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Os prefeitáveis

Redação DM

Publicado em 23 de setembro de 2016 às 02:21 | Atualizado há 10 anos

Goiânia está vivendo dias decisivos para o seu futuro. E a corrida pela cadeira de prefeito está cada dia mais acirrada.

Temos como candidatos: Adriana Acorsi, Djalma Rezende, Flávio Sofiati, Francisco Júnior, Iris Rezende, Vanderlan Cardoso e delegado Waldir.

Desses, Djalma Rezende, Francisco Júnior e Flávio Sofiati estão praticamente empatados na última colocação.

Djalma Rezende apresenta um discurso odioso, que não interessa a mais ninguém.

Dentre as propostas de Flávio Sofiati, está a de lutar pela legalização do uso da maconha. É uma proposta que não interessa a grande maioria do eleitores.

Adriana Acorsi vem como candidata do Partido dos Trabalhadores, o que a desautoriza a fazer qualquer proposta perante o eleitorado. Tudo o que ela diz é imediatamente sopesado diante da administração do atual prefeito, seu companheiro de partido.

Deste modo, se ela fala sobre transporte público, ninguém liga. Se fala sobre cultura, todos ficam olhando, e se o assunto é desenvolvimento econômico ou social, pior ainda. O quadro nacional do PT, que vem amargando uma péssima imagem diante da Operação Lavajato e seus desdobramentos, a deposição de Dilma Roussef e a atual situação caótica que o país atravessa fazem com que suas palavras percam o peso diante dos fatos, que vão em direção oposta do que ela diz.

Vanderlan Cardoso vem como candidato do governador Marconi Perillo, e na Capital, há uma tradição de oposição aos detentores do poder, o que significa que apesar da força do Gorveno Estadual, ele chega sem força e com o peso de fazer parte da base aliada.

Dentre as suas propostas, duas encabulam: ao criticar a localização do Paço Municipal, que está situado em local de difícil acesso, o faz em desfavor de sua própria chapa, já que a decisão de edificar o prédio no Parque Lozandes foi tomada pelo então prefeito Nion Albernaz, que é avô de Thiago Albernaz e vice de sua chapa.

Ademais, o seu programa de governo prevê a construção de um polo industrial na Região Norte da cidade, o que é totalmente desaconselhável, já que toda região norte abriga a maior quantidade de mananciais de águas da Cidade de Goiânia. Está provado o completo descaso de Vanderlan pelo tema ‘ecologia’, ou se trata de um tremendo desacerto: uma “gafe” de seu programa de governo.

Qualquer programa de políticas públicas proporia a preservação das nascentes e mananciais hídricos da região norte de Goiânia.

A construção do shopping Passeio das Águas já havia causado muita polêmica. Na época em que foi construído, o fato causou protestos dos ativistas em defesa da natureza.

Paulo Garcia era prefeito quando a licença ambiental foi expedida para a construção do shopping, e esta foi objeto de várias denúncias de irregularidades.

O jornalista Elder Dias, do Jornal Opção, foi o primeiro a denunciar as irregularidades. Ele publicou matéria provando que o empreendimento estava sendo erguido em área ambiental, o que configuraria crime.

“Constatamos que o local é de preservação ambiental. Foi feito entre a empresa e o Ministério Público um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Acontece, porém, que a obra não foi fiscalizada. Ou seja, houve autorização para a obra, mas nenhuma fiscalização sobre a construção. A área é um brejo, cheio de nascentes. É possível inclusive ouvir o barulho das águas que saem debaixo da construção, próxima ao córrego Caveirinha”, disse Izídio Alves.

Mas venceu o poder econômico. Infelizmente.

No debate dos prefeitáveis promovido pelo Diretório Central dos Estudantes dia 20 na UFG, Vanderlan disse: “Farei de tudo para agilizar a liberação de licenciamentos ambientais, pois a falta dos mesmos está emperrando o desenvolvimento de Goiânia.” Seria a liberação de licenças ambientais a qualquer preço o melhor caminho a ser trilhado, em nome do trabalho?

Iris Rezende é o candidato de uma vida toda de nossa cidade e do nosso Estado. Quando não é governador, é ministro de estado. Quando não é ministro de estado é senador. Quando não é senador é prefeito. E ainda quer ser. Fará 83 anos este ano. E não desiste de disputar uma eleição sequer. Está em todas, e nem de todas sai vitorioso, tendo sido reiteradas vezes derrotado pelo governador Marconi Perillo ao governo do Estado. Mas é insistente e novamente concorre ao pleito de prefeito de Goiânia.

Sua situação financeira apresenta-se bem colocada, acima da média da maioria dos brasileiros. Mora em uma luxuosa cobertura no Setor Marista avaliada em 2,5 milhões de reais, o que significa que sua vida como político lhe foi generosa. Mas vem de novo disputar a eleição para prefeito sob a alegação de que gosta de trabalhar pelo povo. Mas isso não é novo.

Delegado Waldir traz uma candidatura inédita para prefeitura de Goiânia, baseada no seu excelente desempenho como Deputado Federal, já que ocupa primeira posição em todos os rankings comparados da Câmara Federal: assiduidade, número de projetos apresentados, comparecimento nas sessões e se destacou no combate incansável à corrupção, tanto que a primeira denúncia formal contra Eduardo Cunha foi levantada por ele, o que culminou na sua cassação de Cunha.

Está disputando a vaga de prefeito de Goiânia aos 53 anos de idade depois de ter tido uma conduta ilibada à frente de delegacias importantes como a Oitava Delegacia Distrital de Goiânia.

É um jovem, atuante e trabalhador. Sua ficha é limpa não negocia com bandidos.

Alguns o tem por intransigente, mas não é para menos, é delegado de polícia.

Também se recusou a negociar alianças partidárias que lhe custariam a rifa dos cargos na prefeitura, caso seja eleito. Conta com um quadro enxuto de coordenadores, que totalizam apenas 23, todos combatentes e apaixonados por essa causa.

Sua campanha tem apresentado grande receptividade dos populares que o cercam, que lhe cumprimentam e externam seu apoio.

É o único candidato que representa de fato o “novo” na política goianiense.

Um nome diferente e honrado.

O delegado Waldir Soares é um nome da classe média, suas ideias abrangem todo o eleitorado goianiense  para dar um “basta” a bagunça instalada na nossa cidade, que precisa ser zelada e cuidada.

A grande revolução capaz de aplacar o descontentamento do povo em relação à classe política está na eleição de gente diferente e disposta a servir. O povo espera mudanças na política brasileira, mas como poderá haver mudança se as pessoas votam nos mesmos nomes de sempre?

Candidatos como Priscila Tejota, Valério Luiz Filho, Thiago Albernaz, Wellington Peixoto, Andrey Azeredo, Tatiana Lemos, Sabrina Garcez, todos com parentes poderosos na política goiana não representam renovação. Representam o continuísmo de uma classe política repudiada pela população em geral, e apesar de ‘novos’, não renovam.

A culpa pelo marasmo político é só do eleitor!

A melhor forma de prever o futuro é criá-lo. Cria-se um futuro diferente com gente diferente.

O Delegado Waldir abre seu caminho com a dignidade de um homem determinado que vem diante do povo e lhe oferece um futuro baseado num presente vitorioso.

O passado de Waldir não precisa ser mudado, pois sua atuação na Câmara Federal atesta isso.

O sonho de um futuro promissor.

O povo está em sofrimento, e ao povo goianiense está sendo oferecida uma oportunidade de optar por um novo nome.

Há honra em ser perseguido por causa da justiça, porque o mal se levanta contra aqueles que praticam o bem, vez que não compartilham nem aprovam os modelos tirânicos de exercício de poder.

Espero que o povo goianiense não retroceda.

É hora de seguir em frente.

 

(Silvana Marta de Paula Silva, advogada e escritora. Twitter: @silvanamarta15)

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