Faltou inspiração
Redação DM
Publicado em 5 de agosto de 2016 às 01:54 | Atualizado há 1 anoO Brasil dominou, atacou e insistiu bastante, mas não conseguiu passar pela África do Sul em sua estreia no torneio masculino de futebol dos Jogos Rio 2016. As seleções empataram por 0 a 0 no Estádio Mané Garrincha, em Brasília (DF), pela primeira rodada do Grupo A.
A seleção brasileira teve amplo domínio da partida, mas esbarrou na forte marcação dos sul-africanos. O time do astro Neymar teve 63% da posse de bola e deu 21 chutes a gol, contra nove dos adversários. Na segunda etapa, a equipe chegou perto de marcar com Gabriel Jesus, mas a finalização do atacante brasileiro acertou a trave.
“O time criou bastante e teve boas oportunidades, mas não conseguimos marcar. Faz parte, às vezes isso acontece. Mas somamos um ponto e no domingo temos outra chance de vencer”, comentou o goleiro Weverton.
No domingo (7), às 22h, novamente na capital federal, o Brasil joga contra o Iraque, que empatou por 0 a 0 com a Dinamarca na estreia. No mesmo dia, às 19h, os dinamarqueses enfrentam a África do Sul, também no Mané Garrincha.
O jogo
Após o Hino Nacional Brasileiro ser cantado pelo público presente no Mané Garrincha com uma empolgação semelhante à da última Copa do Mundo, dois anos atrás, a expectativa era de que a seleção dirigida por Rogério Micale também entusiasmasse.
Assim que a bola rolou, contudo, o Brasil deixou bastante a desejar. Era a África do Sul o time que chamava a atenção com algumas jogadas de efeito, sem se intimidar com o fato de atuar contra o anfitrião e um dos favoritos ao título olímpico. Para piorar, o goleiro Weverton, substituto do cortado Fernando Prass, deu alguns sustos na torcida amarela.
Do lado brasileiro, até havia posse de bola, porém pouca criatividade. Os armadores Renato Augusto e Felipe Anderson não encontravam Gabriel, Gabriel Jesus e Neymar, que se movimentavam pouco e mostravam-se inofensivos para a defesa sul-africana. Existia muito distanciamento entre o meio-campo e o ataque.
Incomodado, Neymar começou a forçar jogadas individuais pelo lado esquerdo – chegou a levantar a torcida aos 28 minutos, com um chute de fora da área defendido de forma plástica pelo goleiro Khune, mas não foi além disso. Felipe Anderson ainda tentou ajudar, com finalizações de longa distância, quase sempre sem direção.
Sem alterações no intervalo, o Brasil procurou mudar a sua postura no segundo tempo. A equipe da casa agora atacava em bloco. E continuou exposta à ousadia sul-africana. Como aos três minutos, quando Dolly tabelou com Masuku e, com liberdade, concluiu forte e cruzado. A bola passou perto da meta.
A África do Sul sofreu um abalo aos 14 minutos, logo após substituir Masuku por Morris. Mvala acabou expulso pelo rígido árbitro espanhol Antonio Mateu Lahoz porque cometeu uma falta em Zeca – antes, havia recebido o cartão amarelo por derrubar Neymar, que valorizou bastante o choque.
Para aproveitar o espaço que o Brasil ganhou, Micale apostou nas entradas de Luan e Felipe Alcântara nos lugares de Felipe Anderson e Rafinha. E quase comemorou um gol aos 24 minutos. Luan avançou pelo lado esquerdo da área e cruzou. A bola sobrou limpa para Gabriel Jesus, em posição duvidosa, abrir o placar, mas o palmeirense bateu na trave. Inacreditável.
A seleção brasileira aumentou a pressão depois de assustar a África do Sul, mas de maneira bastante desorganizada. A última ficha de Micale foi a troca de Douglas Santos por William. Também não surtiu efeito.
