A perna da mentira não é tão curta quanto se pensa
Redação DM
Publicado em 18 de agosto de 2016 às 01:43 | Atualizado há 10 anosO primeiro passo para se conhecer uma mídia livre e independente é conferir se ela oferece espaço para o exercício da opinião pública do cidadão, sem censura e sem amarras.
Existe em Goiás um veículo que encarna estes princípios: Diário da Manhã. Há, de mesma sorte, no país e no Estado de Goiás, um jornalista que é ideia e espírito encarnado destes princípios: Batista Custódio.
Qual a razão para alertar sobre a necessidade de focar sobre tais princípios constituídos de meios e pessoas? Você pode estar se perguntando, e esclarecemos, feliz e prontamente, estamos vivendo um tempo em que a mentira recrudesce por conta de interesses vis de grupos que há muito nadam, gozam e gastam nababescamente o erário enquanto os mais carentes e necessitados sofrem com a falta de atendimento à saúde, alimento, previdência, educação e transporte descentes.
Houve um momento em que os governos, em aliança com as elites que os controlavam, não acham imperativo se consumir em ações de desinformação. A publicidade era relativamente direta. As mentiras eram muito mais ingênuas. O domínio do fluxo de informações era conduzido com facilidade. Somente para se ter idéia do controle da elite sobre o Estado, que era dominado pela Igreja, as pessoas comuns sequer tinham a permissão de possuir uma Bíblia e, ainda mais, não podia ser traduzida do latim para outros idiomas, assim como outros livros com poder de motivar “ideias perigosas”.
O objetivo das elites, por tal razão, não era e nem é destruir a verdade, mas, ocultá-la. Hoje a técnica da mentira foi transformada e funciona como uma mágica viva e aprimorada visando dominar, não somente a razão, mas, também, a alma humana, porque o objetivo das elites não é destruir a verdade, mas, oculta-la.
O hoje e o agora retratam a visão aqui apontada. Todavia é preciso reconhecer que as vigarice são débeis e demandam permanente acompanhamento para conservá-las ativas. Uma verdade, por singular que seja, joga por terra um mar e um cabo de mentiras que se afoga e se enforca na própria mentira.
As pessoas estão tendo a capacidade e a oportunidade de pensar mais e se informar mais. É lógico e necessário manter-se em vigilante monitoramento para filtrar as manipulações dos especialistas da mídia treinados nas “Táticas de Alinsky”, o Maquiavel dos tempos modernos.
Considerando as premissas de Alinsky de que o “Poder não é somente aquilo que você tem, mas aquilo que o inimigo pensa que você tem”, é possível compreender, destarte, que o objetivo é atingir a credibilidade e a reputação do oponente.
No palco do duelo situação x oposição é freqüente e comum o incitamento à violência, argumentos idiotas, posicionamentos ridículos e infindáveis bobagens. A verdade é importante e imperativa na construção de uma sociedade justa, equilibrada e honesta. Causa mal enorme o indivíduo mau ou a sociedade má. Infelizmente é comum observar inumeráveis grupos de pessoas que não se respeitam e menos ainda à sociedade que compartilham.
Quando o ser humano perde o respeito por ele mesmo a sociedade padece. Nenhum golpe é maior para a família e para a sociedade quando o cidadão perde o respeito por si, pelo próximo e principalmente por Deus. O Brasil está fadigado com a medonha mentira que teima voltar ao poder. Precisamos nos socorrer do ar da verdade para sobreviver até que a justiça consiga enjaular o mau que causou mal ao país, pois o que se percebe é que a perna da mentira não é tão curta quanto se pensa.
(Miron Parreira Veloso, bel. C. Contábeis, gestor público, jornalista, radialista, escritor. Livro pub. Gestão Pública – Prática e Teoria (UEG))