Flávio Sofiati condena golpe e faz apelo por greve geral no Brasil
Redação DM
Publicado em 28 de agosto de 2016 às 01:01 | Atualizado há 1 ano- Líder do PSol defende a desprivatização da Prefeitura de Goiânia e condena as OSs
- Doutor em Ciências Sociais da UFG promete quebrar monopólio no transporte coletivo
- Socialista espera repetir o desempenho de sigla em Porto Alegre, Belém, Rio e Niterói
- Sociólogo é da linhagem de Ernest Mandel, Daniel Bensaid, Michael Löwy e João Machado
O doutor em Ciências Sociais orientado pelo trotskista Michael Löwy, em Paris, França, Flávio Sofiati, 38 anos, quer repetir, em Goiânia, o efeito Belém, Porto Alegre e Rio de Janeiro. É que o PSol [Partido Socialismo e Liberdade], legenda que nasceu de uma costela do lado esquerdo do PT no ano de 2004, lidera a corrida eleitoral nessas capitais. Com Edmilson Rodrigues, no Pará, Luciana Genro, Rio Grande do Sul, e Marcelo Freixo, Rio de Janeiro.
– Com uma plataforma republicana, de esquerda democrática e contra o golpe em curso no Brasil!
Animado, o professor da Universidade Federal de Goiás, um torcedor apaixonado do Goiânia Esporte Clube, time que disputa, hoje, a divisão de acesso do futebol goiano, terá 14 segundos no bloco diário da propaganda eleitoral gratuita em rádio e televisão, além de quatro pílulas. A ideia do líder socialista é veicular seis mensagens diárias. Para defender a ‘desprivatização’ da Prefeitura Municipal de Goiânia e a quebra do monopólio da exploração dos serviços do transporte coletivo.
– As pesquisas mostram elevado número de indecisos e uma alta rejeição de Iris Rezende Machado [PMDB]. Tenho espaço para crescimento.
A Frente de Esquerda – Se a Cidade fosse Nossa, integrada pelo PSOL, PCB, Polo Comunista Luís Carlos Prestes, Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista [Mais], dissidência do PSTU, assim como da Unidade Popular Pelo Socialismo [UP], que é composta, por exemplo, pelo Partido Comunista Revolucionária [PCR], sigla clandestina, quer atacar também as empresas poluidoras. Que destroem o meio ambiente na Capital, adianta.
– Uma cidade ecologicamente sustentável é o que queremos!
Ácido, o líder do PSOL diz que o médico Paulo de Siqueira Garcia, prefeito de Goiânia com a estrela do PT no peito, apesar do slogan de sua campanha eleitoral de 2012, não executou um programa de sustentabilidade. Mesmo condenando o impeachment, sem crime de responsabili-dade, de Dilma Vana Rousseff Linhares, a ser votado, no Senado da República até o dia 31 de agosto, que classifica como golpe, ele acha que PT & PCdoB precisam fazer autocrítica.
– O PT adotou, no Palácio do Planalto, medidas liberais e contrárias aos trabalhadores.
Estatização
A estatização do sistema de transporte de coletivo da Capital, com a realização de uma auditoria e a ruptura dos contratos com as empresas que monopolizam os serviços do sistema compõem a sua plataforma política e eleitoral. A minha proposta é criar um sistema de transporte de qualidade limpo, ágil, moderno, seguro, acessível e a um preço justo para a população, observa. Um fundo de recursos do vale-transporte será criado, propõe.
– A ideia é reconstruir a lógica do transporte coletivo na cidade!
Nada de toma-lá-dá-cá com a Câmara Municipal de Goiânia, como fez Iris Rezende Machado [PMDB] e como faz Paulo Garcia [PT], na relação entre Executivo e Legislativo, garante Flávio Sofiati. A relação será republicana, adianta. Com consultas populares, frisa. O PSol pretende eleger pelo menos um vereador nas eleições de 2 de outubro de 2016. O nome mais cotado na ‘bolsa das especulações socialistas’ é o do velho professor de História, Reinaldo Pantaleão.
– A coligação Se a Cidade fosse Nossa tem 18 candidatos a vereador competitivos!
Inovador, o sociólogo quer que, caso seja eleito em 2 ou 30 de outubro, o secretário de Saúde em eventual gestão da Frente de Esquerda enfrente eleições diretas e uma lista tríplice. Democracia direta, recomenda. A contratação de Organizações Sociais [OSs] na área de saúde elevam os custos para o Tesouro Municipal, apontam dados do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema de Saúde, em Goiás, Sindisaúde, informa ele ao jornal Diário da Manhã.
– Paulo Garcia mantém ligações com empresas de planos de saúde!
Não assina
Flávio Sofiati avisa que não assinou e nem assinará o projeto do Conselho de Desenvolvimento Econômico Sustentável formulado para o Centenário de Goiânia – 2033. Não assinarei, dispara. Um intelectual de modos refinados, um iluminista, ele promete, se subir ao pódio, elevar os re-cursos do orçamento municipal para a área de cultura. A Lei de Incentivo terá seus recursos am-pliados substantivamente, garante. A ocupação cultural das periferias será minha marca, diz.
– Uma revolução na área cultural ocorrerá!
Mesmo se o golpe se consolidar, as esquerdas devem continuar com o ‘Fora, Temer’ e ensaiar a greve geral dos trabalhadores da cidade e do campo, fuzila. O dirigente ligado à Quarta Internacional, Secretariado Unificado [SU], impulsionado de Ernest Mandel, Daniel Bensaid e companhia Ltda, a central mundial da revolução proletária criada em setembro de 1938 por Liev Davidovich Bronstein, ‘nom de guerre’ Leon Trotsky, que havia tomado emprestado de um carcereiro, condena as reformas anunciadas por Michel Temer.
– Liberais, as reformas da Previdência e Trabalhista retirarão direitos dos trabalhadores!
É preciso taxar as grandes fortunas, insiste. Mais: Flávio Sofiati pede uma auditoria das dívidas interna e externa. Assim teremos dinheiro para recuperar o suposto rombo da Previdência Social e executar programas sociais cidadãos, explica. A Frente de Esquerda não aceita a retirada de direitos econômicos e sociais históricos dos trabalhadores, garantidos pela CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas]. “Seria como retroceder mais de 60 anos no tempo”, denuncia o ‘enfant terrible’ da esquerda do cerrado.
Ataques ao PT
– Mas PT e PCdoB, é preciso dizer, são cúmplices do governo interino!
Socialista, ele acredita que ‘outro mundo é possível’. Sonho com uma vida melhor para ‘os de baixo’, afirma, emocionado. É poético, observa. Não podemos, porém, perder a ternura na luta, pontua. Flávio Sofiati recorrre ao bordão do médico argentino Ernesto Guevara de La Serna, que entrou para a História do século XX ao liderar, ao lado de Fidel Castro Ruz, um advogado, a revolução cubana de 1º de janeiro de 1959, como ‘Che’. É pensar a política para o bem comum, propõe o ‘band leader’ dos indignados.
– Vamos recuperar a vontade das pessoas para lutar por uma nova sociedade!

38 É A IDADE DE FLÁVIO SOFIATI,DA FRENTE DE ESQUERDA
PERFIL
Nome: Flávio Sofiati
Idade: 38 anos
Estado civil: Casado com a bela Carolina Goos, jornalista e professora da PUC [GO]
Formação: Graduação, mestrado e doutorado em Ciências Sociais
Partido: PSol
Tendência: Insurgência
Linhagem: Trotskista
Time: Goiânia
Filha: Elis Sofiati
Coligação: Frente de Esquerda – Se a Cidade fosse Nossa
Curiosidade: É ligado a Michael Löwy