Política

“Vanderlan é agregador, experiente e bom gestor”

Redação DM

Publicado em 21 de setembro de 2016 às 02:00 | Atualizado há 10 anos

Senadora em segundo mandato, Lúcia Vânia não só incentivou o empresário e ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso a assumir a candidatura à Prefeitura de Goiânia, como aprovou a aliança com do PSB com o PSDB do governador Marconi Perillo e mergulhou de “corpo e alma” na campanha do companheiro do partido.

A presidente estadual do PSB diz que Vanderlan  Cardoso preenche o perfil do político exigido pela sociedade: ser verdadeiro, sincero, eficiente e idealista. “Vanderlan conseguiu, de forma gradual, tornar-se um empresário competente e, na vida pública, realizou em Senador Canedo uma administração exemplar, modelo, com qualidade e resultados extraordinários”.

Lúcia Vânia é de opinião que a presença de Marconi Perillo (PSDB) na campanha de Vanderlan Cardoso reforça, “em muito”, já que, segundo ela, o governador é uma “forte liderança política” no Estado e que tem serviços prestados na Capital. “É inegável o prestígio político de Marconi e os resultados de seu trabalho em Goiânia estão aí para todos verem”.

Sobre se irá disputar novamente o governo do Estado, em 2018, Lúcia Vânia desconversa e prefere falar sobre as pespectivas do PSB nas eleições municipais deste ano e sobre a prática política inaugurada pelo partido. “Assumi a presidência do PSB para realizar um ideal, o de construir um partido que seja fincado nos ideais, nos bons princípios e perfeitamente sintonizado com os anseios da sociedade”.

A senadora sustenta que o PSB, sob o seu comando, busca inaugurar uma nova fase na política do Estado, com a abertura de espaço para a militância de novas lideranças, sem a “velha prática perniciosa” que ainda tenta persistir no País. Ela cita como apostas do PSB: Lissauer Vieira, Diego Sorgatto, Virmondes Cruvinel Filho, Marlúcio Pereira e Marcos Abrão. “São jovens idealistas e que querem uma nova política”.

Apesar de reconhecer que o “tempo é curto” para a realização de todas as metas traçadas pelo Palácio do Planalto, Lúcia Vânia acredita que o presidente Michel Temer irá adotar medidas que possam retomar o crescimento da economia, geração de empregos, já que conta com ampla maioria no Congresso Nacional. Ela se sente entristecida com o “País dividido” e acredita que a prioridade é “unificar o País”.

 

Veja a íntegra da entrevista

Vanderlan Cardoso cresce na reta final e pode chegar ao segundo turno. O que proporcionou essa reação do candidato do PSB à Prefeitura de Goiânia?

– São vários fatores que contribuem para o crescimento da candidatura de Vanderlan Cardoso. Um dele é de que campanha majoritária não se faz sozinha. É preciso que se tenha aliados. Vanderlan soube alinhavar a candidatura com paciência e determinação. Ele trabalhou a pré-campanha durante um ano e foi, com o passar do tempo, agregando forças políticas e hoje o nosso candidato tem apoio substancial de um conjunto de partidos. Isso lhe permite apresentar-se à sociedade goianiense como um candidato a prefeito agregador, experiente e de ser um bom gestor. A tendência é que a candidatura dele cresça ainda mais.

 

A senhora acredita que Vanderlan Cardoso chegará ao segundo turno, possivelmente com o candidato do PMDB?

– Nós trabalhamos no PSB com a pespectiva de vencer as eleições. Esse é o princípio que sempre levei na atividade política. Entendo que esse é também a meta, o objetivo do Vanderlan. Dentro dessa posição que assume na campanha, com humildade e agregando forças políticas cada vez mais, ele poderá surpreender agora mesmo no primeiro turno. Vanderlan está preparado para realizar uma administração inovadora, moderna e à altura das expectativas do goianiense, com justiça social, apoio à criação de empregos, melhorias dos serviços de saúde, mobilidade urbana e educação com qualidade.Tenho andado muito em Goiânia e tenho visto o seu crescimento expressivo.

 

A senhora acredita que Vanderlan Cardoso acertou em buscar o apoio do governador Marconi Perillo e, consequentemente, do PSDB à campanha dele em Goiânia?

– Uma campanha majoritária, como eu disse, se faz com alianças e a aliança com o governador Marconi Perillo é sempre bem vinda. É um governador que tem serviços prestados no estado, especialmente em Goiânia. Uma campanha se faz com somatório de forças. O governador realizou uma série de obras na capital e isso contribui com qualquer campanha. Marconi tem liderança política no estado e isso soma para qualquer candidato.

 

Qual a diferença da candidatura de Vanderlan Cardoso, principalmente em relação aos seus adversários diretos, como Iris Rezende e delegado Waldir Soares?

– Eu não faço essa comparação. O que tenho a dizer é que é que Vanderlan Cardoso, por ser uma pessoa simples, humilde e um administrador eficiente, está preparado para assumir a prefeitura de Goiânia. Ele foi, aos poucos, ascendendo na vida empresarial. Destacou-se como prefeito de Senador Canedo em dois mandatos. Foi eficiente nessa transição da atividade empresarial para a vida pública. Portanto, Vanderlan tem experiência, competência e serviços prestados na região metropolitana da capital. Vanderlan é um nome forte para representar o PSB nas eleições deste ano, estando à frente dessa ampla aliança que ele construiu em Goiânia.

 

A senhora comanda a campanha do PSB em 2016 já de olho nas eleições de 2018?

– As pessoas, às vezes, não entendem as nossas posições, porque a política hoje, infelizmente, é feita de espertezas e simulações. Eu sempre procurei pautar a minha atividade política pelo ideal, sonho e pela utopia. Ao assumir a presidência do PSB no estado, o fiz com o desejo de praticar algo novo na política. Algo que eu não tinha feito e que a sociedade hoje reclama: o de construir um partido que possa representar a sociedade no seu todo. O meu propósito é o de fazer com que o PSB seja um partido diferenciado, capaz de disputar as eleições não como sublegenda de outro partido, mas com independência, altivez, determinação e que possa oferecer à sociedade uma representação digna.

 

O nome da senhora estaria à disposição do PSB para a sucessão estadual de 2018?

– O que posso dizer é que, no PSB de Goiás, temos um grupo de políticos jovens e idealistas e que veio para o partido com o propósito de exercitar uma prática política nova e diferente. Posso citar o Lissauer Vieira, que disputa a prefeitura de Rio Verde, o Diego Sorgatto, que atua na região do Entorno do Distrito Federal, o Marlúcio Pereira, que concorre à prefeitura de Aparecida de Goiânia. Temos o Virmondes Cruvinel Filho, que ingressou no PPS, com forte potencial em Goiânia e que tem uma ligação estreita com o PSB. Temos o Marcos Abrão, que tem sido uma revelação política em Brasília com a nova forma de fazer política. O PSB tem ótimos nomes para concorrer a eleições majoritárias. Vão surgir novas lideranças do PSB com as eleições de prefeitos este ano e que estarão dispostos a dar respostas à sociedade, que tanto clama por políticos verdadeiros e sinceros e que não carregem consigo o rancor, a vindita e sim que sejam idealistas e dedicados às causas coletivas. Eu atuo pelo fortalecimento do PSB, com autonomia e independência. Recebi pressões, na presidência do PSB, para manter a velha prática política do oportunismo e do fisiologismo, mas resisti. Contrariei amigos, mas não cedi, porque defendo uma prática política nova, sem os ranços do passado. Partido não pode ser sigla de aluguel e sim um aglomerado de pessoas que tenham ideal e compromisso com o trabalho, com as transformações e com os avanços da sociedade.

 

Dilma Rousseff é página virada. A senhora ainda acredita no governo Temer, que tem baixa popularidade?

– Na conjuntura política atual, é difícil ter um prefeito, governador ou presidente da República com elevados índices de aprovação popular, pois vivemos hoje uma crise econômica sem precedente na história do país. O presidente Michel Temer leva consigo uma dificuldade: o fato de não ter sido eleito, de não ter o apoio popular. Isso dificulta enormemente a sua atuação. Agora, é preciso reconhecer que o presidente é um político experiente, já que foi forçado na conciliação. Temer tem uma boa aliança, pois conta com o respaldo dos partidos que fizeram oposição ao governo anterior, como PSB, PPS, PSDB, DEM, PMDB e outros. São partidos que irão dar sustentação política ao presidente no Congresso Nacional e que têm compromissos com a retomada do crescimento econômico do país. São partidos que têm compromissos de devolver o país o emprego, os programas sociais que foram cortados para se alcançar o desenvolvimento econômico. E isso só se fará se houver um ajuste rígido. É bem verdade que o tempo do mandato do presidente Temer é curto, mas iremos dar todo o respaldo ao governo para que possa, o mais rápido possível, fazer com que o país retome a paz e que seja unificado. É triste ver o país dividido, como ocorre hoje, com o vandalismo nas ruas, a agressividade das pessoas. È preciso, em primeiro lugar, unificar o país e unificando o país, as conquistas virão com o trabalho.

 



 

“Vanderlan Cardoso é simples, humilde, agregador e conciliador. Soube, com paciência, construir uma ampla aliança. Tem propostas avançadas para Goiânia”

“As pessoas, às vezes, não entendem as nossas posições, porque a política hoje, infelizmente, é feita de espertezas e simulações. Eu sempre procurei pautar a minha atividade política pelo ideal, sonho e pela utopia”

“É triste ver o País dividido, como ocorre hoje, com o vandalismo nas ruas, a agressividade das pessoas. É preciso unificar o País”

 

 

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