Governador mantém ritmo administrativo e tem agenda intensa em Brasília
Redação DM
Publicado em 1 de setembro de 2016 às 02:07 | Atualizado há 10 anosEnquanto o julgamento final do julgamento de Dilma Rousseff, afastada em definitivo da Presidência da República, paralisava a quase totalidade do mundo político no País, o governador Marconi Perillo peregrinava ontem pela Esplanada dos Ministérios e busca de recursos e parcerias para obras em Goiás. Acompanhado de auxiliares, Marconi esteve no Ministério da Cultura e na Valec Engenharia, estatal do Ministério dos Transportes responsável pela execução de obras ferroviárias.
Na Valec, o governador discutiu com o diretor-presidente da Valec, Mário Mondolfo, uma modelagem que integre a Plataforma Logística de Anápolis ao pátio de cargas da Ferrovia Norte Sul. O governador, que estava acompanhado do secretário estadual de Gestão e Planejamento, Joaquim Mesquita, afirmou que a integração da Plataforma Logística ao polo da Norte Sul agregará muito valor ao Aeroporto de Cargas.
No Ministério da Cultura, Marconi solicitou ao ministro Marcelo Calero apoio para implantação do Projeto Circuito Cultural Praça Cívica Pedro Ludovico Teixeira. O projeto, a ser executado pelo Iphan, prevê a restauração e a requalificação dos prédios históricos, em art déco, que integram o conjunto arquitetônico da praça. O programa de musealização dos acervos e requalificação dos edifícios, também previsto na proposta, foi concebido nos moldes dos museus da Língua Portuguesa e Museu do Futebol, em São Paulo, e do Museu das Minas e Metais, em Belo Horizonte.
Integração multimodal
O presidente da Valec disse a Marconi que a proposta de Goiás é viável, porque a estatal compreende que a Ferrovia Norte Sul, desde a sua concepção, já deveria prover a integração com plataformas multimodais, como é o caso da de Anápolis. “Com essa integração, Anápolis passará a ser o principal centro logístico do País”, disse Marconi.
Na audiência, o governador também solicitou da Valec providências para solucionar os problemas das intersecções da Ferrovia em seu tramo Sul. Ele contou que, em função do atraso das obras, alguns desses cruzamentos têm gerado acidentes nas rodovias estaduais. “Eu peço que a Valec trate desse assunto como absoluta prioridade”, disse Marconi ao presidente da empresa.
Sobre o tramo Sul da Ferrovia, os diretores da Valec explicaram que problemas conjunturais atrasaram o andamento da obra, que prevê a ligação da Ferrovia, passando por solo goiano, até Estrela D’Oeste, em São Paulo, com a construção de dois polos nas cidades de Santa Helena e São Simão. O diretor de operações Marcus Expedito, presente à reunião, informou ao governador que o polo da Norte Sul em Santa Helena será o maior da ferrovia e armazenará soja, milho e açúcar, dentre outros produtos agrícolas produzidos no Sudoeste goiano, aproximando o mercado local com os portos de Santos (SP), Itaqui (MA) e Ilhéus (BA).
São Simão terá novo porto, diz Valec
Segundo ele, a Valec também desenvolve um projeto executivo para a construção de um novo Porto em São Simão, que deverá escoar soja, farelo de soja e biocombustível. Tratativas nesse sentido estão sendo discutidas com o principal grupo investidor da região – Caramuru – que deseja ter acesso a uma nova modalidade de transporte que não seja apenas a Hidrovia Paranaíba-Paraná-Tietê.