Agro carrega Brasil nas costas
Redação DM
Publicado em 9 de agosto de 2016 às 02:38 | Atualizado há 10 anosDizendo que a cadeia produtiva do agronegócio “carrega os Brasil nas costas”, a senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) proferiu palestra sobre Liderança e Protagonismo do 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio, ontem, 8, a cerca de 800 participantes. no auditório do Sheraton Hotel, em São Paulo.
A senadora, que preside a Comissão de Agricultura e Reforma Agrária no Senado Federal, salientou que o segmento do agro é competitivo e merece atenção. A parlamentar se referia à necessidade do governo dar segurança jurídica ao setor e estabelecer um relacionamento entre empregados e empregadores rurais.
Fez uma referência, que chamou de caráter construtivo, de um chamativo da Rede Globo sobre a relevância do agronegócio brasileiro. “O agronegócio é gente e não agro técnico”, referiu-se, pedindo mudança para valorizar mais as pessoas envolvidos na atividade agropecuária.
Preconceito condenado
Ana Amélia fez críticas, também, ao preconceito ideológico contra o agronegócio. O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Carlos Corrêa Carvalho, que a antecipou, disse que o agronegócio nas últimas três décadas provocou mudanças sem precedentes no Brasil.
“Saiu da condição de importador a exportador e, ainda assim, sentimos discriminados e até hostilizados”, manifestou, observando que é preciso lutar contra essa atitude de fundo ideológico. Hoje, o Brasil é o segundo maior exportador de grãos e carnes do mundo, depois dos Estados Unidos. E, segundo a FAO, organismo de alimentação e agricultura da ONU, o Pais em futuro próximo será líder na produção de alimentos no ranking mundial.
Atualmente, lembrou o dirigente da Abag, o Brasil ocupa espaço também na produção do etanol, como energia alternativa. Criticou, no entanto, a burocracia governamental. “Entendo que menos governo e mais mercado constituem saída para o aumento da produção e da geração de empregos”, concluiu.
Abrindo o leque
O ex-embaixador do Brasil na França, Marcos Azambuja, avaliando a crise política e econômica brasileira, considera que “o Brasil entrou na recessão, mas a recessão, mas o agronegócio não”. Na sua visão, o Itamarati precisa nas suas relações exteriores “manter uma diplomacia de resultados, buscando acordos bilaterais sub-regionais, sem preconceito ideológicos”. O estabelecimento de uma política de aproximação com os vizinhos é defendido por ele, objetivando a transposição oceânica. Ele quer significar com essa proposta a interligação rodoferroviária com o Peru e alcançar a Ásia pelo Pacífico.