Eleições 2016: políticos devem alterar abordagens para garantir votos
Redação DM
Publicado em 25 de agosto de 2016 às 02:19 | Atualizado há 10 anosAs cadeiras da Câmara e da Prefeitura Municipal veem sendo disputadas iguais ao do período histórico da Guerra Fria e/ou faroeste, também conhecido como cinema western ou filme de cowboy. Depois de todos os candidatos terem registrados suas coligações junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), agora é hora de buscar apoio e conquistar o apreço da população. Em Goiânia, são sete coligações e três em Aparecida de Goiânia.
Com sorriso no rosto e disposição, candidatos soam a camisa ao percorrer ruas e avenidas, comércio e industrias de diversos bairros para cumprimentar a população do município. São tapas nas costas, beijos e abraços, entre outras manifestações de carinhos que acabam por sensibilizar todos. A abordagem ocorre, desde o mais humilde até o mais sofisticado cidadão, tendo como objetivo garantir seu tão sonhado: voto.
Neste período, os candidatos conseguem tomar nota sobre as deficiências existentes pela comunidade, os quais só aumentam com o passar do dia. As mudanças ainda não são certas, mas tanto um, quanto o outro propõem ideias e projetos que visam beneficiar a todos.
Assim como em qualquer mudança, toda alteração de rotina gera desconforto, mas que com o passar do tempo, vem sendo adequado, conforme cada administração. Ao contrario dos últimos 18 anos, neste os políticos vão ter de se apressar, pois a campanha terá duração de 45 dias, em vez de 90.
Ao longo dos últimos dois anos, mudanças na lei eleitoral foram aprovadas pelo Congresso Nacional e sancionadas pelo governo. Entre elas apenas financiamento de pessoas físicas, limitação de gastos. Para se ter ideia, nas eleições passadas, não havia restrições para os gastos de campanha e o valor era uma decisão dos próprios partidos políticos.
Em municípios com até 10 mil eleitores, o limite de gastos para campanha a prefeito nesta eleição será de R$ 108 mil e para vereador, de R$ 10,8 mil. No caso das cidades maiores, os candidatos a prefeito poderão gastar até 70% do valor declarado pelo candidato que mais gastou no pleito anterior, se tiver havido só um turno, e até 50% do gasto da eleição anterior se tiver havido dois turnos.
E, essas mudanças não foram as únicas, a população esta ainda mais exigente e, não é pra pouco. Muitas das reivindicações que deveriam ser atendidas, não mais foram. Outras como falta de infraestrutura de ruas e avenidas, praças também deixaram a desejar.
Além disso, a insegurança vem sendo um dos divisores de água. Portanto, é necessário mais que um tapinha nas costas dos eleitores para conseguir se candidatar. Pois, eles estão ainda mais exigentes, buscando seus direitos, visando melhores da coletividade, algo bem diferente que a visão dos políticos: aumentar seu poder aquisitivo.
(Acaray M. Silva, jornalista, assessor de imprensa, cerimonialista – e-mail: [email protected])