O que desejo para Aparecida de Goiânia
Redação DM
Publicado em 21 de julho de 2016 às 02:04 | Atualizado há 10 anosDesde que cheguei em Aparecida de Goiânia, nos idos do ano de 2002 para tomar posse no primeiro concurso público de procurador municipal fui testemunha de várias transformações pelas quais passou a cidade.
Claro que naquela época Aparecida já tinha movimento pujante, mas ainda guardava traços de cidade pequena do interior, e nós que sempre trabalhamos no Centro, “centrinho histórico”, percebíamos isso claramente vendo pessoas a toda hora se cumprimentando no meio da rua, trajes caipiras, todo mundo dando notícias de todo mundo e por aí vai.
Por outro lado eu ficava condoído com o atraso em que a cidade se encontrava, principalmente comparando-a com Goiânia, Anápolis, Rio Verde e outras. Minha impressão é que Aparecida estava anos luz dessas administrações. É claro que cada cidade teve e tem a sua história, nunca podemos fazer comparações frias e rasas, sem levar em conta o contexto histórico de cada município.
Contudo, almejava sinceramente que Aparecida de Goiânia abandonasse de vez aquela cultura de eterna cidadezinha do interior, de projetos pequenos, a prima pobre da capital, e alçasse vôo rumo ao desenvolvimento pleno. E isso aconteceu.
Por incrível que pareça muita gente ainda acha que Aparecida é cidade dormitório, a esses oriento rápida pesquisa no Google, por exemplo, para saberem como está a cidade nos dias de hoje.
Para o futuro, com as eleições desse ano, desejo que o novo prefeito e os novos vereadores tenham consciência de que hoje Aparecida é metrópole e sua administração deve ser desenvolvimentista, com foco no social, na valorização e qualificação dos servidores públicos, buscando as ferramentas tecnológicas das mais atuais, para seus polos e parques industriais e seu comércio varejista crescente.
(Roosevelt Santos Paiva, advogado militante, procurador municipal concursado em Aparecida de Goiânia, vice-presidente da subseção da OAB em Aparecida de Goiânia)