Cotidiano

Cultura de flores se espalha em Goiás

Redação DM

Publicado em 24 de setembro de 2016 às 02:47 | Atualizado há 1 ano

  • Perspectiva do mercado é para que neste ano ocorra aumento de até 8% nas vendas

Ontem começou a primavera, a estação mais charmosa do ano e que traz novo fôlego para se disseminar a cultura das flores no País. Se comparados aos europeus, os brasileiros ainda consomem poucas flores no dia a dia, porém, nos últimos cinco anos, o segmento obteve um desenvolvimento bastante considerável. Segundo o Instituto Brasileiro de Floricultura (Ibraflor), atualmente, existem no Brasil cerca de 8 mil produtores de flores e plantas, que colocam no mercado aproximadamente 350 espécies de 3 mil variedades.

O faturamento do setor em 2015 foi de R$ 6 bilhões, enquanto no ano anterior, este número ficou em R$ 5,7 bilhões. O Instituto calcula para 2016 um crescimento aproximadamente entre 6 e 8%. Em Goiás, o gasto com o segmento de flores per capita em 2014 foi de, em média, R$22,00, segundo o instituto, no mesmo ano só o Centro-Oeste possuía cerca de 420 produtores.

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A cadeia produtiva de flores e plantas ornamentais tornou-se uma importante engrenagem na economia nacional. Dados do Ibraflor informam que o setor emprega 215.818 pessoas diretamente, sendo: 78.485 (36,37%) na produção, 8.410 (3,9%) na distribuição, 120.574 (55.87%) no varejo e 8.349 (3,8%) em outras funções.

De acordo com a maior produtora de rosas do País, a Rosas Reijers, a primavera traz novas oportunidades ao mercado nacional. “Percebemos um aumento significativo nos eventos a partir do mês de setembro, como casamentos e festas, além de uma venda maior do produto no varejo”, disse a engenheira agrônoma da Rosas Reijers, Camila Reijers.

Ela lembra que esse aumento se deve à disponibilidade, acessibilidade, diversidade e preço baixo dos produtos, além do desenvolvimento deste mercado, que tem investido bastante em qualidade, abastecimento, mão de obra, etc. “O fato dos supermercados comercializam flores também colaborou bastante para isso”, conta.

Hoje, o maior Estado consumidor de flores é São Paulo (45%). Camilla aponta que entre as opções preferidas dos brasileiros nas flores de corte estão as rosas, seguidas pelas alstroemérias, lírios, crisântemos, orquídeas e gipsophilas. Em todo País são cultivadas cinco mil variedades de flores, 300 tipos de rosas e centenas de orquídeas, produzidas em sua grande maioria para abastecer o mercado interno.

pag03-23 (7)Outro importante aliado que tem contribuído para o crescimento do setor é o supermercado. Alguns dos produtores de flores fornecem para a rede supermercadista em uma parceria que exige investimentos, porém, é extremamente lucrativa para as partes. Camila avalia que após a entrada da empresa no varejo em 2007 a curva dos negócios subiu cerca de 30%.

Em 2014, esse canal faturou R$ 385,2 milhões com a comercialização de flores e plantas. Os paisagistas e decoradores foram os principais responsáveis pelo faturamento do setor varejista de flores e plantas ornamentais, com faturamento de R$ 2,99 bilhões em 2014.

Hobby

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Para quem acha que a compra e o hobby de acumular plantas são únicos e exclusivos do universo feminino está muito enganado. O educador físico Leonardo Mariano conta que chega a gastar R$300,00 por mês com a compra de flores, na maioria das vezes orquídeas. “O que mais chama a atenção é a beleza e as cores das flores. Além das orquídeas, também tenho o hábito de adquirir mini bonsais frutíferos. Costumo comprar em floriculturas, nem sempre as pessoas tem paciência e tempo para dedicar às plantas, então não costumo ver muitos que tem o mesmo costume que eu”, conta.

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E de tanto lidar com as plantas que cultivava em casa, um belo dia Quimico Iamamoto decidiu se tornar empresária no segmento de floricultura. Antes, ela, assim como Leonardo, tinha verdadeira paixão pelas orquídeas e bonsais, com o tempo, pesquisando e tomando gosto pelas plantas, decidiu abrir sua própria floricultura, que hoje funciona na casa onde mora. “Sempre tive proximidade com as plantas, quando mais jovem meu pai tinha floricultura, então já sabia mais ou menos qual caminho percorrer. Hoje tenho o meu próprio cultivo, mas também faço revenda. Tenho um amor verdadeiro por plantas, é um trabalho que desempenho com verdadeiro prazer”, explica.

 

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