Waldir: “Não sou aventureiro, me preparei para ser prefeito”
Redação DM
Publicado em 19 de agosto de 2016 às 21:57 | Atualizado há 10 anosO deputado federal delegado Waldir Soares (PR) afirmou, ontem, não ser “aventureiro político” e que se preparou para administrar a cidade de Goiânia. “Tenho história nesta cidade. Atuei como delegado de polícia em todas as regiões de Goiânia e conheço os problemas, as demandas da sociedade.” O candidato do PR à prefeitura ressaltou que coloca seu nome à apreciação do eleitorado por ter um “projeto diferente, inovador e ousado” para Goiânia. “Não serei um prefeito acomodado, com os vícios do político tradicional. Tenho compromissos com as mudanças, com uma gestão austera e moderna”.
Ele frisou que tem visitado outras capitais do País para buscar subsídios e modelos que representam a modernidade na gestão pública. “Lancei os dez mandamentos, ou seja, dez projetos que vão representar avanços para a administração de Goiânia, em todas as áreas, principalmente saúde, educação, segurança, mobilidade, trânsito, transporte coletivo.”
Waldir Soares justificou que conta com apoio de apenas dois partidos – PR e PMN de um universo de 35 legendas – exatamente porque não aceita fazer da política um “balcão de negócios, leilão e práticas escusas”. Ele lembra que prefere “caminhar sozinho do que mal acompanhado”.
Na reta final das convenções, Waldir Soares perdeu o apoio do PMB e do PTN, o que provocou a desistência do médico Zacharias Calil como candidato a vice em sua chapa, sendo substituído pela médica Rose Cruvinel (PMN). “Não aceito negociatas, toma lá dá cá, por isso sofri rasteiras de partidos.”
Em entrevista à rádio 730/AM, o prefeitável do PR ressaltou que o ato de não contar com o apoio dos governos federal, estadual e municipal não dispõe de “cargos para oferecer a quem quer que seja”, daí o distanciamento dos partidos em relação a sua campanha em Goiânia. “Não tenho cargos nem dinheiro ou estrutura de campanha a oferecer aos partidos. Faço uma campanha, como das outras vezes, franciscana, com ajuda de amigos e percorrendo ruas e avenidas pelos bairros.”
Independente
Mais uma vez, o delegado Waldir Soares justificou que sua candidatura à Prefeitura de Goiânia é “independente” em relação ao Palácio das Esmeraldas, embora o PR integre a base aliada governista. “O PT participou dos governos Lula e Dilma e agora de Temer. No Estado, apoia o governo Marconi. Agora, minha campanha é independente, sem vínculos com governo.”
O prefeitável do PR lembrou que, no Congresso Nacional, tem liberdade para votar os projetos do Executivo de acordo com a sua “consciência.” Ele sustentou que aprova ou rejeita os projetos do governo federal de acordo com os “interesses da sociedade”.
Sem estrutura de campanha e com poucos recursos financeiros, Waldir Soares vai buscar o voto do goianiense através das redes sociais e do corpo a corpo nas caminhadas e passeatas pela cidade. “Tenho forte vínculo com o goianiense, pois ele sabe que tenho compromissos com a ética, com a moralidade e com uma gestão austera.”
Eleito prefeito, o deputado federal assegurou que vai promover uma “auditoria” nas contas da prefeitura, cortar cargos comissionados, romper contratos onerosos e impor uma “nova realidade” de gestão em Goiânia. “Vamos agir com rigor no combate à corrupção, aos privilégios e ao apadrinhamento político.”
Adversários
Waldir Soares disse não estar interessado em fazer críticas, ataques ou desqualificar os adversários, principalmente Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PSB). “Não faço política desvalorizando os adversários e sim apresentando melhores propostas para avaliação do eleitor.”
O candidato do PR sustentou que vai aproveitar os debates organizados pelas emissoras de rádio e televisão e a propaganda eleitoral para discutir projetos que venham melhorar a “qualidade de vida da população e transformar Goiânia numa cidade com serviços públicos que satisfaçam a todos.”