Brasil

A vitória sobre o desânimo vem do amor

Redação DM

Publicado em 6 de agosto de 2016 às 03:39 | Atualizado há 10 anos

A vitória sobre o desânimo vem do amor e do desejo de permanecer na frequência de Deus, que tudo pode. Sabemos que não há vitória sem luta. Em todos os tempos da Humanidade, os maiores vencedores são aqueles que mais lutam, porém são os que mais encontram dificuldades, ainda assim jamais desistem, seguem sempre enfrente, trabalhando para aperfeiçoar a si mesmo e aos outros. Como afirma Paiva Netto: “Não apontar apenas os erros, há gente muito crítica que não abre caminho para ninguém. Aponta apenas os erros… Entretanto, não estende a mão, não propõe conserto algum à sociedade… Mas Jesus é diferente! Quando se dirige às Sete Igrejas da Ásia, Ele reconhece suas qualidades, mostra o que elas têm de bom, conforta, oferece um conselho, encoraja e, quando necessário, ‘puxa a orelha’ de seus integrantes, não para derrubar quem quer que seja, contudo para convoca-los à correção do que está errado.” Vamos analisar essa passagem do Apocalipse de Jesus, segundo João, 2: 1-7. Nela Jesus chama a nossa atenção para não perdermos a primeira caridade, ou seja, a vontade de ajudar o próximo. É bom recordar os melhores momentos da vida: o primeiro amigo, o primeiro amor, o primeiro instante na Escola e na Faculdade. Para a nossa reflexão trago um exemplo: Um acadêmico de Direito passa anos a planejar,  quando formar vou defender os necessitados. São dias, semanas e meses a imaginar, em colocar tudo em pratica, mas quando pega o diploma, esquece tudo! – O desejo de ajudar, a emoção dentro da sala de aula, o entusiasmo, o sonho de defender os humildes sucumbiu, perdeu o amor pela primeira caridade, agora, enxerga só cifras, números, olha nas pessoas com desprezo, já se considera diferente, acima dos outros, o amor esfriou, perdeu o amor pela primeira caridade. E foi exatamente o que Jesus advertiu ao povo da Igreja em Éfeso:

“1. Ao Anjo da igreja em Éfeso escreve: Estas coisas diz Aquele que conserva na mão direita as sete estrelas e que anda no meio dos sete candeeiros de ouro.

  1. Conheço as tuas obras, assim o teu labor, como a tua perseverança, e que não podes suportar os maus, e que puseste à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os achaste mentirosos.
  2. e tens perseverança, e suportaste provas por causa do meu nome, e não te deixaste esmorecer.
  3. Tenho, porém, contra ti que abandonaste a tua primeira caridade.
  4. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te, e volta à prática das primeiras obras; se não, virei a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas.
  5. Mas isto tens de bom: detestas as obras dos nicolaítas, as quais eu também desprezo.
  6. Quem tem ouvidos de ouvir ouça o que o Espírito diz às igrejas do Senhor. Ao vencedor, darei a comer os frutos da Árvore da Vida Eterna que se encontra no paraíso de meu Deus.”

Para a nossa analise, trago trecho do artigo de Paiva Netto,

O Sol nasce para todos:

“Muita vez Você está desesperado (ou desesperada) e exclama: “Tudo acabou! Nada mais existe. Não resta a mínima esperança!”

No entanto, o Sol continua brilhando lá fora; o ar, circulando à sua volta; a vida, vivendo… A Humanidade persiste, repleta de confiança, malgrado tantos tropeços. Pessoas se amando, existindo, realizando… Todavia, Você vê e sente tudo com azedume, porque se tornou particularmente amargo (ou amarga). Talvez falte um pouco de piedade no seu coração. Ensina o Profeta Muhammad: “Que a Paz e as bênçãos de Deus estejam sobre ele!”:“A misericórdia é a riqueza dos crentes.” Há dois mil anos, porém, Jesus advertia: “Se os teus olhos são trevas, que grandes trevas serão!” (Evangelho, segundo Mateus, 6:23). Isto é, quão sombria será a sua sorte! Entretanto, milênios de Cristianismo humano transcorreram. E, quando o Mestre, apesar de todas as aparências em contrário, se aproxima para iluminar, por meios que apenas Ele conhece, o planeta, com o Seu Cristianismo total, sublimando realmente a trajetória terrena, Você pensa em desistir?!… Querer “morrer na praia”, depois de atravessar oceanos de lutas e dificuldades, que pareciam desejar afogá-lo (ou afogá-la) no desespero?! Nos momentos de desânimo, lembre-se destes dizeres do saudoso papa João XXIII (1881-1963), que, com o seu conhecido alto-astral, afirmava: “Sou sempre otimista, ainda quando exprimem perto de mim profunda inquietação pelo destino da Humanidade.”

O Sol nasce para todos. Não tem culpa de que o egoísmo ainda vigore na Terra. “Quousque tandem, Catilina?” Winston Churchill (1874-1965), não obstante os seus muitos críticos, foi um exemplo de pertinácia. Na hora dramática em que, com mão poderosa, conduzia a sua “pequena ilha” na resistência a Adolf Hitler (1889-1945), a voz dele levantava-se contra o medo. E o povo fortalecia-se na férrea decisão de não ceder aos nazistas. Isto já faz parte da História. Contudo, nestas palavras que retratam bem sua forte determinação, até hoje nos convida a jamais desanimar: “Nunca desista. Nunca, nunca, nunca!” “Em nada, grande ou pequeno”. “Importante ou insignificante”… “Nunca desista!” Acertada medida é, pois, em ocasião alguma capitular ante os desafios da existência espiritual e física. Mas entenda, acima de tudo, a lição do Educador Celeste tal como os Seus Apóstolos a compreenderam: insista sempre mais um pouco e sentirá que a sua redenção está próxima. Disse o Cristo: “Na vossa perseverança, salvareis as vossas almas” (Evangelho, segundo Lucas, 21:19). “Por conseguinte, é proveitoso guardarmos esse Divino Alertamento no coração e na mente em todos os instantes de nosso viver. Dessa forma, trilharemos cada vez mais no rumo da felicidade eterna e da Glória de Deus. Jesus é forte mensagem de esperança numa época de tamanha desilusão para tantos, conclui Paiva Netto.” A vitória sobre o desânimo vem do amor e da coragem, alicerçada na fé em Deus que é a fonte de toda a energia do Universo. Nele encontraremos o verdadeiro entusiasmo para vencer o desânimo.

 

(João Areis Preda, Jornalista e escritor, [email protected])

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