Política

Codese discute Plano de Desenvolvimento de Goiânia

Redação DM

Publicado em 1 de outubro de 2016 às 02:37 | Atualizado há 10 anos

O Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese) realizou na última terça-feira (27) reunião técnica para discutir a Elaboração do Plano do Desenvolvimento Metropolitano de Goiânia, que visa elevar a qualidade de vida dos moradores da capital. O encontro foi realizado na sede da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás, onde foram tratados assuntos relevantes que podem colaborar para a reclassificação de Goiânia no ranking de qualidade de vida. A meta é colocar a capital, até 2033, entre as dez melhores cidades do Brasil para se viver, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O plano é elaborado em parceria da Secretaria do Meio Ambiente e Cidades (Secima), com o do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (IESA) da Universidade Federal de Goiás.

Renato de Sousa Correia, presidente do Codese, disse que a reunião técnica, em parceria com a OAB-GO, é de fundamental importância, pois ambas as instituições estão engajadas para que os principais indicadores da capital goiana promovam o desenvolvimento social e econômico da capital, baseadas em ações que quebrem a descontinuidade de políticas públicas, dando fim à cultura que quebra o ciclo de políticas públicas a cada troca de mandato. “As ações positivas devem continuar independente de quem está à frente da administração pública. A população não pode ser penalizada com a descontinuidade das ações. Para haver a mudança, a sociedade civil assumir o papel de protagonista, tem que estar mais engajada”, avaliou.

Segundo Correia, a OAB-GO é parceria do Codese desde as primeiras ações da entidade, em 2014. Para Renato, o apoio à discussão sobre o Plano de Desenvolvimento Metropolitano de Goiânia converge para o propósito das metas defendidas pelo Codese, que miram um futuro melhor para a Capital até 2033.

O presidente da OAB-GO, Lúcio Flávio, afirmou que a Ordem tem uma história de ser a voz da sociedade e, por isso, tem que estar ao lado das ações positivas que favoreçam o cidadão. Para Lúcio Flávio, o momento é de ter políticas de estado que tenham continuidade, independente do gestor que estará à frente da administração pública. “Não dá mais para aceitar uma administração pública que a cada quatro anos recomece do zero uma agenda para Goiânia. As ações devem ter continuidade, por isso a OAB apoia a iniciativa do Codese em deixar Goiânia entres as dez melhores cidades brasileiras”, elogiou.

A Elaboração do Plano do Desenvolvimento Metropolitano de Goiânia foi apresentado pela professora de Geografia Celene Barreira, diretora do Instituto de Estudos Sócio-Ambientais (IESA). Segundo ela, o plano dá a oportunidade de agregar novos parceiros para projetos que devem ser construídos coletivamente. “É uma oportunidade de se fazer um grande pacto entre os municípios para que a região metropolitana se desenvolva de forma  plena; e que consiga articular diferentes parceiros capazes de maximizar estratégias positivas que melhorem o aspecto social, o ecológico, bem como o econômico”, destacou.

Para Marcelo Safadi, superintende executivo de Assuntos Metropolitanos da Secretaria do Meio Ambiente e Cidades (Secima), o projeto realizado conjuntamente com a UFG quer estabelecer um conceito de governança na capital, onde a região metropolitana é uma instância intermediária que promoverá o compartilhamento de experiências com os 20 municípios que integram a Grande Goiânia. Segundo o superintendente, é importante discutir o que se deseja para Goiânia para que haja um aprofundamento e aplicação de melhorias viáveis para a cidade. “O grande questionamento é saber qual o momento adequado que o município deve abrir mão da autonomia sem perder a autoridade, pois dessa forma todos os municípios poderão trabalhar em conjunto e de forma harmônica”, explica.

Durante o encontro, o titular da Secima, Vilmar Rocha, elogiou a iniciativa do Codese. Na ocasião, ele frisou que o encontro era uma oportunidade da sociedade civil  organizada debater exaustivamente os paradigmas que podem influenciar diretamente o reposicionamento de Goiânia entre as dez principais cidades do Brasil. Para Vilmar, a iniciativa de se criar uma agenda que fomente o debate sobre a qualidade de vida da Capital auxilia no processo de mudança em vários aspectos.

 

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