Esportes

Início de uma nova era

Redação DM

Publicado em 1 de setembro de 2016 às 02:08 | Atualizado há 10 anos

A seleção brasileira inicia hoje  a sua trajetória sob o comando do técnico Tite, quando visitará o Equador, às 18 horas (de Brasília), no Estádio Olímpico Atahualpa, em Quito, pela sétima rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, que será disputada na Rússia. Os desafios do novo comandante são grandes. O fantasma da derrota por 7 a 1 para a Alemanha no último mundial ainda sobrevive, e a suposta crise técnica, tão decantada pelos críticos, é uma realidade a ser desmentida.

Apesar dos desafios já citados, o maior e mais emergencial deles é levar a seleção brasileira à Copa da Rússia, o que não aconteceria com a classificação atual – o Brasil é apenas o sexto colocado das Eliminatórias, com 9 pontos, quatro a menos do que o Equador, que divide com o Uruguai a liderança. Ou seja, estrear com triunfo já é um desafio.

“Sabemos que a seleção brasileira vai ser sempre cobrada, e temos um jogo muito importante contra o Equador. Não vai ser tarefa fácil por conta de tudo o que ronda essa partida. Mas quem joga com essa camisa precisa saber lidar com esse tipo de pressão”, avisou o zagueiro Miranda.

A altitude é motivo de preocupação, tanto que a seleção brasileira viajou três dias antes do jogo para tentar minimizar os efeitos da altura de Quito. Tite, porém, trabalha para afastar esse fantasma.

“Não estamos nos preparando para disputar uma maratona, e sim um jogo de futebol, em que os aspectos técnico e tático prevalecerão. O nosso adversário é a seleção equatoriana, e não a altitude”, discursou o ex-treinador do Corinthians.

Tite fechou à imprensa o treinamento que serviu para definir a escalação brasileira, mas não escondeu a formação, divulgando na entrevista coletiva. As principais novidades são os retornos do volante Paulinho e do lateral-esquerdo Marcelo, que não vinham sendo chamados por Dunga, e a estreia do atacante Gabriel Jesus, medalhista de ouro nas Olimpíadas, na seleção principal.

Os equatorianos sabem que terão um time de qualidade pela frente, liderado por Neymar. Porém, o técnico Gustavo Quinteros lembrou que os perigos do Brasil não se limitam ao atacante do Barcelona.

“Não podemos nos preocupar apenas com o Neymar, pois a seleção brasileira tem grandes jogadores. Até laterais podem definir um confronto, portanto, todos merecem o nosso respeito. O Equador vai tentar neutralizar todos os pontos fortes do Brasil e explorar os seus pontos negativos para que o nosso estilo de jogo possa sobressair”, disse o treinador do Equador, que também passou a semana lembrando que o seu time, por ter jogadores que atuam no futebol europeu, também sofrerá com os efeitos da altitude.

Quinteros fez mistério em relação ao time do Equador. No meio-de-campo, duas dúvidas de ordem técnica. Carlos Gruezo e Jefferson Orejuela disputam para ver quem será o terceiro volante, enquanto Fidel Martínez e Enner Valencia disputam a vaga do suspenso Antonio Valencia.

 

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