Um novo modelo de assistência
Redação DM
Publicado em 26 de agosto de 2016 às 01:59 | Atualizado há 10 anosUm novo modelo de assistência técnica para o campo foi anunciado, ontem, na posse de Adilon de Souza na Fundação de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás (Fundater). O presidente da Emater no Estado, Pedro Arrais, assegurou uma reformulação geral no sistema goiano, atualmente considerado defasado pelo segmento agropecuário, e o ex-prefeito de Rubiataba, ex-deputado, entre outras funções de relevado ocupadas, encampou a ideia. Inclusive incorporando um trabalho conjunto.
O presidente da Associação Goiana dos Municípios (AGM), Cleudes Baré Bernardes, aprovou a proposta. Em sua opinião, transmitida inclusive em discurso, ontem, os municípios “sentem a carência de uma melhor assistência técnica”, observando que Goiás respira agronegócio. No setor ainda vê alguns gargalos, que “fazem parte dos novos desafios, tendo Adilon de Souza um patrimônio da AGM e um diplomata nato”. Baré demonstrou confiança nos avanços “daqui para frente”.
A Fundação de Desenvolvimento, Assistência Técnica e Extensão Rural de Goiás (Fundater) foi instituída em 31 de março de 1995. Sua idealização coube ao engenheiro agrônomo Carlos César Queiroz, que contou com a articulação destacada do engenheiro agrônomo Juscelino Borges Carneiro. O então governador Maguito Vilela autorizou à instituição R$ 70 mil como dotação inicial de seu patrimônio inicial.
Importância da propriedade
Adilon de Souza em seu discurso de posse disse que a entidade contribuiu para transformar Goiás “num dos mais destacados polos produtivos do agronegócio brasileiro, seja por meio da agricultura e da pecuária de grande porte, seja na valiosa contribuição dada pela agricultura familiar”. Dirimiu dúvida de um assunto sempre polêmico. “Não cabe mais nominar ou aceitar a qualificação de pequena, média ou grande propriedades, e sim, unidades produtivas mais integradas ou menos integradas ao processo de desenvolvimento do Estado e do País”.
Segundo ele, “ninguém é tão grande que não precisa de integração e, também, ninguém é tão pequeno que não possa contribuir efetivamente nesse processo”. Considerou que pouco a pouco, graças ao trabalho de organizações como a Faeg, Senar, Fetaeg, Sebrae, OCB, SGPA, a Emater, Embrapa, Fundepec e tantas outras, o diálogo proveitoso, democrático, aberto e respeitoso, amplia-se e consolida-se a olhos vistos.
Entre suas propostas de atuação conjunta, encontram-se a rede de inovação rural, objetivando a construção de comunidades proativas e o estabelecimento de parcerias públicas e privadas. A Rede de Inovação Rural propõe priorizar a gestão da propriedade junto às famílias, comunidades e organizações rurais, para que sejam “protagonistas de seu próprio desenvolvimento”. Essa gestão, explicou, se “dará por meio de assessoria técnica agropecuária e comportamental, continuada e em rede programada e personalizada, por interesse e afinidade”. É isso o que chamou de Fundater do futuro.’
O deputado federal Roberto Balestra disse que estará de “mão estendida” na Câmara Federal para apoiar as iniciativas do Fundater. Dorivan Nascimento Cruz, presidente que saía, fez sua prestação de contas, lembrando que “roeu muito osso duro”.