Política

Valor do primeiro decêndio do FPM de setembro preocupa prefeituras

Redação DM

Publicado em 13 de setembro de 2016 às 02:05 | Atualizado há 10 anos

Di­an­te das di­fi­cul­da­des fi­nan­cei­ras e do fi­nal de man­da­to das ges­tões mu­ni­ci­pa­is, as pre­fei­tu­ras go­i­a­nas en­fren­tam pro­ble­mas com a que­da do re­pas­se do Fun­do de Par­ti­ci­pa­ção dos Mu­ni­cí­pios (FPM). No pri­mei­ro de­cên­dio de se­tem­bro, o re­pas­se cons­ti­tu­ci­o­nal foi de R$ 1.854.180.284,02 bi­lhão, va­lor que re­pre­sen­ta que­da de 36,11% em re­la­ção ao mes­mo pe­rí­o­do do mês de agos­to des­te ano, quan­do o re­pas­se foi de R$ 2.902.123.310,07 bi­lhões.

De acor­do com o es­tu­do téc­ni­co da Fe­de­ra­ção Go­i­a­na de Mu­ni­cí­pios (FGM) com ba­se na es­ti­ma­ti­va da Se­cre­ta­ria do Te­sou­ro Na­ci­o­nal (STN), o va­lor do FPM de­ve vir 14% a me­nos que em re­la­ção a agos­to, o que re­pre­sen­ta uma que­da de apro­xi­ma­da­men­te R$ 710 mi­lhões.

Em com­pa­ra­ção com o pri­mei­ro de­cên­dio de se­tem­bro de 2015, o atu­al va­lor apre­sen­tou cres­ci­men­to de 2,56% em ter­mos no­mi­nais. Po­rém, quan­do se con­si­de­ra o va­lor re­al dos re­pas­ses, o que in­clui as con­se­quên­cias da in­fla­ção, o de­cên­dio apre­sen­ta que­da de 4,96%, de acor­do com da­dos da Con­fe­de­ra­ção Na­ci­o­nal de Mu­ni­cí­pios (CNM).

Em Go­i­ás, ain­da se­gun­do a en­ti­da­de mu­ni­ci­pa­lis­ta, o va­lor do FPM bru­to e cor­ri­gi­do pe­lo Ín­di­ce Na­ci­o­nal de Pre­ços ao Con­su­mi­dor Am­plo (IP­CA) apon­ta que o re­pas­se al­can­çou R$ 84.950.304,24 em 2016, cer­ca de R$ 4,4 mi­lhões a me­nos que em 2015, quan­do o va­lor foi de R$ 89.375.338,36.

Pa­ra o pre­si­den­te da FGM, Di­vi­no Ale­xan­dre da Sil­va, a trans­fe­rên­cia do fun­do ain­da não apre­sen­ta o mes­mo cres­ci­men­to das des­pe­sas. “Ve­ri­fi­ca­mos que as re­cei­tas não cres­cem no mes­mo rit­mo das de­man­das. O mês de se­tem­bro já apon­ta au­men­to de luz, com­bus­tí­vel e ou­tros fa­to­res, mas sem avan­ço no FPM”, des­ta­cou.

Di­an­te da que­da no va­lor do FPM e do fi­nal de man­da­to das ges­tões mu­ni­ci­pa­is, o pre­si­den­te da FGM acre­di­ta que o fe­cha­men­to das con­tas sem pro­ble­mas pa­ra os ges­to­res mu­ni­ci­pa­is de­ve ocor­rer com pla­ne­ja­men­to e re­es­tru­tu­ra­ção dos com­pro­mis­sos fi­nan­cei­ros das pre­fei­tu­ras. “Os ges­to­res de­vem pi­sar no freio, in­fe­liz­men­te. Há mui­tas de­man­das por par­te da po­pu­la­ção e as pre­fei­tu­ras es­tão com ca­da vez me­nos di­nhei­ro. Po­rém, é im­por­tan­te que es­ses ajus­tes não te­nham cor­tes em áre­as es­sen­ci­ais pa­ra a po­pu­la­ção”, com­ple­tou Di­vi­no.

 

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