Política

Carlos Antônio vence o primeiro debate

Redação DM

Publicado em 19 de agosto de 2016 às 03:05 | Atualizado há 10 anos

Debate da Rádio Manchester de Anápolis, ontem, foi histórico e fez relembrar a campanha presidencial de 1989, quando Lula ficou nervoso e perdeu o debate para Fernando Collor de Melo e, consequentemente, a eleição.  O PT de Anápolis, representado pelo prefeito João Gomes, também protagonizou o mesmo espetáculo aos ouvintes da prestigiada rádio anapolina. Quando questionado pelo deputado Carlos Antônio, que afirmou em alto e bom som que o sindicato dos professores de Anápolis teria dito que ele não estaria cumprindo o plano municipal de educação, o prefeito ficou nervoso e não explicou direito sua relação com o professorado de Anápolis.

Quando percebeu o erro, João Gomes passou a elogiar seguidas vezes os professores e só faltou pedir desculpas aos mestres no final do debate. Enquanto isso, o deputado Carlos Antônio, que fala a linguagem do povo, mostrou conhecimento, especialmente no que se refere à previdência social, quando afirmou que os aposentados podem ficar tranquilos, caso ele seja eleito prefeito. Disse Carlos Antônio que vai procurar os mecanismos para pagar em dia os vencimentos, daqueles que contribuíram efetivamente com a sociedade e merecem um descanso remunerado digno, pelo tempo de serviços a favor do desenvolvimento de Anápolis e seu povo.

O candidato do PTB, Roberto Naves, foi outro que se perdeu em seus argumentos. Para se ter uma ideia, o seu nervosismo foi tão grande que ele errou a data em que chegou na cidade de Anápolis. Outro pecado cometido pelo candidato do PTB foi quando ele disse que é um candidato diferente dos demais. Não sabemos bem o que ele quis dizer para os ouvintes, mas o que ficou claro, certamente, foi a arrogância do candidato, que subestimou os candidatos que se expressam de forma simples e falam a língua do povo.

O médico Pedro Canedo, que tem fama de se expressar bem, ontem não teve em seus melhores dias na Rádio Manchester. Quando foi questionado para falar sobre infraestrutura, ele se perdeu e falou o tempo todo sobre saúde pública de forma dispersa e com a voz embargada, o que passou insegurança.

Valeriano de Abreu passou o tempo inteiro falando da Cristina, sua candidata a vice, e mais: dizia seguidamente que a preocupação de seu partido é com o ser humano. Ele começava a falar sobre determinado tema, mas se perdia e não concluía nenhum. Valeriano foi genérico em suas colocações e não pontuou nada em sua fala. Ele não mostrou com clareza onde queria chegar. Logo, foi o debatedor mais prolixo, ou seja, não deu conta de sintetizar nada.

Carlos Antônio conduziu bem sua participação. Não só pelo fato de ser radialista, mas pelo seu raciocínio rápido e o conhecimento que ele tem de seu plano de governo, quando ouviu a população em 45 reuniões, sempre ao lado de seu vice, o pastor Elismar Veiga. O candidato do governador Marconi Perillo e do PSDB conseguiu passar sentimento em suas palavras, do início ao fim do debate.

Ernani de Paula (PSDC) e José de Lima (PV) não compareceram. Certamente eles perderam uma grande oportunidade, no sentido de o povo anapolino conhecer no primeiro debate as ideias daqueles que postulam dirigir a cidade, que detém o segundo PIB do Estado de Goiás, além de ser um dos esteios do terceiro PIB das regiões metropolitanas do Brasil, ou seja: a BR 060, que liga Brasília ao munícipio de Goiânia, cujo PIB é de 300 bilhões de reais e só perde para as grandes capitais São Paulo e Rio de Janeiro.

 

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