Política

Temer com 8% de aprovação

Redação DM

Publicado em 7 de setembro de 2016 às 02:54 | Atualizado há 10 anos

Cem mil pessoas foram às ruas de São Paulo, no último domingo, numa grande concentração no Largo do Batata, pedindo a realização de novas eleições no País. O resultado da insastifação com o governo do presidente Michel Temer (PMDB-SP) não está só nas praças e ruas das grandes cidades, ela também foi medida pelo Ibope Inteligência. A pesquisa foi publicada no domingo no portal G1, das organizações Globo. De acordo com o levantamento, a insatisfação com o peemedebista chega a 82%, e a melhor nota (ótimo/bom), apenas a 19%.

O maior índice de aprovação à administração de Temer é registrado em Manaus: 19% classificam como ótima ou boa. Já em Salvador e em Aracaju, 8% dos eleitores classificam sua gestão como ótima ou boa – o menor índice entre todas as cidades.

Nas cinco capitais de maior população do País, a rejeição (ruim/péssimo) ou a indiferença (as avaliações que optaram pelo regular) ao governo Temer variam entre 77 e 82%.

Nas três maiores capitais do Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte), os que avaliam o governo como ótimo/bom estão na média de 12,5%. Já os que avaliam como ruim/péssimo chegam a elevada média de 43,3%.  Somadas, as três maiores capitais do País apresentam 79,6% de indiferença ou rejeição ao governo Temer.  Nas duas maiores capitais do Nordeste, repete-se a mesma coisa: indiferença ou rejeição de 79,5%.

Para o jornalista Miguel do Rosário, articulista do site O Cafezinho, a tendência é que a rejeição ao governo golpista aumente, a partir do momento em que for colocado em marcha os projetos de desmonte brutal das políticas sociais dos governos anteriores. Também deve contribuir para a corrosão da baixa aceitação ao peemedebista as propostas encaminhadas por seu governo que pretendem  acabar com a CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e as mudanças na Previdência, com o aumento de 65 anos para 70 na idade para  aposentadorias. Para os aposentados, outra má notícia é a ideia do governo Temer de desvincular o reajuste da Previdência do aumento do salário mínimo. Ou seja, os velhinhos vão pagar o pato da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Para Miguel do Rosário, diante do que acena o governo Temer, não há no horizonte nada que indique uma inversão de sinais, que permita crer que os “indiferentes” tenderão a avaliar, num futuro próximo ou distante, o governo Temer como ótimo/bom.  “Ao contrário, esse número só terá estímulos para crescer”, opinia. A mesma coisa, avalia, deve ocorrer para aqueles que ficam no “não sabe/não respondeu”, que na tabela acima não foram computados. Esses também tenderão a saber e a responder em breve, e negativamente.

Segundo Miguel do Rosário, “a situação é mais trágica por não se tratar do enterro de um governo de oito anos, como no caso de FHC, que saiu com a taxa de aprovação (ótimo/bom) em 8%. O caso de Temer é de um governo que já inicia, que dá seus primeiros passos, como um governo ruim em final de dois mandatos. Enfim, Temer é o novo muito envelhecido e que, tudo indica, não terá tempo para tentar se repaginar”, conclui.

 

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