Brasil

Goiânia 30 anos

Redação DM

Publicado em 2 de agosto de 2016 às 01:36 | Atualizado há 1 ano

Depois de uma longa e cansativa viagem de carro, saindo de Maceió, de mala, cuia e sem caiaque no bagageiro, chegava aqui para mais uma etapa da minha vida, há exatos 30 anos atrás. Mais do que construir minha família, meus filhos e muitos amigos, tornei-me cidadão goianiense de amor e paixão por esta cidade. Amor esse que, infelizmente, não vejo compartilhado por muitos que aqui nasceram e se consideram goianos, prova disso está na bagunça que tomou conta dos nossos lugares públicos. Como diz meu amigo paulista Paulo Moraes, é o progresso chegando e nos arrastando para o fundo do poço. Nunca se viu tanto lixo nas ruas, poluição sonora madrugadas adentro, violência fora de controle, adolescentes e marmanjos abusando das drogas, motoristas donos do mundo e por aí vai. Talvez, reflexo ou consequência da falta de gestores públicos sérios e compromissados  ou, quem sabe, reflexo da falta de educação. Saudades do zero bar e da banda do Pádua, dos barzinhos com músicas de qualidade da turma das “noites goianas”, Fernando Perillo, Marcelo Barra, Maria Eugênia e tantos outros notáveis. Saudosismo? Claro que sim, quem aguenta a baixaria de hoje em dia? E, por que não dizer, saudades do ex-prefeito Nion Albernaz que mantinha essa Capital sempre limpa e arrumada, à altura da modelo Curitiba, onde morei por 12 anos. Confesso que as vezes sinto medo, não por mim, que já estou fazendo hora extra por aqui, mas dos meus filhos e dos milhares de jovens que aqui residem. Peço desculpas aos amigos e leitores por esse desabafo, que nada mais é do que uma mensagem de gratidão e de amor incondicional pela nossa cidade, que é nossa casa e nosso lar. Goiânia merece ser renovada. Grande abraço a todos.

(Alvonir Alberici – Gringo, via e-mail)

 


Lei da cláusula de barreira

Edgard Gobbi

Conforme os meios de comunicação, a atual classe política rebaixou a vida partidária brasileira a um nível sem precedentes, como os 26 partidos representados na Câmara dos deputados, os 35 registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e outros 30 esperando por registro. Segue a pergunta : “Não estaria na hora de medidas que ajudem a construir um sistema político mais sério”?  Embora timidamente, a reforma política parece estar retornando à agenda nacional,  pois o presidente interino Michel Temer, já afirmou que seu partido o PMDB irá apoiar no Congresso, o projeto ‘Lei da Cláusula de Barreira’ do PSDB, que exige um percentual mínimo de votos que cada partido deverá obter nas eleições, afim de receber verbas do Fundo Partidário, tempo de TV etc. Como é uma oportunidade única para uma consequente diminuição dos atuais 35 partidos políticos, será que é sonhar demais na aprovação desse projeto pelo Congresso,  e aplicar essa faxina na vida partidária  já nas eleições de 2018 ?

(Edgard  Gobbi, via e-mail)

 


Lula quer que o mundo saiba, nós também

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A decisão equivocada de Lula ao recorrer a ONU  passou a ideia de que  a Constituição não estaria sendo cumprida nas investigações contra ele e o mundo precisaria saber disso. Uma desculpa esfarrapada e sem consistência, pois se o “mundo” precisa saber o que acontece no Brasil, precisa saber quem foi o mentor do petrolão, quem foi o cara que mais lucrou no governo vendendo ilusões ao povo e em nome de “palestras” pouco convincentes arrecadou milhões para seu cofre. Com o surgimento da internet não ha como não saber o que acontece nos países. Ocorre que muitos jornalistas que cobrem matérias políticas no Brasil, tem dificuldades de entender o tamanho da corrupção, seja por preguiça, ideologia ou mesmo por desinteresse. Basta ler jornais e revistas sérias e verão que a ONU nada poderá fazer a não ser confirmar o que ja sabe sobre Lula. De resto Lula recorreu à ONU porque tem dinheiro em caixa. Seria importante o MP investigar de onde veio o dinheiro para pagar o advogado e depois contar ao mundo, pois o mundo também precisa saber das falcatruas petistas.

(Izabel  Avallone, via e-mail)

 


Agosto

Paulo Roberto Gotaç

Agosto se inicia com um dos estados da União convulsionado pelo crime organizado ligado ao tráfico de drogas e seu governo, como acontece sempre em situações semelhantes, solicitando a ajuda de tropas federias para controlar a situação. Será também o mês das Olimpíadas na cidade do Rio de Janeiro, fortemente protegida nos pontos relacionados aos jogos mas desguarnecida no restante, como o demonstram, no rastro da ausência policial, o aumento do número de arrastões em vias públicas e roubos. Nele começará a ser decidido no Senado o destino de Dilma Roussef, Presidente afastada por meios constitucionais legítimos e, durante seu transcorrer, também se espera a intensificação das ações da justiça no sentido de apontar e punir responsáveis pela irrespirável atmosfera de corrupção que sempre vigorou por aqui e que agora dá sinais de ser pelo menos detectada e combatida, em que pese os esforços dos poderosos envolvidos, no sentido de moldar a justiça em seu benefício. Por ser um mês de má fama ao longo da História, confirmada por suicídio de presidente, renúncias e  mortes ás vezes misteriosas  de ídolos políticos, não há como deixar de indagar: sobreviveremos a este agosto?

(Paulo Roberto Gotaç, via e-mail)

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