Política

Iris sobre aceno de Marconi: “Me senti orgulhoso”

Redação DM

Publicado em 6 de agosto de 2016 às 03:39 | Atualizado há 10 anos

“Me senti orgulhoso”, afirmou o ex-governador Iris Rezende, ao comentar, ontem, ao chegar à convenção do PMDB, a proposta feita pelo governador Marconi Perillo de aliança do PSDB com o seu partido na disputa pela prefeitura de Goiânia. A união de tucanos e peemedebistas foi inviabilizada em razão de forte reações contrárias de aliados de Iris, principalmente da parte do deputado federal Daniel Vilela (presidente estadual do PMDB), senador Ronaldo Caiado (DEM) e da ex-deputada federal Iris Araújo.

Na conversa com os jornalistas, Iris Rezende explicou que não se trata de não ter aceito o apoio do PSDB. “Estou saindo candidato a prefeito, pela quarta vez, não para uma realização pessoal, política, mas sim por atender a um apelo da população, que me conhece e sabe da minha capacidade e experiência e aceitar desafios e apresentar resultados na administração.”

O candidato do PMDB revelou que pretende participar das eleições deste ano, em Goiânia, com “humildade e movido pelo ideal de servir, principalmente aos mais necessitados.”

Lembrou o prefeitável que não fará campanha com com “retaliações ou ataques” a quem quer que seja. “Estou na vida pública para construir, trabalhar em favor do povo. Não quero ganhar eleição dizendo que os adversários não prestam. Quero ganhar a eleição mostrando que tenho capacidade e experiência para governar a cidade.”

Iris Rezende definiu três prioridades para a administração: saúde, segurança, pavimentação asfáltica e habitação popular. Ele anunciou se, eleito, vai retornar com os mutirões. “A população precisa de união de todos para resolver as suas demandas de falta de asfalto, de iluminação pública, de eliminação de matagal. Com os mutirões, vamos engajar toda a comunidade na solução dos problemas coletivos.”

Questionado se fará oposição ao prefeito Paulo Garcia (PT), Iris Rezende disse que aceitou concorrer novamente à prefeitura de Goiânia para debater “ideias e projetos” e realizar uma campanha “propositiva”. E acrescentou: “Não vou perder tempo em dizer que sou oposição a esse ou aquele.”

O peemedebista lembrou que seu objetivo é de “pensar no futuro de Goiânia”, com iniciativas que, efetivamente, venham melhorar a qualidade de vida das pessoas. Ele revelou que, ao assumir a prefeitura de Goiânia, em janeiro de 2005, se deparou com um débito financeiro na ordem de R$ 260 milhões. “E não fiquei lamentando. Tomei a iniciativa do trabalho para pagar as dívidas, aumentar a receita e realizar as obras esperadas pela população.”

Iris Rezende revelou que o PMDB acertou alianças com DEM, PRP, PDT, PTC. O Solidariedade, presidido em Goiás pelo ex-deputado federal Armando Vergílio e que foi candidato a vice-governador de Iris em 2014, ainda não acertou a coligação com os peemedebistas. Iris conversa com as direções do PRB e Solidariedade.

Vice-prefeito

Até o início da noite o PMDB ainda não tinha definido, com aliados, o candidato a vice-prefeito na chapa a ser encabeçada por Iris. Estão cotados: Joel Sant’ana Braga Filho (DEM) e Major Araújo (PRP) e Armando Vergílio (Solidariedade).

Fernando Meirelles, presidente estadual do PTC, confirmou o apoio à candidatura de Iris. O PTC pertencia a base aliada do governador Marconi Perillo. O irmão de Fernando é o deputado estadual Cláudio Meirelles, que não esconde sua contrariedade política com o Palácio das Esmeraldas.

Iris Rezende vai prosseguir hoje as conversações com os presidentes dos partidos aliados para definir o candidato a vice-prefeito, já que rejeita a ideia de chapa puro sangue –seja candidato a prefeito e vice do PMDB. “A preferência é dos partidos aliados para a escolha do nome do vice”.

 

 

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