Arte e espiritualidade
Redação DM
Publicado em 11 de agosto de 2016 às 03:40 | Atualizado há 1 anoA tentativa de produção artística que envolve a espiritualidade não tem registro inicial datado, supõe sua produção desde a aurora dos tempos, há relatos do Antigo Egito até os dias de hoje. Os egípcios estabeleciam uma forte aproximação de suas manifestações artísticas com a esfera religiosas. A crença na vida após a morte motivou os egípcios a construírem tumbas, estatuetas, vasos, mastabas, imensas pirâmides, pinturas e baixos-relevos, etc.
Muitos Xamãs de diversas partes do globo desenvolvem trabalhos paranormais, em geral entram em transe na tentativa de fazer contato com o mundo espiritual. Às vezes meditam no isolamento ou se concentram nos sons rítmicos de tambores, cantos ou danças; outras jejuam ou usam drogas alucinógenas. Uma vez que mente e corpo rendem-se ao transe, o xamã fica à vontade para visitar o mundo espiritual – muitas vezes, dizem, através do voo mágico. Os exemplos com maior notoriedade vêm de três culturas tribais: os esquimós Iglulik, os índios Sioux Oglala e os índios Huichol, do México.
Para a tribo Huichol, do México, um sono sem sonhos é muito pior do que ficar completamente sem dormir. Porque é através dos sonhos e das visões que eles recebem as mensagens dos deuses. Os sonhos mostram ao xamã Huichol o que é preciso fazer, mas seus verdadeiros poderes lhe são revelados através de visões provocadas pelo peiote, um cacto alucinógeno usado nos rituais.
Enquanto come esses botões de peiote o xamã às vezes segura um disco multicolorido onde sonhos anteriores estão reproduzidos. Esses discos de sonhos ajudam o xamã a evocar alguma promessa feita aos deuses durante uma visão precedente.
Na tradição espirita, a comunicação artística é conhecida popularmente como Pintura Mediúnica, Psicopictografia ou Pictografia. É um fenômeno inaugurado pelo escritor e poeta francês Victor Hugo no período que permaneceu exilado na ilha de Jersey após 1855, a mando do imperador Napoleão III.
“Enquanto come esses botões de peiote o xamã às vezes segura um disco multicolorido onde sonhos anteriores estão reproduzidos.”
Mas é essencialmente no Brasil, a partir dos anos 70, que a pintura mediúnica pode ser considerada um fenômeno social, tendo como objetivo sensibilizar as pessoas e principalmente servir de comunicação entre o mundo espiritual e material. Talvez o médium mais conhecido, que pratica a pintura mediúnica, seja o psicologo paulista Luiz Gasparetto. Gasparetto realizava composições que utilizava as mãos, os pés, a boca e as vezes todos ao mesmo tempo, no intervalo de poucos minutos. O psicologo já intermediou trabalhos de famosos artistas desencarnados como Renoir, Da Vinci, Rembrandt, Toulouse-Lautrec, Modigliani, Picasso, Monet, etc.
A pintura mediúnica é realizada em estado de transe de inconsciência total ou semiconsciência. Geralmente são grupos específicos de médiuns, com frequência na casa espírita e promovendo estudos. A pintura mediúnica funciona quando o espirito desencarnado se aproxima do campo magnético do médium que se comunica com essa entidade através da glândula pineal, o médium em comunicação com o espirito, por sua vez realiza trabalhos complexos de formatos e composição pictórica, que só um exímio artista conseguiria praticar. – Muitos médiuns nunca tiveram contato com qualquer tipo de arte antes de começar a praticar a pintura mediúnica.
Vale a pena citar que além de toda uma estrutura física adequada para o trabalho mediúnico, como, médiuns preparados, uma mesa ou um lugar para que se possa adequar melhor as pessoas ali envolvidas e pontualidade, existe também uma organização espiritual para que o trabalho seja feito com qualidade, médiuns relatam que veem até filas de espíritos esperando a oportunidade de se comunicar através do médium, no mundo espiritual, nesse tipo de trabalho mediúnico, eles tem coordenadores e até guardiões para selecionar os espíritos no recinto visando a melhor organização e harmonia no ambiente.
Eventos paranormais, psicocinese, telepatia, viagem astral, conexão quântica, pintura mediúnica, comunicação com o além do homem, fatos que transcendem a explicação lógica e caem no âmbito da fé, do acreditar, da possibilidade de existir sem fator racional.
Seria a ocorrência de tais eventos uma tentativa de simplesmente negar sua existência finita em prol da ideia reconfortante de vida após a morte? Ou a constatação de que somos capazes de interagir e comunicar com entidades de um campo metafisico, e a absoluta certeza da transcendência do espirito após a vida no campo físico?
Temos de fato a chance de usar partes ainda desconhecidas do cérebro, capaz de promover essa suposta comunicação, que temos todo esse poder na mente? – Nosce te Ipsum.
Estas respostas, porém, ficarão no limite das hipóteses.
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