“Saída de Iris Rezende muda todo o cenário em Goiânia”
Redação DM
Publicado em 21 de julho de 2016 às 02:07 | Atualizado há 1 ano- Deputado estadual diz que Vanderlan Cardoso pode herdar espólio eleitoral de peemedebista
- Parlamentar avalia que outubro é o primeiro passo para o pleito ao Palácio das Esmeraldas, em 2018
- Tática da coligação é ampliar o leque de aliados já no primeiro turno das eleições de 2016
- Social-cristão crê que impeachment não é golpe, ataca PT e critica a gestão do prefeito Paulo Garcia
– A saída de Iris Rezende da disputa à Prefeitura de Goiânia, nas eleições de outubro de 2016, muda todo o cenário político.
É o que afirma ao Diário da Manhã o deputado estadual do PSC Simeyzon Silveira. Animado, o parlamentar aposta que o empresário e ex-prefeito de Senador Canedo Vanderlan Cardoso, hoje no ninho socialista, poderá ser o herdeiro do espólio eleitoral do peemedebista. A escolha do vice está indefinida, adianta. Pragmático, o social-cristão diz que a tática da coalizão liderada por PSB e PSC é ampliar o leque de aliados políticos e eleitorais para ganhar as eleições e garantir a governabilidade de eventual gestão no Paço Municipal. Cáustico, Simeyzon Silveira defende o impeachment, no Senado da República, da ex-guerrilheira da VAR-Palmares Dilma Vana Rousseff Linhares. A votação ocorrerá em agosto. Ele ataca ainda o PT e condena a gestão do prefeito de Goiânia, o médico e petista Paulo de Siqueira Garcia.
Leia a íntegra da entrevista:
Diário da Manhã – Como o PSC se programa para as eleições de 2016 e de 2018?
Simeyzon Silveira – Primeiro, antes de discutir 2018, nós temos que realizar 2016. Um ciclo depende do outro. A expectativa do PSC Goiás agora, neste ciclo municipal, é avançar no sentido aumentar a representação da legenda. Na eleição passada nós fizemos quatro prefeitos. Nessa, nós temos 28 candidaturas e devemos fazer entre seis e dez prefeitos. Na passada, nós fizemos 86 vereadores, e nesta queremos chegar a 120. Então, primeiro é fazer o dever de casa, é eleger, é fazer com que o partido cresça, e aí sim traçarmos a estratégia para 2018. A minha expectativa, em 2018, é sair como deputado federal, agora, isso depende muito dessa base que iremos construir agora no ciclo municipal. Então, não há como discutirmos o ciclo estadual, sem fechar as eleições de 2016. Aqui, em Goiânia, nós temos a candidatura de Vanderlan Cardoso, que o PSC está totalmente empenhada nela também, pois é muito importante para o partido ajudar a eleger o prefeito de Goiânia. Então, a expectativa é essa. É conseguirmos avançar muito no ciclo municipal, ganhando a prefeitura da capital, de cidades importantes da região metropolitana, como Senador Canedo, Bela Vista, e cidades que têm porte para formar uma base para podermos vislumbrar o ano de 2018.
DM – Qual a estrutura atual do PSC em Goiás?
Simeyzon Silveira – Nós temos, ativas, 208 comissões. Estas comissões estão empenhadas agora em fazer seus representantes. Hoje, o partido tem conseguido avançar muito nos municípios, e no estado. Eu acredito que nós vamos conseguir nos próximos anos – até 2018 – estar em todos os municípios goianos.
DM – Com a saída de Iris Rezende da disputa em Goiânia, o que muda nas eleições?
Simeyzon Silveira – Muda o cenário completamente. Era uma eleição que já tinha um candidato para o segundo turno, que era Iris Rezende. E havia uma disputa entre vários candidatos para chegar a este segundo turno, mas o cenário mudou. Hoje, o próprio PMDB e os partidos aliados vão precisar se reacomodar e buscar um novo projeto e acredito que o perfil do eleitor do Iris tem um voto cativo. Esse eleitor eu acredito que se identifica muito com o perfil de Vanderlan Cardoso. E aí tem aquele eleitor flutuante, que vai de acordo com acontecimentos, que acredito que temos um vasto caminho para buscar esse eleitor também. Eu acredito que todos os pré-candidatos em Goiânia entendem que o cenário mudou e todos estão correndo atrás para buscar essa votação que o Iris tinha, mas acredito que o Vanderlan Cardoso tem um potencial muito grande para buscar esses eleitores. Então, a nossa expectativa é partir para uma campanha vitoriosa com Vanderlan Cardoso, e conversar com todos os partidos possíveis nessa reta final para fazermos uma grande aliança.
DM – O PMDB pode indicar o vice na chapa de Vanderlan Cardoso?
Simeyzon Silveira – Qualquer partido. Nós não temos veto a nenhum. Qualquer partido que se identificar com o projeto de Vanderlan Cardoso pode ser o vice. Vanderlan Cardoso, inclusive, tem deixado isso bem claro. Nós temos dialogado com todos. Estamos primeiro fechando um projeto para Goiânia. Vanderlan Cardoso tem andado nos bairros constantemente, ouvindo a população e fechando o plano para Goiânia, e aí todos os partidos que entendem que seria interessante caminhar conosco. Nós temos ouvido todos, independente de grupo A, B ou C. O momento agora é de tentarmos formar uma grande aliança para fazer uma eleição vitoriosa.
DM – Sobre a gestão do Paulo Garcia, qual a sua avaliação e suas críticas?
Simeyzon Silveira – Foi uma gestão que patinou muito, uma gestão que ficou devendo e não foi à altura que nossa capital merecia. Uma campanha em 2012 que teve como base “cidade sustentável” e isso foi muito utilizado durante a campanha, mas totalmente esquecido no processo de gestão da cidade. Goiânia hoje está tendo dificuldades em questões básicas que nunca tiveram como no tráfego, problemas ambientais, sempre foi uma cidade limpa, e hoje tem problemas no recolhimento de lixo. Foi uma gestão que infelizmente não conseguiu colocar Goiânia numa situação que já esteve há muito tempo de qualidade de vida, uma cidade bem cuidada. Goiânia hoje tem sérias dificuldades e agora é o momento da população escolher um gestor para a cidade, e que saiba gerenciar para dar a ela uma nova cara, uma nova dinâmica, com enfoque nos problemas básicos, na desburocratização, na relação direta com os bairros. Enfim, Goiânia é uma cidade que precisa de um gestor, e, por isso, defendemos o nome de Vanderlan Cardoso.
DM – Como o PSC se posiciona na votação, agora no Senado, sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT)?
Simeyzon Silveira – O PSC fechou a questão desde o primeiro momento, e nossa bancada foi uma das únicas que votaram totalmente a favor do impeachment. Tanto os 18 deputados federais, quanto o nosso senador. Nós acreditamos que isso é algo que já se consolidou e não tem retorno. Nós acreditamos que a saída da presidenta Dilma é fundamental para o retorno do crescimento do país. Então, nós somos favoráveis desde o primeiro momento ao impeachment da Dilma.
DM – Então, para o senhor, não houve golpe?
Simeyzon Silveira – Não. Golpe é o que eles fizeram com o Brasil. Golpe é tudo aquilo que o PT tem feito com o Brasil nos últimos anos e tem feito ao longo desses anos. Agora é hora de retomar e discutir as soluções para o Brasil e parar com esse viés, até por que o PT sempre trabalhou com essa tese do impeachment de maneira muito forte. Tanto é que o PT apresentou propostas de impeachment contra todos os presidentes, desde a democratização, quando era oposição. Conseguiu o Collor, mas tentou o de todos os outros. Agora é a hora de colher o que sempre semearam. Mas não é só essa questão. É questão legitimidade. O PT, hoje, não tem mais nenhuma condição de governabilidade do Brasil. É um modelo que faliu, que acabou, que exauriu, e agora nós temos que discutir as soluções para o Brasil. O ex-presidente Lula e a presidenta Dilma são passado. Vamos discutir é daqui para frente.