Sabrina Garcêz: “Instabilidade do PR pôs fim ao acordo com PMB”
Redação DM
Publicado em 5 de agosto de 2016 às 01:56 | Atualizado há 10 anosA advogada Sabrina Garcêz, presidente do diretório municipal do PMB, aponta que a instabilidade do PR pôs fim ao acordo entre as duas siglas. As explicações da dirigente ocorrem após o médico Zacharias Calil anunciar que não estará mais como vice-prefeito na chapa do candidato delegado Waldir Soares.
“Há três semanas, o PMB procurou o Flávio Canedo (presidente estadual do PR) – isso porque já havíamos procurado o delegado Waldir – para definições sobre a convenção e da chapa proporcional para vereadores. Quando procurei o Flávio, para tratar do assunto, o próprio me disse que a vaga de vice-prefeito não estava garantida para o nosso partido. A partir desse momento, diante da resposta, anunciei a ele que iria ouvir as outras vias, já que estávamos bem próximo da convenção e nada do PR sinalizar com nenhuma certeza”, explica Sabrina Garcêz.
A presidente da sigla explica que o médico Zacharias Calil foi avisado e que o próprio disse ter desistido de ser candidato. “Não entendi porque adotou essa postura tão agressiva ao afirmar que ele levou uma rasteira. Após alguns dias parece que ele voltou atrás, mas em nenhum momento fui avisada disso”, explica a dirigente do PMB.
Sabrina Garcêz disse que após a resposta do PR manteve sempre a conversa com o médico. “O partido tinha interesse de fortalecer seu nome para a vaga de vice-prefeito, independente de qual candidato viesse a apoiar. Mas tudo isso iria acontecer dentro de um contexto em que não prejudicasse a chapa de vereadores. Só não conversamos mais porque nas últimas semanas de julho o Dr. Zacharias viajou para Aruanã e não houve possibilidades de uma proximidade maior. Estávamos nas últimas semanas. A negativa do Flávio Canedo me fez ouvir todos os pré-candidatos a prefeito de Goiânia. Por último, conversamos com o Vanderlan (Cardoso), que se mostrou disposto a construir com PMB uma chapa que não prejudicasse os nossos pré-candidatos a vereador, ao contrário do PR, que estava preocupado somente com a candidatura Waldir”, explica a advogada.
Para Sabrina Garcêz, faltou diálogo dentro do PR para definir a coligação. “O Waldir falava uma coisa e o presidente do partido outra. O Flávio inclusive me disse que o Waldir não entende de política partidária. Eu sou presidente estadual do partido, disse ele”. A advogada confirma que realmente houve reunião entre ela, a presidente estadual do PMB, Rose Guimarães, Zacharias e Waldir e que nela ficou definida a chapa com o médico de vice. Mas desde o início ficou acertado também que a coligação deveria privilegiar a chapa de vereadores. “Isso ficou bem claro”, destaca.
Sobre o discurso adotado por Waldir Soares e Zacharias Calil, Sabrina Garcêz diz entender o delegado, já o médico pode ter agido de forma agressiva pela falta de experiência política. “Em momento nenhum ele chegou a construir ou tentar fortalecer o partido. O Dr. Zacharias nunca foi a nenhuma reunião do partido e nunca quis ir às reuniões dos pré-candidatos a vereadores, que sempre o chamaram. Ele estava preocupado com a chapa majoritária. A inexperiência, o fato dele não se integrar ao partido, fez com que ele não ser tornasse um nome unânime. Os pré-candidatos a vereadores não quiseram sacrificar a chapa para apoiá-lo”.
Sabrina Garcêz diz que respeita as críticas e que o médico e o delegado estão no direito deles, mas que não irá alongar a polêmica. “Quem está na política tem que aprender com essas adversidades. Se entenderam que a melhor alternativa é o ataque, respeito. Essa não é e não será minha forma de agir. Não sou adepta ao discurso do ódio. Sempre adotei o discurso conciliador. Tomei a decisão de ouvir outros partidos porque a chapa proporcional não era uma prioridade para o PR”, afirmou a presidente do diretório do PMB.