Cotidiano

Módulo acompanhará gestantes e bebês de até um ano

Redação DM

Publicado em 14 de julho de 2016 às 02:34 | Atualizado há 10 anos

Goiás atualmente está em 12º lugar no ranking nacional de mortalidade infantil, onde há 13,9 óbitos a cada 1.000 bebês nascidos vivos. Pensando nisso, a Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO) e a Secretaria de Gestão e Planejamento (Segplan) estipularam metas, dentro do programa Goiás Mais Competitivo, que visam reduzir o índice em, pelo menos, 30%. Uma das formas de atingir esse marco é implantar um módulo pré-natal dentro do Sistema Integrado de Gestão da Assistência à Saúde (SIGA) para acompanhamento por meio de um prontuário eletrônico.

O SIGA Mamãe e o SIGA Bebê visa acompanhar a gestante e o bebê de até um ano de idade que são atendidos pela rede pública de saúde eletronicamente. Marina Carvalho, coordenadora do Ciclo de Vida da Gerência da Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente em Goiás, um dos motivos que pode ocasionar o aumento da mortalidade infantil é a falta do acompanhamento pré-natal obrigatório.

“Através do SIGA Mamãe e SIGA Bebê serão monitoradas enfermidades e ocorrências, inserção de informações de rotina da mãe e da criança, anexo de exames realizados, avaliação de consultas, entre outras ações, que não só permitirão acompanhar a evolução gestacional e o primeiro ano de vida do bebê, mas também a qualidade de vida desses pacientes”, explica Marina. Para minimizar riscos, a gestante deve realizar, no mínimo, sete consultas além do pós-operatório. “Agora aquelas famosas cadernetas da gestante e da criança serão digitais”, completa a coordenadora.

Os municípios de Quirinópolis, Itajá, Lagoa Santa e Caçu, na região Sudoeste, já estão utilizando o sistema. A implantação vai priorizar as ações de intervenção nos municípios com maior taxa de mortalidade infantil, sendo eles: Águas Lindas, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Bom Jesus de Goiás, Caldas Novas, Campos Belos, Catalão, Cidade Ocidental, Cristalina, Formosa, Goianésia, Goiânia, Goianira, Inhumas, Itaberaí, Itapuranga, Itumbiara, Jaraguá, Jataí, Luziânia, Mineiros, Novo Gama, Planaltina, Posse, Rio Verde, Santa Helena de Goiás, Santo Antônio do Descoberto, Senador Canedo, Trindade e Valparaíso de Goiás, responsáveis por cerca de 76% do total dos óbitos infantis no Estado.

As unidades de saúde que não receberem a implantação do SIGA Mamãe e SIGA Bebê neste primeiro momento irão preencher um formulário com os atendimentos das gestantes e dos recém-nascidos e encaminhá-lo para a Secretaria Municipal de Saúde de cada município, que fará o lançamento dos dados no sistema.

Em junho deste ano já foram realizadas customizações iniciais nos módulos para atender as demandas. Pelo sistema, já se identificam as gestantes georreferenciadas, ou seja, onde elas residem e como serão realizadas as ações de saúde para conscientização dessas pacientes. O objetivo é que todos os atendimentos de pré-natal estejam registrados no SIGA para monitoramento estadual.

Educação continuada

A partir deste mês, serão realizados treinamentos com pelo menos 2 profissionais de cada município e para todas as 18 regionais de saúde do estado, ensinando a utilizar o sistema ao longo do processo de implantação desses módulos. Para Diana Guimarães, coordenadora do projeto SIGA Saúde Goiás, uma educação continuada garantirá que todos os envolvidos na coleta das informações, sejam eles médicos ou enfermeiros, entendam a finalidade e a importância dos registros para que sejam cumpridos os desafios. “Essa capacitação incentiva o uso do sistema nas unidades de saúde e garante que os dados dos pacientes sejam coletados corretamento e com êxito”, garante ela.

Diana explica também que “a educação continuada é essencial para que a implantação do SIGA Mamãe e Bebê tenham resultados positivos. Um sistema de informação só tem sucesso se a inserção dos dados refletir a realidade. Além disso, o monitoramento contínuo dos dados feito pela equipe da Gerência de Saúde da Mulher, Criança e do Adolescente, permitirá identificar os eventuais problemas que possam ocorrer”, explica.

 

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