Sem oba-oba com selfie e aplicativos
Redação DM
Publicado em 25 de setembro de 2016 às 14:16 | Atualizado há 1 anoMaria Aparecida Borges, 74 anos: “O uso do aparelho celular com todas as ferramentas que oferece hoje é imprescindível, mas, às vezes, percebo que o uso deste nem sempre é conveniente”
A tecnologia presente nos dispositivos móveis tornou-se uma extensão do homem em muitas de suas atividades, sejam elas profissionais ou de lazer. Mas ainda é possível encontrar, entre milhões de afeiçoados pelas inovações oferecidas pela alta tecnologia presentes nos smartphones, uma geração que pouco conhece e aderiu a essas vantagens.
Maria Aparecida Borges, 74 anos, vê nos dispositivos portáteis um facilitador no acesso as comunicações o que ela considera ter tornado tudo mais acessível no dia a dia das pessoas. “O uso do aparelho celular com todas as ferramentas que ele oferece hoje é imprescindível, mas, às vezes, percebo que o uso deste nem sempre é conveniente quando, por exemplo, dificulta os relacionamentos direto com as pessoas”, avalia.

Recentemente ela adquiriu um smartphone e, conta rindo que mesmo com os obstáculos enfrentados para usar o aparelho, há ocasiões em que ela registra o momento com uma selfie. “Quando estou em algum lugar e não tenho ninguém para fazer a foto acabo eu mesma registrando, mas não faço com frequência esse tipo de foto, assim também como não público”, acautela.
“Nunca tirei e não tenho interesse em usar o celular para essa finalidade” – Stela de Almeida
Para Stela Xavier de Almeida Matteucci, 80 anos, o uso da telefonia móvel com tecnologia 4G facilita sua vida em todos os aspectos. “A gente que é mais idoso é mais cauteloso, mas em geral facilitou bastante, por exemplo, o WhatsApp ajuda bastante quando quero combinar alguma coisa”, explica. Ela revela que costuma acompanhar as postagens das pessoas no Instagram, mas ela mesmo nunca se interessou em tirar selfies. “Nunca tirei e não tenho interesse em usar o celular para essa finalidade”, diz.
Para o especialista em mídias digitais Leonardo Diogo Silva, os motivos que levam uma pessoa a não usar uma nova tecnologia geralmente estão relacionados ao perfil de consumo, idade e renda. “Pessoas com idade entre 45 ou mais têm certa resistência em relação a esse tipo de tecnologia. Mas o que faz uma pessoa não utilizar é o clássico – estou acostumado, adaptado a essa tecnologia e não vou trocar – e outra é fator de renda, os valores são mais altos para novas tecnologias” ajuíza.
Ele acrescenta que por mais que os não adeptos ao uso da tecnologia, seja por ideologia ou por não a dominar se esquivem dela chegará um momento em que esses terão que usá-la, ainda que indiretamente. “Principalmente quando se trata de serviços; a pessoa pode não usar diretamente, mas utiliza do conhecimento de terceiros para que efetue alguma transação. Então acredito que para grande maioria dos serviços a gente vai chegar nesse momento de praticamente ser “obrigado” em algumas situações a fazer uso” constata.
Diógenes Ovidio de Castilho, 64 anos, brinca que definitivamente não faz parte da geração selfie, mas, admite ter feito algumas.
Ele conta que se mostrou interessado em aprender as inovações trazidas pelos dispositivos móveis, entretanto reconhece ter encontrado dificuldade em manusear o aparelho celular. “O uso dos dispositivos móveis nos dá acesso a uma gama de ferramentas por isso até cheguei a fazer aulas para aprender usá-lo, porém, ainda preciso da ajuda dos meus filhos para acessar algumas dessas ferramentas”.
Oportunidades perdidas
A aposentada dona Suniko Ofugi, 85 anos, contou a reportagem do Diário da Manhã que na casa dela toda a família possui aparelho smartphone, exceto ela que nunca se interessou pelas vantagens oferecidas pela tecnologia. “As tecnologias trazidas pelo aparelho celular são positivas, mas não uso porque não gosto de celular, além de achar complicado de manusear”, explica.
Leonardo Diogo Silva, especialista em marketing, aponta que a pessoa que não se mantém em contato direto com as ferramentas oferecidas pelos dispositivos portáteis perdem a oportunidades de manter um contato direto com potenciais profissionais. Além, ele avalia, de não terem acesso algumas agilidades de serviços como comunicadores instantâneos, sites de algum tipo de informações e aplicativos de banco. “Ela não terá acesso a algumas agilidades de serviços que em alguns segundos você agilizaria pelo celular”.