Amnésia de um crime estatal
Redação DM
Publicado em 23 de julho de 2016 às 03:32 | Atualizado há 10 anos“Ouro de Tolo”, cápsula letal
Amnésia de um crime estatal
Engravatados mortíferos
A estupidez de um equídeo
A indiferença e o abandono
Responsabilidade “sem” dono
Santa Casa! Assombro
Políticas públicas, escombro
Catadores de materiais recicláveis
Indigentes, esqueléticos e miseráveis
Misericórdia, para os algozes
O silêncio da injustiça, calando vozes
A Justiça “cega” condenou as vítimas
Imortalizaram canalhas e suas políticas
A honradez absolveu a infâmia e a indolência
Condecorou a covardia e a incompetência
O brilho cancerígeno azul fluorescente
Brinquedo de criança dizimou inocente
O coração do Brasil, Goiânia 1987
Cenário macabro, Césio 137
Vidas maculadas pela indiferença
De um governo imoral, ingerência
Infanticídio, Leide das Neves
Dores, feridas cálidas… Vida breve
A tragédia anunciada, caixão de chumbo
Os “sem nomes”, o descanso
Em “berço esplêndido”, casas de papelão
No leito mortal, covas rasas, blindadas
Salve, salve a “Cidade das Flores”
Funerais floridos e diversos odores
Assim entramos para a História Universal
Sob a batuta de cretinos e a justiça estatal!
(Marcos Manoel Ferreira, Professor, Pedagogo, Historiador, Escritor. [email protected])