PMDB e aliados afastam Waldir e Vanderlan e buscam nome
Redação DM
Publicado em 3 de agosto de 2016 às 02:44 | Atualizado há 1 anoCom a saída de Iris Rezende, o PMDB não sabe qual rumo tomar em relação à disputa pela Prefeitura de Goiânia. De um lado, Pedro Chaves, José Nelto, Agenor Mariano e Iris Rezende defendem a candidatura própria do partido, representada por Bruno Peixoto; de outro, Maguito Vilela e Daniel Vilela querem aliança com Wanderlan Cardoso (PSB) já no primeiro turno. A decisão sobre qual rumo tomar sobre as eleições em Goiânia será decidida pelo PMDB em convenção marcada para 5 de agosto.
Desde que anunciou a sua desistência de concorrer à Prefeitura de Goiânia, Iris Rezende afastou-se das conversações políticas, mergulhando o PMDB numa crise interna, já que o partido não tem um nome competitivo ao pleito deste ano. Iris se nega a tratar de eleições municipais, embora esteja sendo procurado por lideranças políticas, principal do PR de Waldir Soares e do PSB de Vanderlan Cardoso.
Apoio a Vanderlan
O deputado federal Daniel Vilela afirmou que o PMDB deve apoiar Vanderlan Cardoso (PSB), caso o partido não lance candidato próprio. Hoje, no PMDB, Bruno Peixoto e Agenor Mariano são os nomes que se destacam para uma candidatura ao Paço Municipal. Peixoto, que é deputado estadual, foi o melhor colocado na pesquisa Serpes/O Popular, com 4,6%.
O prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito Vilela, concorda com seu filho, Daniel, de que, sem candidato competitivo, o PMDB deve apoiar desde já a candidatura de Vanderlan Cardoso. “O partido tem bons nomes, mas, ao meu ver, não dá tempo de preparar uma candidatura competitiva. Temos nomes bons e jovens que não podem ser queimados”, justifica Maguito em declaração à coluna Giro, de O Popular.
Sem Iris Rezende, aposentado da vida pública, o PMDB está em dificuldades para viabilizar um nome ao Paço Municipal. Daniel afirmou, em entrevista à Rádio 730/AM, que a tendência é que o PMDB tenha candidato próprio, mas para isso o partido precisa ter apoio do grupo formado por DEM, PRP e Solidariedade.
Cardeais do PMDB, senador Ronaldo Caiado (DEM, Armando Vergílio (Solidariedade) e Jorcelino Braga (PRP) vão se reunir hoje para debater a sucessão em Goiânia e buscar uma saída para a oposição, já que o prazo-limite para as convenções termina dia 5 de agosto.
Bruno aceita
O deputado estadual Bruno Peixoto, presidente do PMDB Metropolitano, colocou seu nome à disposição do partido para concorrer ao Paço Municipal. “Quero concorrer à prefeitura em oposição ao governo Paulo Garcia e ao governo Marconi”, frisa o parlamentar, que já foi vereador na Capital por dois mandatos.
A ex-deputada federal Iris Araújo manifestou-se, pelo Twitter, contra aliança do PMDB com o PR de Waldir Soares ou com o PSB de Vanderlan Cardoso. “Nada contra Waldir ou Vanderlan, mas o PMDB tem que ter candidato próprio. Fica muito feio para todos se os jovens do PMDB entregarem os pontos, sem luta, sem nada, pois serão cobrados no futuro”. Para ela, o partido precisa lançar candidato próprio ao Paço Municipal.
Sem citar nomes, Iris Araújo reconheceu que existem “bons nomes” na ala jovem do PMDB que poderão assumir a candidatura à Prefeitura de Goiânia. “Continuo achando que a chamada ‘renovação do PMDB” deve sim passar pela disputa da Prefeitura de Goiânia. Não se pode confundir renovar com entregar.”
