí fica justo: o pobre poderá ser candidato e o idealista também, com chance de sucesso”, ressalta o peemedebista.
Em relação à reforma tributária, o prefeito defende uma melhor divisão dos recursos entre municípios, Estados e a União. “São nas cidades que vivem as pessoas, é lá que necessitam de asfalto, de água, de esgoto, de escolas, de saúde, de iluminação pública. E hoje as cidades estão de pires nas mãos e o recurso todo fica em Brasília e nos Estados. A reforma tributária é determinante para o crescimento do Brasil”.
O ex-senador da República acredita que a reforma da previdência é urgente para o País evitar um colapso previdenciário. “Apoio e tem de ter essa reforma, se não as próximas gerações vão sofrer com isso, não vai ter dinheiro para a aposentadoria delas. O rombo (da Previdência) é muito grande e só vai aumentando. O déficit é de bilhões e daqui a pouco será de trilhões”.
“Mesmo jovem, Gustavo Mendanha já tem experiência e liderança política, pois está no segundo mandato de vereador, foi secretário municipal. Eleito, vai dar sequência ao trabalho que realizamos em Aparecida”