Brasil

Parcerias Público-Privadas e o desenvolvimento de Goiânia

Redação DM

Publicado em 27 de agosto de 2016 às 03:05 | Atualizado há 10 anos

A Pre­fei­tu­ra de Go­i­â­nia pre­ci­sa des­lan­char na im­ple­men­ta­ção das Par­ce­rias Pú­bli­co-Pri­va­das, as qua­is po­dem be­ne­fi­ci­ar di­ver­sas áre­as, tais co­mo: ges­tão de ser­vi­ços ur­ba­nos com mais efi­ci­ên­cia eco­nô­mi­ca e sus­ten­ta­bi­li­da­de, mo­bi­li­da­de ur­ba­na com so­lu­ções mul­ti­mo­dais pa­ra o tran­spor­te pú­bli­co ur­ba­no, ges­tão in­te­gral de re­sí­duos só­li­dos, cons­tru­ção de par­ques ur­ba­nos e a re­a­li­za­ção de obras de in­fra­es­tru­tu­ra.

Al­gu­mas ini­ci­a­ti­vas im­por­tan­tes já fo­ram im­ple­men­ta­das em Go­i­â­nia nes­ta di­re­ção, mes­mo sem uma po­lí­ti­ca se­gu­ra e tran­spa­ren­te, que des­per­te o in­te­res­se do se­tor pri­va­do. So­bre­tu­do o se­tor da cons­tru­ção ci­vil, que é um dos mai­o­res ge­ra­do­res de em­pre­go, já aju­dou a vi­a­bi­li­zar vá­rios dos 33 par­ques exis­ten­tes na ci­da­de. O ca­so mais re­cen­te é o do Par­que Cer­ra­do, um com­ple­xo am­bien­tal, cul­tu­ral, es­por­ti­vo, de la­zer e ser­vi­ços num es­pa­ço de 706 mil me­tros qua­dra­dos, que se­rá cons­tru­í­do no Par­que Lo­zan­des. Es­tão pre­vis­tos in­ves­ti­men­tos de R$ 100 mi­lhões e cin­co anos pa­ra a sua fi­na­li­za­ção. Ele se­rá exe­cu­ta­do pe­la Pre­fei­tu­ra por meio de Par­ce­rias Pú­bli­co- Pri­va­das.

No fi­nal do ano pas­sa­do, uma par­ce­ria en­tre a Co­murg e uma cons­tru­to­ra pos­si­bi­li­tou a re­vi­ta­li­za­ção da Pra­ça Fe­li­ci­da­de, no Par­que Ama­zô­nia, com re­for­ma da cal­ça­da, da qua­dra po­li­va­len­te e do playground, ins­ta­la­ção de li­xei­ras e ban­cos. A em­pre­sa for­ne­ceu os ma­te­ri­ais e a Co­murg, a mão de obra. Es­tá em es­tu­dos um pro­je­to de Par­ce­ria Pú­bli­co-Pri­va­da pa­ra cri­a­ção do Cen­tro de Ges­tão In­te­gra­da em Go­i­â­nia.

Te­mos, in­clu­si­ve, a Lei nº 9.548/2015, que além de tra­zer con­cei­tos so­bre as PPPs, es­ta­be­le­ce re­gras a res­pei­to do Pro­ce­di­men­to de Ma­ni­fes­ta­ção de In­te­res­se, de­fi­ni­do co­mo aque­le é ini­ci­a­do pe­la ad­mi­nis­tra­ção pú­bli­ca. Po­rém, a ci­da­de ne­ces­si­ta de uma po­lí­ti­ca do go­ver­no mu­ni­ci­pal, que dis­ci­pli­ne com cla­re­za a re­la­ção do Po­der Pú­bli­co com a área pri­va­da, a par­tir da qual os go­i­a­ni­en­ses po­de­rão con­tar com me­lho­res ser­vi­ços pú­bli­cos em áre­as vi­tais, tais co­mo:  tran­spor­te co­le­ti­vo, sa­ne­a­men­to, ha­bi­ta­ção, tec­no­lo­gia, sa­ú­de e edu­ca­ção bá­si­ca,  além de ou­tros que po­de­rão sur­gir no de­cor­rer do de­sen­vol­vi­men­to das par­ce­rias. Tu­do is­so po­de ser ob­je­to da par­ti­ci­pa­ção do ca­pi­tal pri­va­do em sin­to­nia com as ne­ces­si­da­des da po­pu­la­ção e a da ad­mi­nis­tra­ção mu­ni­ci­pal.

In­ves­tir prin­ci­pal­men­te em in­fra­es­tru­tu­ra é con­di­ção pri­o­ri­tá­ria pa­ra qual­quer pa­ís que te­nha co­mo me­ta o cres­ci­men­to eco­nô­mi­co. Por cau­sa da es­cas­sez de re­cur­sos pú­bli­cos nos mu­ni­cí­pios, Es­ta­dos e Uni­ão, as par­ce­rias pú­bli­co-pri­va­das são a me­lhor al­ter­na­ti­va pa­ra su­prir es­sa ca­rên­cia de in­ves­ti­men­tos que não se vi­a­bi­li­zam com as clás­si­cas con­ces­sões. Se não qui­ser fi­car pa­ra trás na cor­ri­da ru­mo ao de­sen­vol­vi­men­to, o pro­je­to bra­si­lei­ro das PPPs pre­ci­sa dar cer­to, em to­dos os ní­veis go­ver­na­men­tais. A ló­gi­ca é atra­ir a ini­ci­a­ti­va pri­va­da, mas al­gu­mas ga­ran­ti­as são ne­ces­sá­rias, evi­den­te­men­te, e a prin­ci­pal de­las é o re­tor­no fi­nan­cei­ro.

Di­an­te da fal­ta de re­cur­sos de go­ver­no pa­ra in­ves­ti­men­tos e das ne­ces­si­da­des da po­pu­la­ção por aces­so aos be­ne­fí­ci­os, é ex­tre­ma­men­te im­por­tan­te que as ad­mi­nis­tra­ções pú­bli­cas mu­ni­ci­pa­is, es­ta­du­ais e fe­de­ral ace­le­rem o lan­ça­men­to dos edi­tais de con­ces­sões e Par­ce­rias Pú­bli­co-Pri­va­das. Se a mo­de­la­gem for bem for­ma­ta­da e atra­ti­va, cer­ta­men­te des­per­ta­rá o in­te­res­se de in­ves­ti­do­res pri­va­dos, tra­zen­do um gran­de vo­lu­me de ca­pi­tal, es­tra­té­gi­co pa­ra o cres­ci­men­to eco­nô­mi­co e a ge­ra­ção de em­pre­go.

Além do equi­lí­brio fis­cal e das re­for­mas tra­ba­lhis­ta e da Pre­vi­dên­cia pa­ra a re­to­ma­da dos in­ves­ti­men­tos no pa­ís, as Pre­fei­tu­ras po­dem to­mar ini­ci­a­ti­vas con­cre­tas à cri­a­ção de um no­vo am­bi­en­te mais fa­vo­rá­vel ao em­pre­en­de­do­ris­mo e à re­a­li­za­ção de obras de in­te­res­se da po­pu­la­ção, atra­vés das par­ce­rias com o se­tor pri­va­do, den­tro das nor­mas le­gais.

 

(Eu­des Vi­gor, ve­re­a­dor de Go­i­â­nia – PSDB)

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