Alexandra Machado: “Quero mostrar meu trabalho”
Redação DM
Publicado em 22 de setembro de 2016 às 02:11 | Atualizado há 10 anosAos 49 anos, com quatro filhos e uma netinha, a candidata a vereadora Alexandra Machado Costa conta que, quando seu pai veio de Jaraguá, morou na casa de dona Nelly Alves, que era sua prima. Os ideais coletivos acredita que adquiriu desde que via seu pai trabalhando no Projeto Rondon e na extinta Sudeco. Alexandra Machado revela que o pai foi a pé de Brasília a Cuiabá, medindo estrada, quando era agrimensor; depois voltou, verificando os dados. Sua mãe é filantropa e não raramente realizava seus aniversários em instituições sociais. Há pouco tempo conheceu a história de seu primo Paulo Alves da Costa, médico e deputado comunista, que participou da Constituição de 1946.
Tendo participado do ‘Diretas Já’, Alexandra Machado filiou-se inicialmente no PCdoB, onde ia assistir filmes, e em seguida, filiou-se ao PT, onde militou por 18 anos. Há 5 anos se filiou ao PMN (Partido da Mobilização Nacional).
A candidata também participou do movimento estudantil do Serviço Social na antiga UCG, no Centro Acadêmico Utopia nos anos 90, tendo se formado em 1993. Também fundou a Associação de Moradores do Setor Aeroporto em 2001 e conseguiu a publicação de seu livro “Quimera”, de poesias, através da Lei de Incentivo à Cultura em 2007, e em 2015 reabriu o Sindicato de Assistentes Sociais do Estado de Goiás.
Com ampla experiência profissional em assessoria política e no Serviço Social, Alexandra, entre outros trabalhos, foi coordenadora de núcleo educacional comunitário na extinta Cidadão 2000, diretora do Ciams Urias Magalhães, coordenadora do PAIF e do Projovem Adolescente, programas sociais do governo federal. Atuou, através do Sine, como assistente social em programa habitacional da CEF em Trindade e, também, na Ferrovia Norte Sul, em Anápolis.
Alexandra Machado apoia a candidatura do delegado Waldir (PR) à Prefeitura de Goiânia, embora tenha sérias críticas e as faça, diante de seu candidato, que é atento na audição e amistoso no trato, segundo ela.
Desde 2001, Alexandra Machado produziu inúmeros artigos e projetos, sempre fundamentados no MHD – Materialismo Histórico e Dialético, contraposto a recortes de notícias de jornais, e sente muito que as pessoas depreciem o marxismo por pura falta de conhecimento e preguiça de ler. Ela lembra que esta corrente teórica para conhecimento da realidade foi a escolhida pelo Serviço Social, reconceituado no final dos anos 70, e que jurou, sob seu Código de Ética, que trabalharia pela transformação social democrática e pela organização das classes trabalhadoras, ressaltando que este é o papel da assistência social, e não a “ajuda”, como insistem os políticos “dinossáuricos”, sendo esta política pública uma “política de Direito e de direitos”, assim prevista na CF/88.
A candidata mostra nas redes sociais posts de 2013 e 2015 em que fala sobre alterações no trânsito e no horário do comércio e dos serviços para o bairro de Campinas reclamando que o deputado Francisco Jr. apareceu com esta proposta como sendo dele. “Esta proposta que fiz para lá é muito preciosa para mim”, diz. E cutuca, indagando a razão que este candidato tem para omitir que foi secretário de Planejamento de Iris Rezende, recentemente. Diz que em outro contexto não reclamaria, mas que “agora, não dá”, pois sempre ficou “muito sozinha” com suas ideias e também está em campanha, “tentando mostrar trabalho”.
Entre suas propostas, que estão nas redes sociais e em seu blog, Alexandra Machado sugere: Patra – Programa de Atenção a Trabalhadores / Cras Central / Feira Anual dos Estados / Oficina de Artes / Turismo Social / Parque 24 horas /Agenda Ambiental / Horta Pedagógica / Plano de Informatização da Assistência Social. Garante que terá um Conselho do Mandato, para que este seja “propositivo, fiscalizador e participativo”.