Codese apresenta a vereadores propostas para Goiânia
Redação DM
Publicado em 10 de agosto de 2016 às 02:31 | Atualizado há 10 anosO presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico, Sustentável e Estratégico de Goiânia (Codese), Renato de Sousa Correia, esteve ontem na Câmara Municipal de Goiânia, onde se reuniu com o presidente da Casa, Anselmo Pereira (PSDB), e cerca de outros 15 vereadores, para apresentar a entidade e pedir adesão dos vereadores ao projeto Goiânia 2033 – o Centenário, publicado em forma de livro e entregue aos parlamentares durante a sessão. A meta, segundo Correia, é que Goiânia saia da 45ª posição e passe a figurar entre as 10 melhores do País para se viver até o ano de seu centenário, segundo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Na ocasião, Correia explicou aos parlamentares, após exibição de vídeo institucional, que o Codese é formado por representantes da sociedade civil organizada sem fins lucrativos cujo objetivo é contribuir com o poder público com planejamento em longo prazo para a melhoria da qualidade de vida de Goiânia. “O que motivou a criação do Codese foi a descontinuidade dos projetos e ações da administração pública quando há mudança partidária dos políticos”, contou. A proposta, assim como já foi realizado junto aos prefeitáveis, é fazer com que os vereadores também assumam o compromisso de aderir ao projeto. “Devemos voltar em 15 dias para saber se eles concordam com a parceria”, disse Renato.
A entidade realizou a entrega das propostas aos pré-candidatos a prefeito no mês passado. No dia 1º de agosto, em reunião no Castro’s Hotel, os candidatos à prefeitura assinaram o termo de adesão, registrado em cartório. Todos os vereadores presentes na sessão de ontem externaram apoio à iniciativa do Codese. O presidente Anselmo Pereira destacou que o Codese fez uma advertência fantástica àqueles que querem legislar por Goiânia. Segundo o tucano, as propostas são da maior importância e exequíveis dentro do município. “É essencial para que nós, legisladores, e os futuros administradores de Goiânia tenham conhecimento para planejar o futuro da cidade”, considerou.
Para Anselmo, o futuro prefeito tem um desafio muito grande, já que a cidade tem se desenvolvido e evoluído, às vezes, até mesmo contra seu planejamento. “O Codese tem dados técnicos e científicos capazes de equacionar os diversos gargalos que temos ainda dentro da administração pública da nossa cidade”, emendou. Elias Vaz (PSB) afirmou que a contribuição da entidade é fundamental, pois “cria uma referência para o debate”. “Vamos discutir política de Estado e não política de governo, que pensa apenas o próximo mandato. A política de Estado pensa em longo prazo e isso é um novo marco na administração pública”, defendeu.
Fábio Caixeta (PSD), por sua vez, defendeu que o Legislativo altere algumas leis garantindo a presença de representantes da entidade na elaboração da Planta de Valores e na Câmara Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC). Já Carlos Soares (PT) elogiou o material entregue aos parlamentares por conter pesquisas e muitas informações. “Podemos partir de uma proposta real, pois há ausência de informações e essas podem contribuir para debater muito a cidade e avançar na melhoria dessa cidade que nós vivemos”, falou. No caso dos prefeitos, alguns pontos propostos no projeto Goiânia 2033 foram questionados e debatidos com os membros do Conselho. No entanto, todos os prefeitáveis assinaram o termo de adesão.
Dentre as 12 prioridades que o projeto do Codese elenca para as melhorias da cidade, Renato Correia destacou três que considera as mais importantes: gestão pública com eficácia, eficiência e com planejamento financeiro; educação infantil e fundamental com qualidade para se tornar referência nacional; e, por fim, fazer com que Goiânia volte a liderar as questões da região metropolitana, ou seja, agir efetivamente como capital de Goiás para também se tornar uma referência no cenário nacional. “Será necessário criar uma agenda positiva e acompanhá-la para que Goiânia volte a ser protagonista no cenário estadual e nacional. O Codese está disposto a cooperar no que for possível”, concluiu.