Política

Marconi: “PSDB fez uma boa aliança com Vanderlan”

Redação DM

Publicado em 10 de agosto de 2016 às 02:27 | Atualizado há 10 anos

O governador Marconi Perillo afirmou que o PSDB fez uma “boa aliança” na Capital, ao apoiar a candidatura do empresário Vanderlan Cardoso (PSB). Para ele, os tucanos lançam chapa competitiva de vereadores e indicam o candidato a vice-prefeito (Thiago Albernaz).

Sobre a frustrada tentativa do  PSDB de lançar candidato próprio à Prefeitura de Goiânia, fato que não ocorre desde 2000, quando Lúcia Vânia perdeu as eleições, o governador disse que são coisas que acontecem no processo político-eleitoral. “Com esse tempo tão limitado de televisão e rádio, os candidatos mais conhecidos acabam se sobrepondo”.

O governador ressaltou que espera que, na campanha eleitoral, os candidatos ao Paço façam um debate em torno de ideias e de projetos para Goiânia. “É isso que toda a sociedade goianiense também espera”. Questionado sobre qual o “tom” que Vanderlan Cardoso deve dar à campanha eleitoral, agora que conta com o apoio político de diversos partidos – principalmente do PSDB – vinculados ao Palácio das Esmeraldas, Marconi Perillo disse que o seu partido espera “reciprocidade”.

A expectativa, no ninho tucano, é de que Vanderlan Cardoso assuma um discurso de “alinhamento” ao governo Marconi, abdicando do posicionamento “independente” que vinha adotando nas últimas semanas.

A aproximação entre o PSDB e aliados do governador ao PSB de Vanderlan Cardoso ocorreu após a desistência do pré-candidato tucano Giuseppe Vecci de concorrer à prefeitura.

Como o aceno do governador na direção do ex-governador Iris Rezende não avançou, principalmente em razão de posicionamentos “intransigentes” do deputado federal Daniel Vilela, presidente estadual do PMDB, da ex-deputada federal Iris Araújo e do senador Ronaldo Caiado, Marconi iniciou, de imediato, conversações com a senadora Lúcia Vânia e com Vanderlan Cardoso para definir um “novo eixo” para a sucessão em Goiânia.

O Palácio das Esmeraldas não conseguiu êxito em relação a dois partidos aliados – PSD e PTB -, que optaram por lançar a candidatura do deputado estadual Francisco Júnior à prefeitura. O deputado federal Jovair Arantes (PTB) disse ao governador que, por lealdade, tinha compromisso com Francisco Júnior, que fora seu candidato a vice-prefeito nas eleições de 2012.

Marconi Perillo ressaltou que as eleições municipais deste ano não têm relações com o pleito estadual de 2018. “Cada eleição tem o seu tempo. Estamos em 2016 e 2018 está muito longe ainda”.

O governador frisou que a situação do PSDB no Estado é “muito boa”, adiantando que os tucanos têm candidatos e coligações nos 246 municípios.

Dívidas dos estados

Em artigo publicado na edição da última terça-feira do jornal Folha de S. Paulo, o governador Marconi Perillo (PSDB) defende a aprovação no Congresso do Projeto de Lei Complementar (PLP) 257, que é a contrapartida exigida pelo governo de Michel Temer junto aos Estados para que a renegociação das dívidas seja concretizada. O PLP 257 proíbe que o Estados deem aumento acima da inflação aos servidores por dois anos e as despesas só poderão subir de acordo com a inflação do ano anterior. O texto também impede a realização de concursos públicos por dois anos.

“O PLP 257 é muito mais que a mera renegociação das dívidas dos Estados com a União: é, principalmente, o compromisso dos governadores com o controle das despesas correntes. Os mecanismos para a contenção dos gastos estão estabelecidos nos três pilares do projeto. Um deles é a correta definição de despesas com pessoal, que cresceram nos últimos anos à margem da Lei de Responsabilidade Fiscal”, diz Marconi.

Marconi ainda defende que a limitação de gastos seja estendida a outros poderes. “É nesse sentido que exortamos o Congresso Nacional a apreciar e aprovar o projeto, em atendimento ao pleito dos governadores. A aprovação representaria um movimento conjunto por mais responsabilidade fiscal, meta a ser encampada não apenas pelo Executivo, mas também por Judiciários e Legislativos estaduais”.

“Como governador de Goiás, sinto-me completamente à vontade para defender o PLP 257. Em primeiro lugar, não figuramos entre seus maiores beneficiários. Em segundo, nosso Estado já está colhendo os frutos do ajuste iniciado no final de 2014, antes de mergulharmos na crise de 2015”.

 

 

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